terça-feira, 23 de dezembro de 2008

ALI TH ERAÇÕES IV



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se espuma
E das mãos espalmadas fez-se espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente não mais que de repente.


V. Morais


TH - Ei-lo: o maldito soneto!

Um comentário:

TH disse...

Engraçado - como esse soneto me persegue, DEUS!
Será que estarei eu fadado a tê-lo em minha vida toda vez que uma história afetiva minha se extinguir?