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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CALEM A BOCA, NORDESTINOS!



Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no Twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca”
Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Porque não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca
, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!



TH - P-E-R-F-E-I-T-O

sábado, 17 de julho de 2010

DESEXEMPLO PARA PESSOAS DE BEM

Você também pensou, ao ver o título e a imagem, que se tratava de um texto contra adoção por homossexuais? Errou feio...
Existe a palavra "desexemplo"?
Se sim é como eu considero o projeto do Senado que visou proibir a adoção de menores por pares homoafetivos no Brasil. Desexemplo de cidadania, de humanidade, de tolerância, de dignidade, de respeito e de falta de irmandade - sobretudo da parte dos panfletários religiosos de botequim.
Eu, que tenho uma monografia que virou um livro semi-acabado sobre o tema, ainda não tenho palavras pra descrever o quanto este retrocesso me chocou. Ao contrário do que aconteceu, eu tinha esperanças que nesse ponto, o país ia pra frente - era o que apontava as pesquisas que fiz pro meu TCC em 2006, era a aposta da grande desembargadora Maria Berenice Dias, do Rio Grande do Sul, que muito me ajudou no meu projeto e as dicas da magistrada pontuaram bastante quando resolvi transformá-lo em livro depois.
Não adianta eu elencar a infinidade de prós que tenho nos meus materiais sobre a questão diante de uma sociedade que só insiste em ver os contras.
Não deveria estar surpreso, contudo. Era de se esperar quando se tem um povo cuja maioria se sente mais agredida em ver gays felizes do que com a Mulher Arroto e sua tamanha falta de bom senso em pleno horário nobre da Tv. Não sei vocês, mas eu conheço muito mais intolerantes com homossexuais do que pessoas evoluídas, que adquirem de imediato os valores de respeito ao próximo antes de pré-julga-lo baseado em seu pré-conceito (separado mesmo). As pessoas precisam, antes de estarem aptas a um debate justo sobre esses valores, resolver de imediato suas próprias contradições e seus dilemas mesquinhos, baseados no semi-puritanismo de araque.
Enfim...
Hoje sem mais texto...só lamentos.
Aliás, tem texto sim! Oportuno momento de citar o que acontece na Argentina, nossos declarados "rivais', mas que estão há anos luz na frente, neste aspecto.
E torçamos para que este seja apenas um abreviado incômodo, para podermos continuar a uma sociedade que deve mesmo ser igualitária, caminhando lado a lado com os avanços gradativos e sempre presentes.

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Aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina : um exemplo de cidadania plena

Toni Reis*

Depois de 14 horas de debate, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado na Argentina na madrugada do dia 15 de julho de 2010, com 33 votos a favor, 27 votos contra e três abstenções. Uma mudança tão pequena de redação, com tanto significado para a igualdade de direitos. A reforma substitui as palavras “homem e mulher” da versão atual da legislação por “cônjuges”, permitindo assim que casais do mesmo sexo também possam contrair o matrimônio.

Congratulações à querida aliada Cristina Kirchner e seu governo, à câmara dos deputados, ao senado, às pessoas militantes LGBT, e a todo o povo argentino. Esta aprovação é um gesto de civilidade.

A Argentina agora, sem dúvidas, torna-se um país com mais igualdade e inclusão. Todos e todas são vitoriosos pela decisão histórica. Afinal, universalizou-se este direito.

Vocês, hermanos e hermanas, devem se orgulhar do feito. Vocês são o primeiro país a reconhecer a igualdade dos direitos humanos de pessoas LGBT em nossa região, onde existe ainda muito machismo e homofobia. E são o décimo no mundo a avançar nessa garantia. Agora vocês estão ao lado da África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia e Suíça. Orgulhem-se!

Foi o maior debate na sociedade argentina desde a aprovação da lei do divórcio em 1987.

Do lado dos argumentos contra – muitos deles irracionais, ilógicos, retrógrados, conservadores e fundamentalistas – disseram que somos inférteis, filhos do diabo, desviados, antinaturais, pervertidos, abomináveis, projeto do demônio, que queríamos destruir a família tradicional, e implantar a filosofia de Sodoma e Gomorra; seria o apocalipse, um “risco para o futuro da pátria”, iríamos acabar com a perpetuação da espécie... Como bem resumiu a presidente Cristina Kirchner, "o discurso da igreja recorda os tempos da inquisição e das cruzadas".

Também, não vamos tripudiar os vencidos. Afinal, qual deles ainda ousam falar que a terra é quadrada ou que os negros não têm alma? Eles também vão mudar lentamente, daqui uns 500 anos talvez.

Venceu o discurso racional, lógico e sólido, a honestidade intelectual e liberdade de consciência, provando que esta lei é mais um instrumento de luta contra a discriminação. Venceu o estado laico e a secularidade do código civil.

Um fato importante é que apesar de ser uma iniciativa de duas parlamentares da esquerda, Silvia Augsburger e Vilma Ibarra, parlamentares de todas as matizes ideológicas e partidárias votaram e foram a favor do projeto.

Para ficar na história, seguem alguns dos argumentos a favor apresentados por parlamentares da situação e da oposição:

Ao apoiar a mudança, o líder do bloco da oposição radical, Gerardo Morales, afirmou que "chegou a hora de sancionar normas que se adaptem a novos modelos de vínculos familiares" e relembrou a existência de "modelos de famílias diferentes (aos) que tínhamos há 30 ou 40 anos". Segundo ele, apesar das polêmicas e disputas, "ganhou o debate cultural" no país, diante da participação da sociedade na discussão.

O senador socialista Rubén Giustiniani, que votou a favor da lei, disse que o perfil da sociedade argentina mudou e por isso era o momento da aprovação do texto. Segundo ele, dados oficiais indicam que 59% das famílias argentinas já não atendem ao perfil tradicional de pai, mãe e filhos. Mas de mães solteiras, casais separados e casais homossexuais.

"Hoje é um dia histórico. Pela primeira vez na Argentina se legisla para as minorias", afirmou o senador Miguel Pichetto, líder do bloco do governo, acrescentando que "aqui não haverá mais casamentos do mesmo sexo só porque aprovamos esta lei. O objetivo desta norma é eliminar a discriminação".

A senadora Victoria Blanca Osuna defendeu: "as questões que estão em jogo nesse projeto não são religiosas ou morais. Nós estamos perguntando a nós mesmos a responsabilidade da democracia com as minorias discriminadas".

Nas palavras do senador Eduardo Torres, "a única diferença entre gays e heterossexuais é que eles têm menos direitos na sociedade argentina. Nós não podemos aceitar a discriminação que ocorre em várias partes da sociedade.”

Já o senador Luis Juez, da opositora Frente Cívica, optou por apoiar o governo porque, mesmo cristão, entende que "nem na Bíblia há um parágrafo onde Cristo fosse contra os homossexuais". Ele lembrou que o código civil é "uma instituição laica, em um país laico. O Estado argentino passou a reconhecer a mudança social, e a projetou juridicamente.”

A senadora Maria Eugenia Estenssoro, da opositora Coalición Cívica, argumentou que o projeto é "necessário" para os casais do mesmo sexo. "Esta lei permitirá que os homossexuais possam assumir publicamente suas relações."

Com certeza, a comunidade LGBT brasileira está com “uma certa inveja arco-íris”. Aqui estamos sendo menos ousados, estamos pedindo somente a união estável, e mesmo assim estamos tendo a maior dificuldade com fundamentalistas religiosos. Vamos analisar e discutir esta nova conjuntura.

Não vamos desistir. Vamos nos inspirar na Argentina. Vocês venceram uma etapa importantíssima, agora sejam felizes e continuem lutando para mudar a cultura. A mudança das leis não quer dizer a mudança de cultura.

Para quem não foi escravo, a libertação da escravatura foi um fato histórico relevante. Mas para quem era escravo, foi a melhor coisa que aconteceu. Da mesma forma para nós LGBT, a aprovação do Casamento Civil é a abolição de uma das tantas discriminações imposta à nossa comunidade.

No Brasil pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira são negados aos homossexuais. Para isto, há uma possibilidade que a união civil poderá chegar aqui também, a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deve examinar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132-RJ e a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4277, nas quais se argumenta que negar o direito de união às pessoas do mesmo sexo viola os princípios constitucionais de igualdade. Nisto, já temos apoio do Presidente Lula e da Advocacia Geral da União.

É um absurdo que a essa altura da história nossa sociedade ainda esteja discutindo se deve ou não universalizar os direitos. Mas, apesar do poder de grupos religiosos fundamentalistas contrários à mudança, mais cedo ou mais tarde, a lei será aprovada no Brasil também, garantindo dignidade e combatendo a discriminação.

Como o Presidente Lula falou na abertura da I Conferência Nacional LGBT, “Ninguém pergunta a orientação sexual de vocês quando vão pagar Imposto de Renda, ninguém pergunta quando vai pagar qualquer tributo neste País. Por que discriminar na hora em que vocês, livremente, escolhem o que querem fazer com o seu corpo?”

A querida aliada presidente Cristina Kirchner resumiu tudo, estamos felizes e satisfeitos com a vitória.

Amores iguais, direitos iguais, nem menos, nem mais. Que viva a cidadania plena, sem discriminação de qualquer natureza. Que viva a Argentina, e que continue dando exemplo para o mundo de como devem ser tratadas as pessoas LGBT.

* Toni Reis

- convive com seu marido há 20 anos

- especialista em sexualidade humana

- mestre em ética e sexualidade

- doutorando em educação

- presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

- diretor da Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe



TH - Esse sim, exemplo-mor de tudo

sexta-feira, 11 de junho de 2010

UM BRINDE A NÓS, SONHADORES!

Pois até nos momentos mais críticos, não há como não deixar a parcela "dreamer" aflorar.
Pelo contrário.
É ela quem nos faz sobreviver.
Minha querida Xuxa, parceira de infância (fui um belo e fiel baixinho da Rainha na década de 80), conseguia imprimir esse espírito infantil e positivo de que a gente pode sim perseguir nossos maiores e mais ousados sonhos ("Um sonho está no ar. O amor me faz cantar"). E não só ela. Crescido, eu vejo Clarice Lispector, musca literária-mor dentre tantas outras, falar do mesmo assunto com outras cores: "Sou mais forte que eu". AInda o digníssimo Fernando Pessoa "Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso" Ñão tenho que reclamar da parcela pisciana-sonhadora que sempre carreguei desde pequeno.
Apesar da falta de confiança em mim, eu sempre trouxe na minha bagagem pincéis prontos pra redesenhar novos planos, novos mundos. Nada melhor do que deixar fluir a imaginação acordado e traçar sem limites tudo o que quero alcançar.
Nessa semana de desemprego, eu me peguei em momentos bem críticos, daqueles que a gente olha prum lado, pro outro, põe as mãos na cabeça num semi-desespero desamparado. Mas é só aquele instante. Para ali.
Continuar na lama é pros fracos. É pros paupérrimos de espíritos.
Essa é a hora de fazer valer nossa maior riqueza.
Determinação e esperança agora, carne e osso amanhã!
Sonhem, queridos. Sonhem com a vida, sonhem com um futuro melhor, sonhem juntos, sonhem separados.
Um brinde aos meus amigos utópicos. O concreto estará bem firme daqui a um tempo :)


TH - Acreditem: feliz!

terça-feira, 8 de junho de 2010

THE GROUND BENEA-TH HIS FEET



Sentindo um vazio.
Não provocado apenas por ter sido gentilmente posto pra fora do emprego.
Não apenas por estar preocupado com a avó que não está bem.
Não apenas por briga de amor.
Vazio inexplicável...
Daquelas coisas que não precisam ter nome, mas a gente sabe que é ruim.
Mau pressentimento?
Ainda não...
Vontade de sumir, de enfiar a cara na areia, de sair nadando pra bem longe? Exato...
Não, não é profetizar nem fingir dor pra soar "poético".
O reescalar se fará presente no instante oportuno, sim.
Sei que a flor também voltará a crescer, que o sol voltará a brilhar, e outras tantas metáforas de otimismo que o povo costuma usar por aí, todas elas acontecerão, mas ainda é preciso permanência naquela fase de chão que tanto se faz lugar-comum.
O chão é o vazio. Como se todos os móveis e mobília não existissem, só aquela imensidão dura e sem perspectivas que, em linha reta, certamente te levará a um tombo numa parede igualmente opaca.
Mas ele é preciso. É o desconectar com o mundo. Os celulares desligados, um stand by da vida real, é como se recolher numa concha e só ficar espiando pela frestinha de vez em quando, pra ver se a área tá livre, se as pessoas estão menos violentas e só então poder sair.
O aprendizado é certo. A maturidade requer que dermos tombos fortes nas paredes pra ver se o maquinário interno processa melhor o funcionamento da cachola pra não incorrer nos mesmos erros. Os do passado devem ser aprendidos, os do presente sanados e os do futuro, totalmente evitados. Mas há quem não acredite. Quem assume a postura negativista e já mate qualquer possibilidade de acerto com ideias pessimistas.
Há, contudo, como culpá-los? Decepções aqui, surpresas desagradáveis ali...desgostos cada vez mais frequentes limam o poder de esperança das pessoas. E cabe a elas se posicionar e escolher onde querem ficar.
Lamento pelos que perderam o rumo. Lamento essa falta de visualização do amanhã. Lamento por quem não tem forças para enfrentar o dia seguinte. Lamento quem fica no chão e não consegue mais se levantar. Quem abraça o tal vazio definitivamente, esvaziando-se da mesma forma.
Só lamento.
Mas é um lamento daqueles que ainda detém uma pequena faísca de brilho nos olhos, que olha pra frente, vê escuridão, mas que, num desvaneio - ou não, percebe que há fiapos de luz sim no imenso salão.
Delírio ou real?


TH - Ócio...ódio...!

segunda-feira, 29 de março de 2010

ETHOS: O HÁBITO DO HABITAT


Sim, uma das etimologias da palavra ETHos é concebida como habitat, moradia.
Quando resolvi fazer esse blog, em 2008, de início pensei em treinar minha faceta jornalística e comentar atualidades sob meu ponto de vista.
Com o tempo eu percebo que nunca vai adiantar: qualquer blogue que eu faça eu sempre deverei enfocar coisas da minha vida pessoal, isso faz com que seu público seja cada vez mais restrito, não seja um blogue tão visitado ou comentado, pois é subjetivo, algo próximo do que um diário perdido de alguém que tem a necessidade de desabafo.
É fácil constatar isso pois todo meu universo se vê representado por meio das citações, das músicas, das cantoras que eu elejo, dos posts confessionais e de todas as exposições que quase involuntariamente faço. Quem me conhece sabe que sou exatamente assim: desenfreado no quesito "falar de si mesmo". Isso já me rendeu problemas e a maturidade me ensinou a ser uma pessoa mais "seleta", nada gratuita, procurando as pessoas certas para confidências.
Mas eu realmente não consigo deixar de fazê-lo no blogue! rs. Já me policiei ao máximo, no entanto sempre volto ao meu lugar comum.
Portanto, dessa vez nada de promessas de me expor menos. Basta prometer me expor o necessário, afim de não espantar mais ainda os escassos leitores do meu mundinho.



TH - EThando o suficiente...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O IMBATÍVEL TEMPO E SEUS CICLOS


Num mês em que um simples evento dá brecha pra que os pensamentos de TH se desdobrem, como não matutar acerca do que o tempo faz conosco?
Observando meus primos na última semana, em partidas de videogame, saídas turísticas ou nas horas e horas de prosa, ambos (Giovanni e Rafael, este último do Espírito Santo, passando férias cá) me mostraram que seus respectivos ciclos foram mais do que coerentes. Eles se aprimoraram, preservaram suas essências e venceram num dos campos mais críticos de nossa vida: o profissional. E o fizeram acertadamente, pois não se “venderam”: havia algo em suas infâncias que determinava o que eles seriam. E caminharam magistralmente nesse sentido.
É só olhar: Rafael sempre teve um comportamento mais calmo, filosófico e profundo quando pequeno. Era uma criança mais séria...nada mais adequado do que se tornar um sociólogo com uma bem estruturada carreira na educação estatal.
Giovanni sempre foi profundo conhecedor de tudo o que era eletrônico: ele sempre demonstrou interesse em máquinas, computadores, carros, aparelhos de última geração. Era batata acertar que ele seria um inovador da informática e consegue se impor num mercado tão competitivo e que requer muito talento e atualização.
Já que estou jogando na minha própria cara trajetórias de pessoas conhecidas, falemos mais da família: A Alê sempre demonstrou, desde pequena, interesse em ajudar as pessoas. Seu gênio forte já dava mostras de que pularia todos os obstáculos para ajudar as pessoas. Essa gentileza era comprada com muita briga e altivez – era a defensora dos fracos e oprimidos da rua. Dotada de uma inteligência quase sobrehumana, eu não enxergava outro caminho seu que não fosse a Medicina, à qual se agarra com unhas e dentes, tornando-se uma profissional hiper realizada e competente. O mesmo falo do meu irmão que tem sua falta de cultura descontada em sua grande inteligência para ciências exatas, facilidades com Matemática e Física, que lhe rendeu um bom tempo como professor particular e uma bem sucedida passagem pela tão complicada faculdade de Engenharia.
E indo mais adiante, meus pais: dois profissionais do campo da Agronomia, bem competentes no que fazem, e meu parâmetro profissional maior sempre será minha própria mãe. Com interesse em Meio Ambiente, ela consegue e muito bem cumular mais e mais trabalhos, compensando sua falta em outros campos (no campo fraterno, por exemplo) sendo uma exímia e talentosa trabalhadora.
Por que todos os exemplos citados? Pois analisei todo o progresso de cada um e percebi que todos têm algo em comum: não se traíram. Perseguiram suas sagas, apenas concretizaram o que lhes era devido ser. Foram sinceros consigo mesmos. E eis a conclusão mais esperada do texto: diferente do que eu fui.
Não sou um advogado. Nunca seria. Sequer deveria ter passado pela ciência jurídica. Não sou bom no que faço, e tive que aprender a gostar do ramo durante a faculdade pra não retroceder ante uma escolha equivocada. Mas ainda assim foi uma escolha, e arcar com ela até o fim seria meu dever. Por isso jamais voltei atrás. Formei-me. Advoguei por um bom tempo, tentei concursos...mas agora eu percebo que é totalmente verdade a máxima de “trabalhar com prazer” tão dita por todo mundo. É só olhar pros exemplos supracitados. Eu fico me perguntando: no cursinho no qual eu trabalho, eu vejo diariamente pessoas se matando de tanto estudar pra passar em cargos de concursos públicos que sequer imaginam se gostarão. Fazem por dinheiro. Busca por estabilidade econômica ou status social...
Eu fui bastante vulnerável ao ser dissuadido pela família sobre minha verdadeira vocação, que era ser jornalista. Pressão, essa é a palavra que mais se adéqua: “ser jornalista em Maceió é morrer de fome” “aqui só há corporativismo” “você tem que fazer Direito pois vai lhe dar mais dinheiro”. Sem dúvidas, pra alguém que, aos 17 anos, fraco de espírito e cursando a faculdade de Jornalismo, tais frases foram bem mais fortes, a ponto de me fazer largar a Universidade e adentra no campo jurídico. Um tiro no escuro. Um salto de paraquedas numa área que não tinha nada a ver comigo. Acredito que não tenho a arrogância, a sabedoria na base da enrolada ou o jogo de cintura de dar o ‘jeitinho brasileiro’ puxando saco de Juiz pra ajudar pessoas que na maior parte das vezes não reconhece ou mede seus esforços e lhe ridicularizam como se tudo fosse sua culpa. Sim, são eles, os insuportáveis clientes.
Certo. Era meu dever arcar com o ônus de uma escolha mal sucedida, no entanto até quando? Já estou há 4 anos formado e a sensação de tudo o que tento no campo profissional dá certo por um curto período, e depois desanda. Seria esse o resultado de não sentir prazer em trabalhar? Está na hora, mais do que na hora, de escolher algo com o qual verdadeiramente me identifique algo que seja meu, que me faça feliz apenas por fazer. Eu sei que vou ter que depender do mundo jurídico pra sobreviver até que eu possa alcançar esse objetivo ainda não definido, mas eu vou seguir as sábias palavras de uma pessoa amiga: se o mundo jurídico usa as pessoas, porque eu não posso usá-lo também? Querendo ou não, é o mais amplo, o que abre o maior procedente de possibilidades e oportunidades, e vou usá-lo completamente ao meu favor de escada pra resistir até chegar lá.
Eu sei o que gosto de fazer, e sei também que é um árduo caminho até chegar lá, mas...quem tem medo? Eu não sou mais o que chora e lamenta uma escolha má feita. Eu sou aquele que arca com sua conseqüência e procura novos caminhos pra navegar. A gente sempre acha o que procurar e lugares de busca, estão mais óbvios do que pensamos...
E a linha do horizonte nunca deve ser um ponto de fuga...


TH - Reflexões de verão

domingo, 17 de janeiro de 2010

TH NEWS FLASHES XXI [Lealdade acima de tudo!]



Há coisas na vida que devem mesmo ser "nonsenses". Não precisam fazer sentido pra que a gente entenda.
Mas outras...
Não dá MESMO!
Falta de lealdade é a maior delas...
Em meio à essa aparente ínfima vidinha minha, eu não desestruturo nenhum centímetro quando se fala em princípios pessoais. E ser leal, no sentido mais leônico e amplo que existe, é um dos maiores!
Sou do tipo que compra briga de amigo. Já fui bem menos atuante, claro, já procurei entender os dois lados da moeda num entrave, mas se há algo que aprendi é que não se deve abandonar o amigo no meio de campo. Parente próxima da confiança, a lealdade numa amizade é como uma rocha - transmite segurança e apresenta solidez quase imutável. Oferece luz, irradia e faz mais clara e visível todo e qualquer tipo de relação.
Hoje não pestanejo nadinha quando vejo que alguém está fazendo mal a uma pessoa que eu amo. Pode ser o menor comentário feito, mas eu avanço com unhas e dentes em sua defesa. Mas voltando a usar uma moeda como exemplo, é do tipo que a gente espera em troca. Não existe lealdade unilateral...e percebo que se tornou, muito infelizmente, uma virtude esquecida e cada vez mais rara às pessoas.
O que prevalece é o interesse...
A lealdade desinteressada, genuína e de graça perdeu todo seu valor.
Seja nas relações familiares, amorosas, de amizade...
Virou artigo de luxo!
O que mais existe, agora, são as decepções. Cada vez maiores. Doloridas. Que deixam marcas. Claro que as decepções advém de excesso de confiança outrora dispensado. Antes de culpar o "decepcionante", que tal nos autoanalisarmos e concluirmos que somos os verdadeiros vilões de nós mesmos? Nós que não selecionamos bem, nós que não filtramos adequadamente quem deve ter acesso à nossas particularidades e intimidades....
Não posso negar que cresci o triplo desde que entendi que é assim que as coisas funcionam na vida. É um jogo, com as peças mais claras possíveis, mas com a ação inteiramente conduzida pelas regras que eu até então não dominava...
Não posso dizer que perdi a fé nas pessoas pois não é verdade. Continuo acreditando. Não seria o já conhecido TH de vocês se não o fizesse, entretanto suscetível de mudanças benéficas e proveitosas. Reavaliar meus contatos é um dos lemas que venho seguindo (deletar o Orkut foi meu primeiro grande passo). Ainda assim, eu sou feliz e agradeço por ter gente de bem comigo, que é capaz de caminhar junto, de procurar saber como foi meu dia apenas por saber...
Pouquinhas, mas tenho!
Recordo que, numa redação da 4ª série, intitulada "História da Minha Vida", eu impressionei minha professora ao disparar, aos 8 anos, que não tinha muitos amigos. Tinha poucos, mas especiais. Anos e zilhões de contatos depois eu entendo que tá na hora de regressar à minha origem e cuidar verdadeiramente dos 'poucos" e "especiais" que me são tão necessários e leais nesse momento. E saber que muitos que se diziam dessa forma, decididamente, não são!
Quem tem pessoas de verdade do lado, preservem-nas. Mantenham-nas Cubram-nas com um cobertor bem aquecido, cuidem-nas como quem cultiva uma relação novinha em folha, não as deixem ir embora e aproveitem-nas, pois estão em extinção....
E por envenenamento!


TH - Leal, sobretudo, a si mesmo!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

AOS PORCOS




A cobra encurralou o vaga-lume na floresta e disse:
__Eu vou te matar!!! O Vaga-lume prontamente respondeu:
__Mas cascavel, o que foi que eu te fiz? Não te fiz nada...
E logo a cobra respondeu:
__Vc não precisa fazer nada. Seu brilho me incomoda.



Nesses dias andei pensando muito nas diferenças entre cíume e inveja.
Percebi que o ciúme é o mano mais natural da insegurança - o medo da perda ou da conquista da felicidade do outro em outras mãos, receio de que se tenha mais atenção ou admiração dispensados; enquanto a inveja é ardilosa, sórdida, vil e negativa. Ou seja, o combustível do ciumento, a priori, tem raízes mais brandas: não possuir segurança em si mesmo ou não conseguir ser amado sem reunir e cobrar todas as atenções para si estão longe de ser características 100% aceitáveis, no entanto são bem melhores do que o vazio relegado ao mundinho sub-humano dos invejosos.
O princípio do invejoso é justamente a falta de um conteúdo substancial em si mesmo. Ele é fruto de uma estima baixa, é filho de uma auto-imagem deformada, negativa. É a “corporificação” da presença da ausência. Não que muitos ciumentos não tenham baixa auto-estima, mas normalmente estes são movidos pela perda de algo substancial de suas vidas, enquanto pra se ter inveja, não é necessário nenhum pré-requisito especificado...
Muita gente costuma associar as características do ciumento às do invejoso, quando, apesar de terem algumas semelhanças, ambos são bastante dstintos. Por já visualizar a realidade do CENTRO DE APOIO ÀS VÍTIMAS DO CRIME (CavCrime), e já ter atuado em causas criminais que partiram de uma agressão - sabe-se que paixão e emoção são causas atenuantes de penas, nos mais diversos crimes contra a vida, eu percebi muito que, por mais excessivo que pareça, os ciumentos são pessoas extremamente humanas. Depois da novela "Mulheres Apaixonadas", do meu ídolo Manoel Carlos, quando Giulia Gam deu um show de interpretação com sua "Helouquisa", essa realidade passou a ser mais respeitada e compreendida. Quaisquer excessos - antes de ser taxados como distúrbios, são ocasionados, pasmem, por muito amor. Realidade completamente diferente dos invejosos...
A realização pessoal de uma alguém, a felicidade verdadeira de qualquer um - seja ele íntimo ou desconhecido, um relacionamento bem sucedido de pessoas de bem, com tudo a ver uma com a outra, recheado com amor e paixão, aos olhos deles faz tanto mal que as virtudes naturais de outrem explodem suas doenças internas mais íntimas. Suas carências e complexos aguçados geram atitudes cada vez mais pequenas, ínfimas.
Arrisco apostar: prefiro um ciumento que um invejoso!
Nunca, até então, tinha tido algum tipo de problema com inveja. Não sou um indivíduo que mereça ser invejado...sou normal, humano, tenho falhas, cometi erros no passado mas eu sempre busquei me aperfeiçoar com todo erro cometido. E amo e sou amado. São os únicos elementos talvez ensejadores de uma inveja cruel.
Uma profusão desses fatores se expandiu no comecinho de Dezembro, mas ainda bem: as coisas se resolveram e retomaram seus trajetos...e, diria: solidificaram mais ainda o que já era duro feito rocha, e verteram nas consequências mais positivas possíveis! ;)
E o que restou de tudo isso? Pérolas...para serem distribuídas com louvor aos porcos invejosos e trapaceiros (obrigado pelo empréstimo, Salve minha querida e arretada conterrânea Heloísa Helena!). Cuidado com aqueles que tentam minimizar seus atos, com maus-olhados, cobiças psicopáticas. Esse ciclo vicioso pode ser combatido com uma boa dose de desdém e ostracismo...afinal, como bem tirou explicitou meu querido Fernando Sabino : "o invejoso abre espaço pra sua própria infelicidade"


TH - Antídoto anti perversidade

domingo, 29 de novembro de 2009

SWEET [Less] NOVEMBER



Engraçado...
Novembro sempre foi, não me perguntem porque, meu mês favorito!
Posso usar a desculpa de ser o mês dos aniversários da Alexia, da minha mãe, do Ramirez, do meu avô. Ou por, na época do colégio, ser o mês em que a gente já entrava de férias, por volta do dia 23. Ou ainda, por ter dois feriados nacionais e mais um aqui em Maceió e em alguns estados mais (respectivamente, dias 2, 15 e 20), mas não é. Eu sempre simpatizei com o mês, sempre achava que as coisas eram bem melhores quando aconteciam em Novembro.
Mas esse 2009 veio pra quebrar toda essa máxima. Não foi um mês legal. Veio repleto de negatividades - morte, abalo de relacionamento, amizades rompidas, brigas, MUITAS BRIGAS familiares...poucos momentos de diversão, muito stress no trabalho, déficit financeiro. Distanciamento...no meio de tudo isso, perdi um dos meus grandes pilares, que foi o Banki.
Engraçado é que em outras épocas eu não queria que esse mês não terminasse nunca, e hoje eu CLAMO pra que venha Dezembro e ainda reste um fiapo de esperança pras coisas acontecerem ainda em 2009.
Ok. Algo bom aconteceu nesse mês e está descrito no post do dia 20. Dêem uma relidinha e verão que foi o resgate da minha fé, que apesar dos outros acontecimentos negativos (vide post de 23/11), ela não foi perdida. E acredito que este será o grande feito desse 2009.
Vem aí o último TH NEWS FLASHES de 2009 e nele a minha tradicional retrospectiva. Por hoje fica apenas o desejo de Novembro de 2010 ser bem melhor do que esse...
Paz.
É o que sempre pedirei...

P.s.: E quem diria: Novembro de 2008 foi um dos melhores meses da minha vida...sobretudo no dia 28...Talvez a frustração maior foi esperar demais esse ano.


TH - Novembreando tortamente!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TH NEWS FLASHES XVIII [Cavernando]


Imagina os homens encerrados em
morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a
infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e
só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos
imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os
tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos
bonecos maravilhosos que lhes exibem. Sócrates

Para uma pessoa tão "aberta" como eu, constato hoje que é preciso dispor muito de nosso tempo na caverna. Estados de introspecção são absolutamente necessários para podermos enxergar melhor as coisas. Sem ninguém por perto, temos capacidade de aprender com o vazio. E acreditem: nossa sombra, por vezes, é a melhor conselheira! E se não estamos falando de conselhos, podemos tê-la como parceira ideal para nossos silêncios, que, como bem sabem, são tão válidos como aquelas palavrinhas básicas que de vez em quando gostamos tanto de ouvir!
Eu comecei a confiar mais nos meus amigos depois dos 22 anos e desde então passei a compartilhar quase tudo com alguém, como se isso fosse uma necessidade básica que me fora privada há anos, desde a infância e adolescência, quando eu fui o garoto mais tímido e reprimido, na minha rua, na sala de aula, na família...
Logo, a ideia de "me fechar' dentro da concha na realidade é uma forma de regresso às origens. É um "reaprendizado", melhor dizendo, uma maneira de resgatar aquilo que fui e que sabia fazer tão bem. É um total desapego às pessoas, pra poder melhor refletir sobre meus próximos passos, sobre tudo o que conquistei, sobre o que ainda tenho a realizar, tendo como único prisma meus próprios limites. Sem acessos alheios, sem opiniões diversas, tentando manifestar unicamente minhas vontades, sem intervenções descabidas e que em muitos casos só atrapalham!
Percebo que, por mais que me abrir pras pessoas tenha me feito tão bem e até me tornado um ser humano melhor, que se aceita e que tem a convicção de não ser uma mera ilha, existe dois pesos e duas medidas. Eu me acomodei a isso, e me encontro apegado demais a quem eu gosto. É preciso se desgarrar pois a vida, em determinado ponto, irá exigir isso de mim. A ironia é que quando pequeno eu sempre quis fazer parte da turma dos descolados, dos desinibidos, extrovertidos, e me projetava no meu alter ego, o já famoso Thomaz, por essas bandas. Hoje, quando consigo ser sociável e fazer um montão de amigos, eu me pego querendo retroceder um pouco ao meu estado de isolamento. Difícil entender? Crescer tem dessas coisas...
Assim, no meu modo - muito particular - de ver, entrar na caverna representa alcançar um estado profundo de consciência sobre mim mesmo e sobre o mundo. Eu preciso muito ter um papo comigo, me dar uns bons safanões, puxões de orelha, lembrar-me de como minha abstenção, em alguns aspectos, era a melhor saída possível...caminhar pelos caminhos que fazia quando mais novo, à tarde, pensando na minha vida, em todos que fazem parte dela e se seus papéis estão sendo bem desempenhados...subjetividade mode on!
Então eu estou sacramentando, aqui, nesse post, meu regresso à caverna. Não será por muito tempo, mas durará o que preciso for pra que eu recoloque muitos pensamentos no lugar e arrume bem a casa. Não implica dizer que vou abandonar o blog, continuarei com ele e com suas músicas, citações, metáforas, mas deixando claro que a situação internamente aqui está em stand by pra auto-análise. Quero resgatar um pouco do TH que desde sempre se virou como pôde no exercício tão duro que é o de viver...


TH - Até já

sábado, 18 de julho de 2009

TH NEWS FLASHES XVI [Feel Free!]

LIBERDADE!
Uma palavra tão bonita, com tantas acepções e significados a lhe empregar.
Um dos sentidos que lhe atribuí nesta semana foi justamente a liberdade dentro de um relacionamento - liberdade no amor, o "amar-solto" que sempre prezei. Um amor que deve ser desprovido de amarras. Que nunca deve ser escravizado por desconfianças, ciúmes, insegurança, e que ratifique com primor ideais de leadade, fidelidade e principalmente confiança.
Não existe coisa mais linda do que amar solto. Dar efeito às asas da liberdade, fazendo o relacionamento fluir tão bem. Ser livre sendo comprometido. Não é pra muitos não, a prova é este que vos escreve não saber 100% e ainda se encontrar atado à própria insegurança, ainda fazendo cenas e dando vexames. Mas muito sábio quem diz que começar já é metade de toda ação, porque ainda sendo imaturo, ter consciência disso significa muito, muitíssimo para o aprendizado e crescimento interior.
Se a confiança é o pilar maior de toda relação que se preze, digo ainda que a liberdade é outro. O que muitos pensam é que ser livre, possuir liberdade é sinônimo de libertinagem. Não tem nada a ver. Liberdade numa relação não é encrencar com amizades, familiares ou ex-namoros de fulano, e sim ter a certeza de que nenhum deles oferece risco para abalar algo que construíram juntos por certo tempo ou pelo grandioso sentimento mútuo. É ter fé nesse sentimento. Saber que ele é inabalável, pela força e intensidade que tem, por qualquer motivo ou direção. É ter a consciência tranqüila e a mente desatada, tendo absoluta convicção de que o outro jamais desandará ou cambaleará no sentido contrário ao do relacionamento. Eu tenho isso!
Bem verdade que certos comportamentos influem pra que a confiança seja abalada, mas nada que não seja resolvido com diálogos e transparência, muito antes de reações adversas e precipitadas. Mesmo sendo baluarte confesso da liberdade num relacionamento, sou obrigado a reconhecer que é uma liberdade contida, onde você deve se permitir a determinadas concessões pra evitar conflitos. Ninguém consegue viver sem limites, é fato, mas que tais limites sejam dosados e equilibrados afim de que não se sufoque ou prejudique. O balanceamento dos limites e da liberdade é o ouro do relacionamento bem sucedido.
Liberdade também é sinônimo de responsabilidade. Numa relação, se um não achar que o outro é responsável suficiente pra respeitá-lo, então ela está longe de merecer ser concedida. Relacionamentos, meus caros, diferente do que muitos pensam (que é simples, e que os outros é que complicam) é muito mais do que isso. Se a própria vida tem inúmeras regras a se seguir, quem dirá um casamento ou um namoro, onde se tem a excelente boa vontade de fazer bem um ao outro, mas que não necessariamente as duas cabeças pensem do mesmo modo? Ainda assim, fico com meu chapa Gandhi, que diz com propriedade que liberdade nunca é liberdade se não implica a liberdade de errar. Pois erremos, então! Mas que esses erros não abalem a estrutura ou sejam fatais a ponto de se sobrepujarem a tudo o que foi construído por duas pessoas, e que nem por conta dos erros se escravize.
Sejam livres, amantes e amores! Se você ama alguém, deixe-o livre. Isso só trará benesses ao relacionamento, felicidade e confiança ratificada. E evitará uma infinidade de mazelas ocasionadas pelas desconfianças e inseguranças, que, convenhamos, podem ser evitadas, preservando a relação como se deve! E esse singelo discurso se encerra com mais uma sábia frase literária, que mais uma vez define tudo o que penso: "A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras." (Carlos Drummond de Andrade)


TH - Voe!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

POLITICAGENS, PICARETAGENS, SACANAGENS E FRALDAS CHEIAS!




Semaninha que promete ser melhor...
Estou estudando novos enfocos pro blog...claro que música nunca deixará de ser o carro-chefe, afinal, está no meu DNA, inegável, mas seria interessante pincelar cotidianamente também sobre outros assuntos. Acordei com esse pensamento de tocar em mais temas aqui no ETHos.
Hoje me deparei com uma célebre frase de Eça de Queiroz: "Políticos e fraldas devem ser trocados constantemente pelas mesmas razões". E quase ao mesmo tempo, vi o absurdo do dinheiro que corre solto e fácil lá no Senado. Copeiros e motoristas que ganham por volta de 10.000 mensais, enquanto professores estaduais e municipais suam pra ganhar misérias por horas-aula. Não desmereço profissão alguma, mas o que seria certo é que ganhássemos de acordo com o nosso suor, sem extras, citras ou ultras.
Eu tenho lá minhas convicções políticas, como todo cidadão deveria obrigatoriamente ter, não sou profundo conhecedor do assunto mas garanto que o mínimo do bom senso eu tenho e até aqui acertado com minha intuição.
A minha maior decepção - e acredito que não haverá outra tão forte, foi com o PT, partido pelo qual era ferrenho seguidor. Até 2002. Depois que Lula foi eleito, eu me vi decepcionadíssimo com os rumos que o partido tomou. Quando está na honestidade, pessoas pecam pelo excesso como fez Heloísa Helena recentemente. O mérito é reconhecido, mas a maneira ortodoxa como ela o defende deixa a desejar. Não é interessante não ter papas na língua - apesar de eu admirá-la e vibrar com seus destemidos argumentos. Chamar Tereza Nelma de "porca trapaceira" certamente era o que todos queriam, mas eticamente nunca é recomendável. Trapaças, Heloísa minha flor, sempre existiram por detrás dos panos. Mas há maneiras mais elegantes de denunciá-las.
Como cidadão e baluarte da esperança no país, eu me recuso a fechar os olhos para os rumos de como a politicagem (que nunca rimou tão bem com picaretagem, com sacanagem) está levando os brasileiros. Meu estado nunca foi bem visto por conta dos acontecimentos políticos. Muita gente associa a gente com Collor (que na verdade, nasceu no Rio de Janeiro), Renan Calheiros, e com o coronelismo velado - a maneira como fazendeiros e usineiros ditam, mandam e desmandam no interior (isso é verdade). É uma pena constatar que dinheiro público é desviado para atender fins lucrativos pessoais, enquanto o centro de Maceió está aquela miséria, as estradas do estado estão lamentáveis e falta investimento na educação e principalmente na cultura daqui. Sendo mais amplo, é por isso também que o Brasil ainda não chegou às maiores potências mundais. Sim, tudo isso por causa da politicagem. Dói ouvir "nossa teu estado gosta de pagar mico", ou então "caramba, teu país é uma vergonha". Sim, verdade dói...
O que é correto e o que não é politicamente falando é um dos dilemas da cidadania. Política, por incrível que pareça, é sim uma ciência linda, didaticamente bem sistematizada, que deveria ser dada nas escolas desde cedo. É uma ciência interessante e empolgante - o que arrasa são as politicagens. E dessa, meu estado, meu país e meu povo já está farto!


TH - Revoltado!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

E VOCÊ, CUIDA DO MEIO-AMBIENTE?

Muito?
Pouco?
Pouquinho quase nada?
Que é isso rapaz..
Continue não jogando lixo no chão, economizando papel, preservando ao máximo os animais, evitando queimadas...
Se cada um fizer sua parte, a gente chega lá! O mínimo já evita um bocado. Você não conseguirá parar com os ataques ao meio-ambiente apenas com sua atitude, mas sua parte é vital pra isso, acredite!
Uma semana bastante proveitosa, participando de eventos comemorativos para prevenção do Meio-Ambiente, que aliás faz aniversário exatamente hoje!
Participei com o grupo particular inonimado do qual faço parte contribuindo com textos jurídicos, em parceria com a ONG ACEMA - Arte, Cultura e Meio Ambiente, e a prefeitura de Maceió. Estivemos no CEPA toda a semana com eventos comemorativos e conscientizadores para a prevenção de nosso meio. Projetos comunitários, caridades, novas modalidades paisagísticas, novas idéias sócio-ambientalistas, opções de integração 100% da globalização sem prejuízo da natureza, etc.(Tom, vi materiais bem bacanas pro teu livro...você realmente fez falta!)
Vou deixar aqui, marketeando, a descrição de uma das contribuições mais necessárias nesse evento (que eu, coincidentemente, já tinha visto em uma outra atuação, em Maio deste ano, numa rica palestra no Centro de Convenções contra as drogas): a da ONG ACEMA.
No mais...preservemos-nos. Preservar é cuidar com carinho e dedicação, cuidar do que é nosso, de graça e divinamente concedido!
=]

...
ONG ACEMA - ORGANIZACAO NÃO GOVERNAMENTAL ARTE CULTURA E MEIO AMBIENTE, fundada em 12 de julho de 1998, com sede na Rua Pedro Brandão, 349, Bairro Camoxinga, Santana do Ipanema, Alagoas, é uma entidade civil, de direito privado, de caráter sócio-ambientalista de assistência social, culturais, democrática e sem fins lucrativos. Registrada no CNPJ sob o nº 02.991.975/0001-54, estatuto registrado na Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Defesa Civil de Santana do Ipanema, Alagoas, sob nº 080, livro nº 03 , folhas 78 com data de 20 de fevereiro de 2003 , registrado no Cartório do Registro Geral de Imóveis e Hipotecas desta Comarca de Santana do Ipanema, Estado de Alagoas; Mantenedora da Radio Comunitária Cidade FM, 87,9 MHZ, subordinado aos preceitos do artigo 223 da Constituição Federal da lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998 e sua regulamentação através do decreto nº 2.615, de 03.06.98, da lei nº 4.117/62, decreto-lei nº 236/67, decreto nº 52.795/63, portaria nº 017/82, normas complementares demais disposições legais.
Somos a ONG- Arte Cultura e Meio Ambiente, instituição sem fins lucrativos, entre suas finalidades institucionais,
Promover continuamente o debate objetivando o avanço dos projetos comunitários.
A proteção ao meio-ambiente, ao consumidor, ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico:
Estimular o diálogo local entre a comunidade e contribuir para unir de forma solidária diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades que visem interesses comuns:
Desenvolver o Projeto Água no Pote em vários Módulos:
Módulo Educação Ambiental nas Escolas:
Módulo Projeto Cidadãozinho
Módulo Sopa da Cidadania
Módulo Escola de Futebol
Modulo Teatro
Módulo Dança
Módulo Radio Comunicação Mirim
Módulo ComputadorAtravés da nossa Radio Comunitária Cidade FM;
Contribuir com a luta pela democratização dos meios de comunicação, pela democratização da informação e pela institucionalização do Direito de Comunicar;
Dar oportunidade à difusão das idéias, elementos de cultura, tradições e hábitos sociais da comunidade, propagando a música nacional, além do intercâmbio entre os aspectos culturais das várias comunidades organizadas;
Prestar serviços de utilidade pública, integrando-se aos serviços de defesa civil, sempre que necessário;
Coletar, pesquisar, elaborar e divulgar nos meios de comunicação locais, regionais e nacionais, informações de cunho político, social, econômico, científico, cultural e desportivo, relacionados às comunidades e de seu interesse;
Promover cursos de capacitação radiofônica, observada a legislação vigente;)
Prestar assessoramento na área de comunicação radiofônica a entidades sindicais, comunitárias, religiosas, culturais e outras sem fins lucrativos;
Organizar arquivo público com registro sonoro, fonográfico ou audiovisual de depoimentos e fotos produzidas ou colhidas na comunidade ou de interesse geral;
Promover continuamente o debate objetivando o avanço dos projetos comunitários.



TH - ;)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

TH NEWS FLASHES XIII ["Não Faça O Mal"]


Karma: Você faz coisas boas...coisas boas acontecem para você.
Karma Mode On!
Nas últimas semanas degustei, vindo de vários lados, o dissabor de ser apontado como algo ruim, adjetivado das piores maneiras possíveis: sonso, farsa, falso-solidário, falso-sentimental, perigoso. Direcionados por quem, acreditem, outrora se fazia importante na minha vida. Mas meu papel não é ser o baluarte da injustiça, pois o título por si só é patético. Não sou santo. Eu já menti, já traí em relacionamentos, já mandei às favas e amaldiçoei os meninos que tanto zombavam de mim na época da escola. Não, decididamente eu não sou o guri mais exemplar pra prosperidade, mas no meio de tantos infortúnios e atitudes incorretas, eu faço questão de afirmar: sou humano.
Como humano, tanto cometo deslizes consideráveis quanto me sinto atingido quando me atribuem qualificações negativas. Não tenho sangue de barata para não reagir diante de atrocidades proferidas a mim, e esse sentimento tende a crescer mais ainda quando não encontro motivos suficientemente fundamentados que justifiquem a revolta de quem se dizia "amigo", de uma hora pra outra. Garanto-lhes: assumo meus pecados, meus excessos, minhas escolhas equivocadas. Tudo seria mais fácil se antes de as pessoas se revoltarem e jogarem pedras, punhais e facas, procurassem esclarecer os motivos das outras agirem da respectiva maneira. Pelo menos eu funciono dessa forma. Jamais, por orgulho ou algum outro motivo torpe, romperia um vínculo forte sem antes averiguar com efeito.
Eu não acredito que o referencial de bondade seja algo concreto e único. Por que você chamaria uma criança de boa ou má? A boa é a que obedece os pais? E a desobediente, é a má? Elas são assim mesmo ou é a sua interpretação que está lhes atribuindo títulos, rótulos e classificações? Nessas horas, eu recorro a uma postura muito peculiar minha, que é de absorver o melhor de cada religião para constituir minha própria fé, e busco nos Hindus a que considero mais acertada: o mal existe em sua interpretação, e não em si mesmo. É a sua atitude que o faz parecer mal - o mal não pode existir. Procuro me aprofundar bem nesses ensinamentos para procurar - acreditem - entender as razões de quem me minorizou tanto com adjetivos tão pesados e machucadores.
Eu poderia apenas repetir aquela imagem que coloquei semana passada, do "cagando e andando", mas uma das posturas que vou seguir como lema de vida é procurar basear minhas atitudes nos ensinamentos do conceito de Karma, que inclusive, outra vez, já mencionei aqui. Tomemos nossa interpretação pessoal do que é bom ou mau, reciclemos nossos atos e vamos agir, daqui pra frente, pensando na máxima de que "quem faz o bem, terá o bem". Karma é justamente isso. Você pode questionar os motivos de as coisas ainda não acontecerem na sua vida, de esperar tanto pra "murchar" diante da carência de resultados, mas ainda assim você vai persistir e continuar tentando / andando / lutando...e sabe o porque? Por que é a coisa certa a se fazer. E quando você faz o certo, só virão coisas boas na sua vida.
Por mais que lhe taxem negativamente, quando você faz coisas boas - ainda que essas venham para consertar as coisas ruins cometidas no passado, a tendência é sempre receber mais postividade na frente. A lei da atração (e isso aqui não é uma propaganda gratuita de Rhonda Byrne, mas até poderia ser, pois é uma autora competente - e nos filiar às coisas boas e talentosas só nos trará mais benefícios) é justamente essa: ter nossa consciência tranquila e nossa paciência bem trabalhada, para que a recompensa venha e vigore. Posso não ser uma pessoa 100% do bem, mas posso me esforçar pra sempre procurar fazê-lo. Não apenas para auto-redenção, mas visando uma maneira de plantar e colher posteriormente. Para ter propósitos alcançados na vida e não estar perdido nela. Aos que acreditam, fazer o que é bom pois assim entendemos o sinônimo de Deus. Para outros que acreditam, por que os benefícios chegarão de alguma forma, nesta vida ou em outra.E, de uma maneira mais simples: por que fazer o que é bom é melhor do que meramente fazer o mau, que, convenhamos, não nos leva a lugar algum. O bem somente gera o bem maior...


TH - Karmando todo tempo!

domingo, 5 de abril de 2009

TH NEWS FLASHES XI [Nas escadarias da vida]


Palavra da vez: LAÇOS.
De tempos em tempos experimentem sentar à mesa de bar com pessoas queridas em volta. Perguntem o que têm feito. O que têm desejado. Que conquistas foram alcançadas. Questionem acerca daquele velho pensamento ou sobre aquelas maneiras de enxergar as coisas (filosofia de vida), se continuam intactos. Inquiram sobre suas frustrações, sobre como superaram (ou se), como conseguiram se sobrepujar perante elas para poderem estar ali, intactos, vivos, relatando todas essas coisas.
Na escada da vida, todos nós passamos por estágios importantes. Nossas vidas sofrem reflexo das coisas ao redor, do meio em que vivemos, das pessoas com as quais nos relacionamos, das guinadas que o destino resolve aplicar...concursos em que somos aprovados, aqueles com quem escolhemos nos casar, filhos que nascem, netos...viagens para fora, novas temporadas, até músicas que antes escutávamos e hoje não ouvimos mais. Não há nada mais inconstante do que viver, e eu acho isso bonito. Acho válido. A capacidade do ser humano em se reinventar de acordo com mudanças singulares em suas sagas é muito importante. Seja na incrível adaptabilidade às mesmas, seja no instinto reacionário quando contrários. O que ouvi ontem, num encontro familiar num barzinho, ao som estiloso de muito chorinho, samba antigão, num ambiente totalmente "gafieira refinado", foram conversas de 5 pessoas - 4 da mesma geração e uma de outra (eu), compartilhando emoções, alegrias, calor humano, pensamentos, tristezas, memórias e uma boa cervejinha para sublinhar.
Incrível como meu pai e minha tia Neuza são iguais. A despeito de terem nascido no mesmo 20 de Setembro, porém em anos diferentes, esses dois virginianos se parecem em tudo: na maneira de ordenar as coisas, nos medos, nos preconceitos (e uma das histórias mais engraçadas foi constatar que minha tia, no passado, namorou o cantor Djavan, e meu pai tinha um preconceito ferrenho contra ele pela cor...coisa, felizmente superadíssima, mas foi divertido saber que o hoje cantor talentoso e bem sucedido, antes já fora confundido com um mendigo...risos). Ambos, de todos os 6 filhos da minha querida avó Noélia (in memoriam), são os mais "afins". Eles tem uma ligação muito poderosa, uma irmandade muito forte, que vigora inclusive em tempos em que não estavam se falando por motivos pesados (que também foi pauta do encontro, com direito a pedido de perdão e tudo o mais). Tio Carlos, seu marido, continua sempre o mesmíssimo (e olha que tem coisa de uns dez anos que não nos víamos...minto, nove, foi em 2000, quando minha avó faleceu). Continua falante, reacionário, sem papas na língua, inteligente, analista de pessoas, comportamentos. Ontem, boa parte da prosa foi comigo e a gente trocou figurinhas demais...ele elogiou muito minha decisão de procurar a felicidade profissional, seja ela onde for, inclusive na minha ida para SP. Ele me deu forças para tentar fazer Jornalismo e tentar ser Roteirista, e até me falou de um livrinho que eu tinha escrito no aniversário da minha prima Fernanda, sobre nossa família, que ele guarda até hoje com carinho. Eu fiquei incrédulo e bastante comovido. Com minha Tia Neuza, o xodó foi maior. Eu sei que, dentre todos os sobrinhos, mais ainda que meus irmãos, eu sempre fui o preferido (e olha que são muitos hein? Uns 10!). Minha posição de favorito sempre foi conhecida de todos, e até motivo de chateação por parte de meu irmão, mas eu nunca deixei de ocupar o posto, e a prova disso é que se passam anos e nossa cumplicidade permanece forte. Minha prima Nandinha não estava no encontro porque estava em São Paulo fazendo sua pós graduação em Odonto Pediatria. A ironia é que ela vai acabar o curso na época em que estou indo pra lá...risos.
Sobre os comentários familiares, minha mana foi unanimidade na mesa - todos realmente a enxergam como uma inteligência incomum, única, e uma bagagem cultural formidável. Questionaram como seria como mãe, e acham (inclusive eu mesmo) que ela não seria bem sucedida, tamanho seu destrambelhamento e individualismo. Teceram opiniões acerca também dos caminhos percorridos pelo meu irmão, que optou por casar e viver junto logo (notei uma pontinha de crítica nas falas, mas cada um pensa do seu modo). Senti um tanto de solidariedade, altruísmo e companheirismo com relação a meus planos futuros; Adorei os elogios à minha mãe - inclusive da minha madrasta, que falou de maneira muito feliz da educação que ela deu a mim e meus irmãos. Meus tios também reconheceram que pessoa batalhadora e guerreira ela é. Os relatos sobre meus avós maternos - tão queridos inclusive pela família do meu pai, também foram construtivos e emocionantes, além de divertidos, afinal meu avô, Edmar, é uma verdadeira figura, dono de momentos engraçados e memoráveis. Por fim, uma real conclusão acerca do jeito "eremita" do meu avô paterno, Nelson, que se isola e não procura ninguém, nem netos, nem filhos. Tudo isso, aliviado com hilárias lembranças de quando eu, meus irmãos e minhas primas éramos quando pequenos, bem ao estilo "criança diz cada uma", que sempre torna todo teor dessas reuniões super leve.
Um encontro que sei que daqui a um tempo, não sei exatamente quando, teremos de volta, com novos acontecimentos, novidades profissionais e mais estórias para contar. Temos mais degraus para escalar nessa escadinha, para depois, em determinado ponto, descansarmos e compartilharmos. Já me ponho ansioso para tal.


TH - Conjecturando

domingo, 15 de março de 2009

TH NEWS FLASHES IX [A paz que eu não quero...]

E não é que a palavra da vez é INQUIETUDE? Por que?
Por que estou percebendo que cada vez mais a CALMA me sufoca. Estou urgentemente necessitando de movimento, ação, qualquer elemento anti-estático que a vida possa me oferecer.
Ando bastante refugiado em casa...ontem mesmo, conversando com o Dan, ele me deu um puxão de orelha pra que eu não deixasse de sair pro show do Jorge Vercilo, que seria de graça e na companhia honrada da minha amiga Paulinha Digníssima. Deixei a preguiça ditar e fiquei em casa, dormindo cedo. Hoje acordei HIPER MEGA ULTRA arrependido de não ter ido; É uma inércia que me faz muito mal.
Ainda não vivi uma grande aventura nesse ano de 2009, justamente o ano que fecho com chave de ouro minha saga na cidade de Maceió. É hora de pensar em momentos que fiquem eternizados na memória, pois as aventuras do ano seguinte serão em outro plano. Eu sinto que haverá uma grande divisão de antes-e-depois na minha vida com essa mudança e tenho que correr para guardar instantes para sempre no meu HD interior. Keep Memories Forever...
Do ano passado, guardo a aprovação no concurso, a viagem-louca com Bernadete e Isa, o aniversário em plena semana santa, o carnaval em Recife, os shows da Zélia Duncan e da Adriana Calcanhoto, os dias plenos aqui em Maceió servindo de guia para meus amigos de fora Jean, Fabiano Telles e Paulo Castro e minha especialíssima viagem para São Paulo em Novembro como momentos marcantes e eternizados. Tá na hora de 2009 ter sua parcela de eventos especiais. A não ida ao show da Alanis que tanto menciono estava marcada como sendo um very big moment, mas o desfecho todos vocês já sabem...
Como invejo, MEU DEUS, pessoas que vivem a vida como se fosse o último dia. Libertários, causadores, não-fugitivos da realidade, inquietos...em outras palavras, algo bem Felipe Ramirez (amigo meu de infância, que já citei várias vezes aqui) ou algo totalmente Thomaz (meu outro eu, idem citado com frequência nessas bandas). Sei das diversas maneiras de se curtir a vida e sei também que há possibilidade de fazer isso sem nem sair de casa, mas decididamente, não é o que eu quero. Eu quero aproveitar meus amigos de cá ao máximo...é aquele tipo de coisa: quando se está tão acessível a gente esquece e nem dá o devido valor. Tal como ontem, que fui pra praia com Jeff e Nori, programa super simples, mas que eu adoro. Lá, ao brincar no mar pulando ondas, notei que tenho um parque de diversões natural que sempre esteve à minha disposição e eu não usufruía com frequencia unicamente por inércia. Ano que vem não terei o referido parque e estou eu, cá, sem degustá-lo...
Preciso de movimentação, requiro velocidade e disposição pra fazer as coisas. Preciso abalar essa calma que tanto me faz mal. Agir e reagir. Causar, consequenciar. Tá na hora de TH mostrar vida onde aparentemente não existe. Quem sabe a nova idade vindoura não me estimule? É, está chegando...(100% das pessoas costumam fazer promessas com a chegada da nova idade...como se tivesse 365 dias pra se obrigarem a se auto-superar, mas quando chega o dia do aniversário no ano seguinte, esquecem de todas as metas e elaboram outras, muitas delas iguais às já prometidas, não cumpridas e esquecidas. Não quero ser assim!)
Só a vontade de fazer esse texto já pode ser considerada um bom sinal. Ou o primeiro passo, que, como sempre gosto de dizer, já é metade de toda ação!
Para finalizar um post tão cheio de referências a momentos e pessoas de minha vida, nada melhor do que uma idéia fixa que me vem acobertando desde a hora que acordei:
- TH, você não é o Banki!!


TH - Mova-se!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TH NEWS FLASHES VIII [...Todo Carnaval Tem Seu Fim...]

Palavra da vez: VALEU!

Acabou o Carnaval e eu curti exatamente da maneira como queria: SEM FAZER NADA EM CASA!
Bem, esse "fazer nada' é subjetivo, pois incrivelmente vivi muita coisa nesses opacos dias. Discussões conjugais com saborosas reconciliações posteriores, cuidados com meu bichano que ficou bem dodói, pus ordem nas minhas ações, escrevi, agilizei, paguei contas, ajudei minha mãe com o apartamento dela...o trabalho maior, no entanto, foi interno. Com minhas noites livres, reaproveitei pra fazer minhas tão antigas caminhadas na orla aqui perto de casa, e justamente nelas é que se organiza mentalmente passos atuais e futuros.
Tenho pensado bastante...revisto conceitos...percebido coisas que estavam aparentemente tão obscuras, mas que no saldo final, era o que deveria ter acontecido. Exemplos? Show da Alanis...nossa, pensando agora, um mês depois do lamentável episódio de eu não ter ido, não é que foi bom? Haveria um tipo de contato que me seria sofrível nessa ida a Recife. Não seria de fato o momento, pois os ânimos estavam magoados, tristes, e muita dor pela frente existiria. Nunca pensei que um dia diria isso mas...BENDITA DOENÇA! Não era mesmo a hora...
Ainda nessa de rever conceitos, eu pude notar que pequenas atitudes podem significar muito para algumas pessoas...e estou reaprendendo o fazer e o não fazer em alguns aspectos, sobretudo quando se está namorando...[Não sabiam? Culpa da minha nova política de preservar mais minha vida afetiva, mas quando se quer compartilhar felicidade absoluta, a gente tem vontade de gritar ao mundo...=] ]. É..mas..mudemos de assunto...
[Só mais uma coisinha, prometo: eu posso garantir - com essa pessoa, é aprendizado diário! Dicas pra vida toda...!!:D]
Com relação a amigos, revi sim nesse carnaval pessoas com quem necessitava de contato pessoal: Fernando e Bernadete, desses amigos-confidentes...calor humano com amigos é das coisas insubstituíveis!
Também nesses dias eu aproveitei pra olhar bem pro meu lugar, pra minha cidade...ironicamente choveu muito e acabou com o Carnaval de turistas que só queriam pegar uma prainha, mas foi bacana pegar um ônibus e revisitar a orla q tanto amo e que tanto irei sentir falta quando me mudar aqui. É meu lugar, é minha história, minha vida...o clima de despedida pairará por todo esse 2009, mas quem conhece o ser saudosista que sou, compreende essa minha necessidade de registrar esses last moments com minha cidade-sorriso...mas esse será papo para um TH NEWS FLASHES específico...
É, o Carnaval acabou e foi lindo quebrar o jejum de três anos indo passar essa data comemorativa [que aliás, congela o país!] em Recife. Novos hábitos...sempre bom começar a aprendê-los!


TH - Reflexo das reflexões...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

TH NEWS FLASHES VII - O Meu Tempo é Quando...


Palavra do dia: NORTE!
Porque norte?
Porque pra mim, desde pequeno, norte significa PRA FRENTE. Minha vida assim deve se posicionar, sempre tendo um norte para seguir, acompanhar.
Mas dessa vez não vou lhes encher com as lengas lengas de que 2009 vai ser o ano da minha vida, ano Moisés, divisor de águas nem nada. Mesmo tendo um norte pela frente, vamos tratar do presente pois ele é abissal para todo o caminho que seguiremos adiante.
Até aqui o ano não mostrou a que veio. Pelo contrário: em tão poucos dias aconteceram toda sorte de eventos negativos, o que faria qualquer mortal desistir logo do restante dos dias. Não desistirei: o percurso deve continuar´. Que a maré nos leve para belos oásis escondidos nos próximos meses.
Talvez se eu fincasse os pés no presente, desse a verdadeira e delimitada atenção pros acontecimentos do agora, e não só sonhasse com o futuro distante, não estaria metendo tanto os pés pelas mãos como agora. Eu preciso ser atento a sinais, a oportunidades únicas de agir no "agora" e a tudo o que diz respeito a todos os âmbitos da minha vida - profissão, amigos, planos, amor. Amor...esse tão antigo conhecido meu que tem me pregado tantas peças no momento atual. Eu, que me julgava phD em amor, estou apanhando reiteradas vezes , e levantando cada vez mais depressa pra me re-preparar para o próximo golpe. Tentando, sobretudo, como sempre, apartar...
Eu nunca soube direito conduzir o tempo certo das coisas. Sempre deixei que a ansiedade resolvesse logo antecipadamente tudo por que nunca soube esperar. A filosofica "tudo tem sua hora", que tanto dizem e respeitam, na verdade sempre pouquíssimo fez sentido pra mim. Talvez as coisas não estejam dando certo por que de fato eu não sei ter paciência pelo percurso delas. Ter paciência com o amor, ter paciência com cada passo que tenho que dar pra poder me sentir realizado profissionalmente em São Paulo. Eu de fato preciso ter maturidade pra ser paciente e não mero torcedor e expectador da própria vida. Requero agir no tempo adequado.
Para finalizar, no momento atual vejo-me tendo que saber lidar também com a morte. Morte de pessoas queridas e morte de pessoas queridas-de-queridas. Nesses momentos, nada melhor do que calar quando se está com a pessoa atingida. Tenho me especializado bem em dar assistência calando, e ficando apenas junto, transmitindo todo meu apoio e zelo por atitudes. É infinitamente melhor...talvez prestando atenção na dureza que a vida dessas pessoas se tornara com o acontecimento trágico, posso visualizar o quão meu drama é simples e o quanto eu preciso aprender a fazer as coisas certo no presente visando sucesso futuro. Em todos os planos....


TH - DesNORTEado...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

TH NEWS FLASHES VI - Cleaning All The Mess


Palavra da vez: DESORDEM.

Eis que Janeiro fechou não da maneira como eu queria. Muito trabalho (amém), mas pouca diversão e terminou com a não-ida ao show da Alanis Morissette, tão desejada e esperada, mas que culminou com a traição - pelo meu próprio organismo. Isso foi um abalo sísmico maior que eu pude suportar - porém não foi o único.

Estou na área limítrofe do ano, que é o fim de Janeiro e início de Fevereiro - quando realmente começamos a trabalhar e produzir para chegarmos Dezembro com a sensação de dever cumprido. Pensarei e agirei demais essa semana...e pretendo manter o ritmo até o fim.

Com relação aos demais impactos, diria que residem na seara afetiva. Há coisas que não estou acostumado a lidar, e que tenho que fazer um trabalho interno bem minuncioso para saber me comportar diante. Tão acostumado à filosofia do "o que vier, eu encaro", ou em alguns pontos sabendo racionalizar e pensar mil e uma vezes antes de dar o primeiro passo, pela primeira vez na vida eu me vejo sem saber fazer nem uma coisa nem outra. A minha tão inflexível decisão de mudar e não ceder mais nenhum milímetro em prol dos outros, eu percebo, vai ter que se flexionar um pouquinho, pois há situações e situações. Continuo com a premissa de não mudar gratuitamente, apenas pra satisfazer as outras pessoas, mas eu percebo ocasiões em que a gente tem sim que dar o braço a torcer. Ainda não sei domar isso...mais uma pra pauta do aprendizado, e eu não reclamo: quero chegar aos 100 anos sempre com mais e mais coisas para aprender.

E os motivos que me impulsionam a ter paciência para aprender são mais fortes, disto não tenho dúvidas.=]

Sei que posts subjetivos são os que menos interessariam os leitores do blogue, mas eu realmente precisava colocar pra fora hoje. Há alguém que entenderá sim...portanto, vamos falar de novidades "normais": propostas de novas parcerias, grandes avanços na confecção do livro-conjunto com meu amigo da França, paz no âmbito familiar (espero que duradoura) e uma vontade maior ainda de fazer meu querido 2009 ficar marcado pra sempre. Já comecei limpando toda minha bagunça, colocando a casa em ordem e - seguindo em frente!


TH - Domingo de sol...e chove tanto aqui dentro!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

TH NEW'S FLASH I - "Medo Que Dá Medo Do Medo Que Dá!



Com essa sessão, periodicamente colocarei novidades acerca da TH'S LIFE.
Toda vez começarei escrevendo a palavra que mais me define no momento, e pra começar, MEDO.
O medo não nos traz lucidez, nos faz inerte, nos paralisa...esse é o medo DO MAL!
Mas existe também o MEDO DO BEM. É aquele natural, que se faz sempre necessário diante de uma decisão difícil, ou o tão típico "Medo do novo"
Sim, estou com medo, senhores...
Estou com medo do que não conheço. Medo de me sentir inseguro, fracassado, do sofrimento. São medos absolutamente normais, nada paranóicos, mas extremamente compreensíveis e requeridos.
Diria que existem para equilibrar a ansiedade, a euforia, a determinação. Fazer o contra-ponto que se precisa. Toda escolha ocasiona perdas, e o medo acontece pra balancear.
Os planos de mudança de ares sempre existiram, mas os sinais que recebi esse ano me confirmaram que sim, ESTA É A HORA.
A hora de mudar, SEM MEDO, é agora.
O procedimento pode ser lento, mas só em ter a confirmação que é chegado o momento já nos faz certos do que queremos. E estou apto a sentir medo. Medo pra impulsionar a vencê-lo.
Tá na hora de citar meu oásis Lenine (em parceria com Julieta Venegas), em música já postada no blog EnTHulho ano passado, mas que se faz absolutamente oportuna agora:


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da


Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha

Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina

O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá


Essa letra tem tantas passagens minhas...não consigo parar de relê-la!
O medo pode ser considerado um dos maiores vilões do homem...o homem tem medo do fracasso, da velhice, das doenças, das inseguranças...mas quem conseguir fazer existir o MEDO DO BEM, aquele que existe pra podermos derrotá-lo e saborearmos deliciosamente a vitória, é o verdadeiro VENCEDOR. Quando você afirma positivamente que irá dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva e consciente, você consegue ser bem sucedido! Então, uma grande terapia, já inclusive recomendada por psicólogos, é você tratar aquilo que teme visualizando a situação específica e imaginando-se agindo naturalmente diante dela.
Se eu faço?
Eu penso em minha vida bem sucedida em São Paulo todos os dias!
Quer terapia melhor? Além de ajudar a solucionar tudo aquilo que temo, é de um PRAZER ABSURDO imaginar essa nova realidade =]
Fearless!


TH - Sem medo de ser feliz!