sexta-feira, 10 de setembro de 2010

LADIES AND GENTLEMEN, MS. JANE LYNCH!

A série da FOX, "Glee" (que estreou em 2009) não teria me chamado tanta atenção senão por três itens: música, Ryan Murphy e Jane Lynch.
Primeiro as críticas: a história é simples - e às vezes beira ao ridículo. O cotidiano de um coral que batalha pra ter espaço na escola, liderado por um ex-quase-integrante de boy band (Will Schuester), e constituído de representantes das minorias. Gay, negra, gorda, "emo", cadeirante, feia talentosa, burro talentoso, latina, loira burra, grávida e por aí vai. Nada tão novo ou impactante. Acredito que o sucesso do seriado se dá ao talento de seu realizador, Ryan Murphy, de criar vida roteirizada na porra-louquice. O ambiente é super leve, quase um desenho animado. E a música segura onda. Digo isso pois a seleção de repertório é bem equilibrada, com momentos de auge e de flopagem. Mas eu me identifico muito com o talento de Ryan com essa de "dizer' pela música. Ela tem essa capacidade e extorna bem todos os nossos sentimentos, quando bem conduzida às situações.
E Jane Lynch, claro. Inicialmente escalada pra coadjuvar - ela não seria mais do que uma simples treinadora de torcida organizada que detestava o coral, a moça roubou a cena de cara com sua Sue Sylvester, e garantiu os melhores momentos do seriado. De antipática, passou a vilã de desenho animado, que fazia de tudo pra acabar com o coral. E seu espaço foi gradativamente crescendo, a ponto de protagonizar dois momentos lendários: primeiro bancou a Madonna numa retomada do clip de Vogue, com letra da música devidamente mudada pra expressar seu ódio a Will; e também, noutro episódio, firmou uma parceria bem sintonizada com Olivia Newton John (a própria, convidada especial) onde estrelaram o videoclipe de "Physical", num versão beeeeem 2010!
Seja no timbre de voz, no jeitão masculinizado, nas máximas proferidas ("agora cheirem seus sovacos. Sintam o odor da derrota"), no seu diário (ela escreve as maiores blasfêmias "desabafando" no papel), ou no seu programa de tv ("é assim que Sue enxerga"), ela consegue dar uma leveza sem tamanho pra uma personagem que poderia se tornar o requinte mor de cureldade. Mas Sue é humana. E prova disso é a bela maneira com a qual cuida de sua irmã deficiente, com direito até a contar historinhas pra dormir. Personagem MUITO bem escrita, pruma atriz que conseguiu ler nas entrelinhas e só ganhou espaço.
Na vida real, Jane Lynch é atriz, escritora, cantora e comediante. É também homossexual assumida e casada com a psicóloga Lara Embry, cujo matrimônio se deu esse ano. Recentemente, tivemos a honra de prestigiá-la vencendo o Emmy de melhor atriz coadjuvante, por Glee. Muito merecidamente, aliás.
Vida longa pra Sue Sylvester, que ajuda e muito Glee a não se tornar um High School Music da vida.
E aguardemos a segunda temporada!


Grande vencedora do Emmy 2010. Abaixo, o vídeo de uma apresentação lendária na série





TH - Palmas para a "coadjuvante"

2 comentários:

Serginho Tavares disse...

concordo com vc
o sucesso de glee nao está na história (banal) e sim na direção que soube amarrar aquilo tudo muito bem

parabéns ao idealizador e claro parabéns a Jane Lynch que tem de cara o melhor papel da série!

Paulo Braccini disse...

Glee é para mim atualmente um colírio para os olhos ... adoro assistir e me embalar em seu som q me levam a sonhos de minha adolescência e juventude ...

bjux

;-)