Eu tenho um carinho imenso por esse clip de Alanis. Um dos meus preferidos dela.
Tão pisciano. Tão "sonhador", idealizando a figura do ser amado. E essa capacidade de se estar num lugar e de se teletransportar pra onde a imaginação, sem limite algum, determina, também é muito minha.
Não é a toa que enxergo Alanis como uma irmã mais velha. Mais centrada, que consegue verbalizar bem tudo aquilo que eu não consigo, muitas vezes, expessar.
A letra também é bem casada com o vídeo...
Alanis, que sua gravidez lhe dê energia pra fazer grandiosidades novamente como essa!
Você me salvará, certo? Do exato modo que eles nunca me salvaram...? Eu serei feliz, certo? Quando sua capacidade de cura chegar até mim... Você irá realmente me completar? Então minha vida pode finalmente começar Eu só serei merecedora Apenas quando você perceber a jóia que eu sou?
Mas isso não irá funcionar agora do mesmo jeito que já aconteceu E eu não vou continuar com isso mesmo que eu te ame Uma vez que eu saiba quem eu não sou, então eu saberei quem sou Mas eu sei que eu não ficarei bancando a vítima
Essas preciosas ilusões em minha mente Não me decepcionaram quando eu era indefesa E renunciar à elas é como renunciar aos melhores amigos invisíveis...
E eis que, com a proximidade do dia das crianças, me deparo com uma das mais belas propostas POP desse ano. Quisera termos mais projetos despretensiosos como esse. Além da música ser ótima, o clipe é tããããão anos 80, com todos os toques da música bem sincronizados com as imagens e muitos, muitos BRINQUEDOS!
Dica pro "Alfarrábio do Meu Coração", inclusive! ;)
You would not believe your eyes If ten-million fireflies Lit up the world As I fell asleep
Cause they fill the open air And leave teardrops everywhere You'd think me rude But I would just stand and stare
I'd like to make myself believe That planet earth turns slowly It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep Cause everything is never as it seems
Cause I'd get a thousand hugs From ten-thousand lightning bugs As they try to teach me how to dance
A fox trot above my head A sock hop beneath my bed A disco ball is just hanging by a thread
I'd like to make myself believe That planet earth turns slowly It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep Cause everything is never as it seems (When I fall asleep)
Leave my door open just a crack (Please take me away from here) Cause I feel like such an insomniac (Please take me away from here) Why do I tire of counting sheep (Please take me away from here) When I'm far too tired to fall asleep
To ten-million fireflies I'm weird cause I hate goodbyes I got misty eyes As they said farewell (Farewell) But I'll know where several are If my dreams get real bizarre Cause I'd save a few And I'd keep them in a jar
I'd like to make myself believe That planet earth turns slowly It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep Cause everything is never as it seems (When I fall asleep)
I'd like to make myself believe That planet earth turns slowly It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep Cause everything is never as it seems (When I fall asleep)
I'd like to make myself believe That planet earth turns slowly It's hard to say that I'd rather stay awake when I'm asleep Because my dreams are bursting at the seems
Simplesmente enlouqueci quando ouvi pela primeira vez, em 1999... Reouvi-la ontem, ao acaso, foi um orgasmo. Daquelas músicas que mexem com todos os nossos sentidos. Letra e melodia PERFEITAS! Cruel Intentions é talvez o filme com a melhor trilha sonora, pra mim.
This Love... This love is a strange love A faded kind of Day love This love
This Love I think I'm going to fall again And even when you held my hand It didn't mean a thing This Love
1999 - CRAIG ARMSTRONG feat. ELIZABETH FRASER - This Love
Mês passado, nessa seção, falei de uma grande paixão, que é escrever. Esse mês, escrevo sobre o que talvez seja o maior de todos os meus casos de amor: a minha relação com a música. É até comum encontrar pessoas que se dizem musicais, entendedoras do tema, que sabem trocentas bandas, decoram vocalistas, vidas de artistas, etc. Mas será que todos conseguem sentir? Música boa é a que toca nossa alma. É a melhor das definições possíveis. Independente de estilos, de rótulos ou invólucros, o que realmente importa é a sensação que ela consegue despertar em nós. Quem se emociona com um sertanejinho bem arrojado, ou um forró estilizado tão típico do nordeste, com o axé baiano ou com o rock classicão não precisa fundamentar o sentimento. A música tem essa capacidade: aguçar nossos sensoriais. Fazer-se presente não apenas na audição, mas tomando conta de todos os sentidos humanos.
Música boa é aquela que te dá prazer. Aquele prazer quase orgásmico, orgânico e transcendental. Eu gozo ouvindo melodias perfeitas. Excito-me quando os arranjos sonoros se encaixam perfeitamente com a poesia, numa harmonia doce e quase sexual.
Música boa desperta emoções. Faz rir, faz dar gritos de alegria, chorar, sentir revolta, despertar nossos instintos e nos embalar de acordo com seus acordes. A ideia é de que a trilha sonora é quem nos segue, nunca o contrário. As pessoas mais "musicais" devem entender que não são assim por escolherem - é como um dom divino, parecidíssimo como os que os poetas tem, esse da música lhes procurar nos momentos mais propícios e indicados pelo coração.
Música boa é pra sempre! Atemporais. Não há - pros de coração musical puro, necessidade alguma de datar quando tal música foi criada ou quando fez sucesso (eu faço isso, confesso, mas por hobby, não necessidade...rs). Música boa não tem tempo nem ano. Só pros que só gostam de "modismos" rasos e descartáveis - esses não tem nem capacidade de sentir o que a música pode proporcionar, pois o prazer se faz momentâneo e substituível tão logo por outro sucesso rasteiro.
Música é amor. Duvidam? Experimentem associá-los. Quando se ama e se tem música por perto, as coisas ficam mais deliciosas e o casal de imediato elege a "trilha sonora do namoro". Não é por acaso que tantas novelas e filmes fizeram mais sucesso devido a trilha sonora do que pelo enredo propriamente. Às vezes, acreditem, os temas dos personagens condicionam-lhe os rumos nas tramas!
Eu nunca poderei me dissociar da música. Desde pequeno, sempre estive às voltas com os discos do meu avô, olhando contra-capas, lendo as letras da música, ou escutava "de butuca' as radiolas da minha irmã e da minha tia. passava hooooooras ouvindo rádio com as empregadas, prestava atenção nas músicas das novelas, esperava que lançassem a propaganda das trilhas sonoras pra eu saber quem estaria, adorava ver participações especiais dos cantores em programas infantis que assistia...e eu nunca deixei dessa "verve". Lembro com emoção do primeiro micro system que ganhei, aos 11 anos, e que foi protagonistas de inúmeras tardes de solidão minha, junto a meus lps, fitas cassetes, cds (Cranberries, "Ode To My Family", o primeirão). Como podem ver, afastar-me disso seria uma morte.
Tudo que eu faço envolvo música. Sempre que escrevo uma história, já penso na trilha sonora. Quando faço um blog, mesmo sem querer, acabo deixando a parte musical falar bem mais alto. Tanto que hoje tomo conta de um blog só de música. Não tem jeito mesmo (risos).
Enfim...já existe, nos confins do mar que é a internet, soltas, frases diversas sobre o conceito e música e qual sua importância para o mundo, mas eu encerro isso aqui com uma de minhas preferidas, proferida por ninguém menos do que um dos seres mais musicais que já vi na vida.
Muita música a todos! :)
"Se a música tem mesmo alguma função, é a de sublinhar a vida da gente"
We made our connection A full on chemical reaction Brought by dark divine intervention Yeah, you are a shining light A constellation once seen Over Royal David’s city An epiphany you burn so pretty Yeah, you are a shining light...
Antes de qualquer coisa, deixa eu me apresentar. Meu nome é Thiago Henrick (TH) e, a partir de agora, vou estar presente, com muito prazer, aqui no Portal Estilo Madonna. Minha missão será trazer conhecimentos de cultura pop e, claro, falar de Madonna, que é a expoente-mor do estilo musical no mundo, atravessando décadas sem deixar o brilho e a idade lhe desfocarem o auge. Convém, prum início de conversa franco e descontraído, relatar como cheguei até aqui. Ironicamente, estreei no Estilo Madonna por... ter falado mal de Madonna! Agora em 2010, num blog meu, fiz uma severa análise a respeito de fãs descoordenados e cegos da moça. Acabou que uma simples crítica verteu-se num desabafo pessoal pela maneira com qual a americana (a mais inglesa que eu conheço!) vem conduzindo sua carreira, priorizando marketings e excesso de exposição desnecessária na mídia, nos últimos anos. Não foi uma boa ideia, pois recebi ataques furiosos de alguns fiéis e revoltados seguidores. Mexi mesmo num vespeiro! Só que houve dois saldos positivos em meio à confusão: minha estreia aqui e ter um conceito muito melhor sobre os fãs da cantora. Digo isso, pois conheci, felizmente, gente que ama a diva e que enxergou veracidade nos parágrafos do meu relato, sabendo concordar com eles e conseguindo – com muita diplomacia - me fazer ver em quais pontos eu estava exagerando ou generalizando. E é exatamente sobre esse tema que resolvi focar no texto de abertura: QUE TIPO DE FÃ DE MADONNA É VOCÊ? Existem os fanáticos. Aqueles que não admitem fracassos ou a existência de opiniões discordantes (princípio básico de qualquer conversa civilizada). Podem até enxergar os defeitos da musa, no entanto já se predispõem a alardear os louros de sua carreira, numa espécie de “compensação”, a fim de comprovar, reiteradamente, o quanto Madonna é uma sumidade e pronto. Há ainda os fanáticos-cegos, que, acreditem, são bem piores e fazem valer mesmo o ditado já tão manjado: “o pior cego é aquele que não quer ver”. E cego não apenas de não visualizar defeitos, mas de se atrapalharem até na hora de ressaltar suas melhores qualidades. Dia desses, topei com um que disse que “Time Stood Still” é uma música muito “parada”... e que eu devia ouvir uns remixes super legais de American Life, Hung Up e Celebration, pra ver como Madonna faz música boa (...) Existem os idiotas. Não há melhor classificação para estes, pois a pobreza dos argumentos beira ao fascismo e, além de não acatarem opiniões não lisonjeiras de seu ídolo, ainda copiam-na em tudo. Acham que o ato de esnobar é uma arte e inventam até um estilo blasé de se comunicar, achando o máximo serem iguais à diva. Zero para a falta de personalidade e bom senso. Enfim, os lúcidos, que, depois do meu polêmico texto, acredito serem a maioria. Aqueles que reconhecem seus defeitos, que entendem que a moça não tem uma mera função contemplativa ou “material girl”, e sua importância deve ser relacionada, antes de tudo, por todas as barreiras que quebrou, pela posição alcançada na música pop feminina mundial, por ter dado o tapa certeiro na cara da Igreja Católica num momento adequado. Enfim, os fãs para os quais eu terei o maior prazer de, a partir de hoje, trocar ideias e experiências com a coluna. Eu sempre bati na tecla de que fã de Madonna deve pensar. E que a moça tem capacidade de lançar trabalhos primorosos, sempre com intenções explícitas ou subliminares inseridas de alguma forma, nos seus vídeos, álbuns e shows. Trabalhos com alma me encantam. Quem lança um álbum equilibrado como Ray Of Light, onde a faceta intimista da cantora é perfeitamente harmonizada com a festa que todo o disco proporciona, além de ter letras muito bem dispostas num jogo legal de aspereza e profundidade, é alguém que merece respeito e credibilidade. Minha grande desavença é direcionada àqueles que não assimilam seus pontos baixos e menos “de auge”. Aos que só se interessam com status e posição alçada nas paradas. No deserto de justificativas, fãs menos carimbados alegam “mais respeito”. Respeito? Como assim? Se Madonna respeitasse padrões da música Pop, ela jamais teria peitado a igreja como fez, ou criado um álbum tão conceitual e polêmico como Erotica. Se a própria nunca se justifica, porque não deixar que comentam suas peripécias na mídia, sem precisar fundamentar seus atos, às vezes de maneiras tão rasas Então... Pensem, seguidores da musa. Tenham personalidade. Entendam que todo mundo já cometeu deslizes ou fugiu das convenções – quem sabe são essas pequenas transgressões que ajudam Madonna a dar sentido a seu tão significante papel para a música Pop ? E debatam sempre com propriedade e argumentos seguros. Mostrem que são capazes. Felizmente, eu já constatei que são
Uma vez, um sábio-não-sei-quem determinou: "e pra que mesmo homens deveriam se arriscar nos vocais? As mulheres são perfeitas". Sem desmerecer ou descreditar grandes vocalistas masculinos, são elas mesmas que dominam. Desde pequeno, vocais femininos me impressionavam. Até hoje, se tiver que optar entre uma música cantada por homem e uma por mulher, fico com a segunda. Na trajetória de um ser tão musical como eu, selecionar parceiras foi um parto BASTANTE doloroso. Mas resolvi fazer. Ruivas, negras, loiras, morenas, compositoras, intérpretes, melancólicas, alegrinhas, roqueiras, divas pop, conhecidas, desconhecidas, bonitas, feias...Minha vida não teria sido a mesma sem a presença dessas moças aí destacadas. Não me atrevo a fazer uma seleção nacional pois nem o blogue bastaria (risos) e tenho consciência de que deixei inúmeras de fora (Janis Joplin, Sinead O Connor) - sobretudo paixões mais recentes como Arisa, Butterfly Bourcher, Ingrid Michaelson, Regina Spektor, Amy Winehouse...Mas quem sabe não renda um futuro "Top Novas Paixões"? Muitas delas já apareceram em matérias aqui no ETHos (clique na Tag "Parceiras") e as que não foram contempladas logo serão...Por ora, uma breve apresentação das moças! ;) P.s.: Sem ordem de classificação. Eu não conseguiria!
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PARCEIRA I - Aimee Mann Loirinha, musa do folk e desconhecida do grande público, a americana se destacou por integrar 90% da trilha do filme Magnolia
PARCEIRA II - Alanis Morissette Dispensa apresentações. A canadense foi detentora de uma marca estupenda de vendagens e compõe de maneira bastante pessoal e confessional. Seu disco JAGGED LITTLE PILL (95) a fez se tornar a maior artista feminina de sua geração, com direito a inúmeras "cópias" .
PARCEIRA III - Jewel
Jewel é cantora e poetisa do Alasca e projetou-se primeiro com uma música suave e firme, pra depois se lançar no mundo do Pop. Destaque para a quase bíblica "Hands", que integrou o seriado "Dawson's Creek"
PARCEIRA IV - Sarah MclachLan Mais uma canadense, Sarah tem voz de anjo e arranjos bem harmônicos, combinando letras lindas com piano e violino. Destaque para "Angel", seu maior hit e trilha sonora do filme "Cidade dos Anjos"
PARCEIRA V - Fiona Apple Fiona é a típica representante do estilo "bonita, talentosa e infeliz" de ser. A melancólica garota ganhou notoriedade com o álbum Tidal, de 1996
PARCEIRA VI - Sade Adu Talvez, junto a Alanis e Cyndi, a mais famosa da minha seleta lista. Sade criou algo raro no mundo pop mundial: um novo estilo de música, mais sensual, combinado com letras romanticas/tristes que lhe garantiram o titulo de "Motel-Sade-Music". Destaque para No Ordinary Love, Smooth operator, Your Love Is King...
PARCEIRA VII - Natalie Merchant Seria uma perfeita versão feminina-queer do grande Michel Stipe, do R.E.M. Capaz de letras fortes e das mais românticas possíveis, Natalie, ex vocalista do 10000 Maniacs, é bastante versátil e genial. Destaque pra baladona "Kind And Generous" e pro hit "Because The Night".
PARCEIRA VIII - Tori Amos Tal qual Bjork, a esquisitice de Tori sempre foi combustível para lhe taxarem de "doida", "maluca', quando na verdade, a moça é expansiva pra expor tudo o que sente mediante a música. A ruiva, no passado, fora vítima de abuso sexual, de aborto espontâneo e abandono de namorado. E reflete tudo na música, de maneira incrível e ímpar! Destaque para Crucify, de 1991.
PARCEIRA IX - Chrissie Hynde Líder dos Pretenders, Chrissie sempre transpareceu seu engajamento político e luta em prol das causas ecológicas em suas letras, oriundas da grande banda de rock da qual é vocalista. Destaque para hits da década de 80 como "Don't Get Me Wrong" e para a super balada I'll Stand By You, de 1994
PARCEIRA X - Tracy Chapman Grande sucesso no final dos anos 80, os anos seguintes a colocaram no ostracismo. Mas apenas pro grande público, não pra mim. :) Destaque para "Baby Can I Hold You" e "Fast Car" de 1988.
PARCEIRA XI - Annie Lennox Annie é a mais DIVA das minhas escolhidas. Ótima carreira na banda Eurythmics, e mais brilho ainda em sua trajetória solo. Voz inconfundível, hits certeiros e canta muito bem de acordo com o humor do dia. Destaques: "Sweet Dreams" (Eurythmics), "Why" e No More "I Love Yous"
PARCEIRA XII - Dolores O' Riordan Vocalista da irlandesa Cranberries, cresci com a pequenina magrinha roqueira cantando músicas ao meu coração. Quem não se lembra de Linger, Ode To My Family, Salvation, The Animal Instinct? Perfeitas!
PARCEIRA XIII - Shirley Manson A mais piranha e bitch das minhas parceiras, Shirley, vocalista da genial banda Garbage, consegue mostrar genialidade até na escória! rs. Destaque para "I Think I'm Paranoid" e "The World Is Not Enough"
PARCEIRA XIV - Marie Fredrkson A sueca vocalista do Roxette talvez seja a mais Pop das minhas parceiras. E não tem vergonha disto. Canta as músicas mais açucaradas possíveis e se destaca por fazer bem e ajudar o grupo a ser mesmo "os reis do Pop". Destaques: INÚMEROS. Não caberiam aqui!
PARCEIRA XV - Paula Cole A "menos parceira" da lista, por não ser tão aprofundado em seu trabalho, mas o pouco que conheço já lhe credita com o selo de qualidade de TH. Destaque para, qual mais seria? "I Don't Want To Wait"
PARCEIRA XVI - Tracey Thorn Vocal do "temperamental" grupo "Everything But The Girl", acredito ser a mais feia da trupe, o que compensa com o grande talento musical que possui. Sua voz calma, suave e sussurrada lhe rendem todos os reconhecimentos possíveis.Oitentistas, grupo se consagrou na cena eletrônica a partir da década de 90. Destaque para "Missing"
PARCEIRA XVII - Nina Persson Mais uma roqueira. A loirinha que ficou conhecida com o hit "LoveFool" é, na verdade, dona de uma das bandas suecas mais lendárias do mundo do rock (Cardigans). É curioso ver que o shape da loirinha é todo frágil, mas ela vive desfiando palavrões e atitudes rock. YEAH!
PARCEIRA XVIII - Cyndi Lauper A nossa querida divindade Pop. Cyndi causou demais na década de 80 trazendo, pro mundo da musica, a "simplicidade especial", que fazia toda diferença. Ela não era uma femme fatale nem pretensiosa cantora descartável. Ela era uma molecona com uma voz inconfundível e simpatia brejeira que conquistou inúmeros fãs. E conquista até hoje :). Destaques para Girl Just Wanna Have Fun, True Colors e Time After Time.
PARCEIRA XIX - Kate Bush Talvez a mais antiga das minhas parceiras. Kate tinha muito da Cyndi: exagerada, descompromissada com estéticas ou super vendagens, só não era tão Pop. A inglesa se destaca pelo hino dos anos 70 "Wuthering Heighs" e o dos 80, "Babhooska" .
PARCEIRA XX - Macy Gray Pra fechar, a voz de uma que arrasa. Negra de voz grave e rouca ao mesmo tempo, além de uma facilidade de se situar no R&B e Pop, Macy é uma das mais conceituadas artistas americanas surgidas no final da década de 90. Destaque para "I Try" e "Sexual Revolutions"
"Hay hombres que lucha un dia y son buenos Hay otros que luchan un año y son mejores Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos Pero hay los que luchan toda la vida Esos son los imprescindibles" (Bertolt Brecht)
Sueño con serpientes, con serpientes de mar Con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo Largas, transparentes, y en sus barrigas llevan Lo que puedam arrebatarle al amor
Oh, la mato y aparece una mayor Oh, con mucho más infierno en digestión
No quepo en su boca, me trata de tragar Pero se atora con un trébol de mi sien Creo que está loca: le doy de masticar una paloma e la enveneno de mi bien
Oh, la mato y aparece una mayor...
Esta afin me enguye, y mientras por su esofago Paseo, voy pensando en qué vendrá Pero se destruye cuando llego a su estomago Y planteo con un verso una verdad
Oh, la mato y aparece una mayor...
SILVIO RODRIGUEZ - Sueños Con Serpientes TH - Enfrentando-as no dia-a-dia!
Ela é uma das mais injustiçadas cantoras que eu admiro, justamente por só ser lembrada como a "dona da música de abertura do Dawson's Creek".
Não que "I Don't Wanna Wait" seja ruim, muito pelo contrário, tem uma letra e melodia perfeitas, no entanto Paula tem muuuuito mais a oferecer, sobretudo o disco que ela lançou em 1999, Amen!
Meu caso com Paulinha começou na MTV, como tantas outras cantoras que eu admiro. E todas as que aparecem nessa seção "Parceiras" eu me predisponho a seguir lealmente e fidelissimamente até onde puder, pois elas valem a pena! Sobretudo essa estadunidense com talento pra piano e voz impecável, além de se traduzir bem nas letras auto-confessionais, como se vê na minha eleita, "Me".
Recentemente ouvi um lamento da moça por não querer ser uma "one-hit-singer". Podem se assegurar que é meu lamento também.
I am not the person who is singing, I am the silent one inside. I am not the one who laughs at people's jokes, I just pacify their egos. I am not my house, my car or my songs, They are only stops along my way. I am like the winter, I'm a dark cold female, With a golden ring of wisdom in my cave.
And it's me who is my enemy Me who beats me up Me who makes the monsters Me who strips my confidence
I am carrying my voice I am carrying my heart. I am carrying my rhythm I am carrying my prayers, tha you can kill my spirit, it's old and it is strong, And like a mountain I'll go on and on. But when my wings are folded, The brightly colored moth blends into the dirt into the ground
And it's me who is my enemy. Me who beats me up. Me who makes the monsters. Me who strips my confidence. And it's me who's too weak, And it's me who's too shy to ask for the thing I love. But I love 1997 - PAULA COLE - Me Ok...só pra não dizerem que eu sou chato, no link abaixo, o hit campeão radiofônico da moça!
Depois de tantas outras parceiras, finalmente uma representante da música Pop. Ironia dizer que é justamente uma integrante do grupo que por muitos anos ficou conhecido como 'os reis do Pop": Roxette!
A sueca Marie Fredriksson empresta sua doce voz às interpretações das letras (maioria) de seu parceiro Per Gessle. Fora a banda, ela ainda tem uma consolidada carreira solo, com composições próprias e músicas muito melódicas, a maioria sublinhada por piano (um de seus instrumentos favoritos, que ela própria toca com perfeição).
Algo a se destacar na loira é a ótima combinação na hora de suas interpretações: ela sente o que a música pede - se for um pop bem poperô, ou algo retrô tipo anos 70, ou então as tão famosas baladas mamão com açucar - que tanto marcaram o Roxette, ela se infiltra no clima da musicalidade como pouco se viu, delira, chora, grita, cantarola, sorri...e o melhor de tudo: ainda nas baladas mais sensuais, ela não utiliza de vulgaridade pra se expressar - sua sensualidade é tão bem trabalhada que faz até a não tão atraente Marie se tornar interessante e sexualmente crível nos videoclipes. Numa época em que Beyoncés, Britneys e afins apelam pra posições onde se vê até seus úteros nas danças das músicas, o Roxette nunca precisou de nada disso pra reafirmar seu firme nome na música Pop.
Falando especificadamente da Marie, é bacana colocá-la como parceira pois minha identificação com sua voz desde o final da década de 80 existiu. Acho que Dressed For Success foi a primeira música do grupo que ouvi, e era uma voz de menininha bem firme. Conexão imediata...lembro que na época do tema de "Uma Linda Mulher", "It Must Have Been Love", muitos acharam que Roxette era o nome da Marie!! Daí então foram anos e mais anos de minha adolescência acompanhando com pontualidade o lançamento de cada álbum, até chegar no hit da minha vida, que foi o Wish I Could Fly, do famigerado disco Have a Nice Day de 1999. Nunca uma música combinou tão bem melodia, arranjos, voz e letra como essa, e já foi integrante daqui do blog em Fevereiro do ano passado.
É uma pena que a banda dá mostras de esgotamento e término, mas vou perseguir minha curiosidade de conhecer mais a fundo a carreira solo da Marie. Recordo-me que sofri demais quando soube que ela tinha um câncer na cabeça nessa década de 2000, mas com louvor venceu e está bem, firme e forte. Vitória das forças do bem! ;)
In a time Where the sun descends alone I ran a long, long way from home To find a heart, that's made of stone I will try, I just need a little time To get your face right out of my mind To see the world through different eyes...
1991 - ROXETTE - Fading Like a Flower TH - Essa seria muito bem um tema de novela, não??
Depois de MUITO TEMPO essa seção está de volta trazendo uma singela canção que embalou meu infantil coração na década de 80.
Conhecida por mim mesmo como o 'melô do papel', anos depois eu a reescuto e vejo que sua letra é mais melancólica e nada melosa como sugeriria a melodia. Aliás, eu sempre escuto essa música em casamentos...
Ok, fica a sugestão pro meu... ;)
A similaridade da sonoridade da banda com os Smiths só faz acrescentar!
Clambering men in big bad boots Dug up my den, dug up my roots Treated us like plasticine town They built us up and knocked us down
From Meccano to Legoland Here they come with a brick in their hand Men with heads filled up with sand It's build
It's build a house where we can stay Add a new bit everyday It's build a road for us to cross Build us lots and lots and lots and lots and lots
1987 - THE HOUSEMARTINS - Build TH - Que "papelão", hein?
A parceira desse mês, diferente dos últimos, é conhecida mais pelo seu teor sexual esfuziante do que por qualquer outro atributo, digamos, musical. O que é uma pena, pois ela é muito inteligente, sensata (err,,,,em termos musicais!) e tem conteúdo e talento pra escrever e uma postura super segura no palco. Ela também é narcisista! Ela se ama e não faz a menor questão de dirimir isso, o que é nitidamente claro em clipes como Push It, I Think I'm Paranoid, (meu predileto) e The World Is Not Enough, tema do filme 007 de 1999. Boatos dizem que Shirley Manson, líder absoluta da grande banda de rock progressivo Garbage, antes de ser modelo da Calvin Klein e atriz de carreira minguante, era uma, digamos, exímia representante da profissão mais antiga do mundo. E eu não duvido, pois seu comportamento e suas letras várias vezes descrevem atitudes que possam ser interpretadas como as de uma garota de aluguel... Como preconceito cerrado é algo que nunca teve a ver com TH, comecei a prestar atenção nessa moça com cara de prostituta no longínquo vídeo de Stupid Girl, na MTV, nos idos de 1995. Nunca vi tamanha determinação, deboche e uma voz tão suave no mundo do rock – sobretudo por estar eu na época conhecendo extasiado minha parceira mais antiga, Alanis Morissette. Diferente de Alanis, Shirley não atua fervorosamente no mundo feminista, mas tem em comum com a canadense o fato de também estraçalhar os homens que a fizeram mal um dia, só que de uma forma menos vocifera e mais irônica, tal qual se vê no ótimo videoclipe de YOU LOOK SO FINE, onde a ruiva olha pra o cadáver de seu namorado e repete o título da música...legal, não?rs Falemos em discos...Garbage nem de longe é uma banda de lançar tantos álbuns, tanto que hoje, com 15 anos de carreira, só lançaram 4! O primeiro disco é sensacional, um belo exemplo de como uma banda deve estrear, e o segundo melhor ainda! Version 2.0 está na galeria de álbuns da vida de TH, com todas as músicas excelentes e reflexos eletrônicos que poderiam muito bem dar errado nessa coisa experimental que foi a década de 90 no mundo de rock, mas afirmo de olhos fechados: deu super certo! O disco é PERFEITO! Os dois últimos álbuns não me chamaram muita atenção, no entanto são suficientes pra afirmar que até o “lixo do Garbage” é o melhor de muita banda que tem por aí. E Shirley Manson, descontada as drogas e birutices típicas de diva do rock, é como vinho: fica mais gostosa a cada dia que passa!
People like us Know how to survive There's no point in living If you can't feel alive
We know when to kiss And we know when to kill If we can't have it all Then nobody will
The world is not enough But it is such a perfect place to start, my love And if you're strong enough Together we can take the world apart, my love
1999 - GARBAGE - The World Is Not Enough (007 Soundtrack)
Virginiana, baixinha, brigona, invocada, com uma voz de gralha afinada e estridente ao cubo, mas com uma alma super feminina, fofa e inteligente, para poder escrever longas doses de melancolia, protestos eficientes e até romantismo – este mascarado na forma de gritos raivosos ou delicadeza fina no trato. É... Dolores O' Riordan tem o dom de ser várias e ser uma só ao mesmo tempo. Sua atitude e postura intempestiva nunca lhe trai: em todos os momentos, bons ou ruins, ela não muda. Ela tem formas interessantes de manifestar aquilo o que é e que não muda, só modifica a forma de se apresentar. Ela sempre vai ter um discurso pronto e eficaz a favor de causas que julga importante, e toda vez irá falar do amor e de seus relacionamentos de forma discursiva em suas letras, mas tudo isso pode aparecer como balada romântica ou como rock puro, da melhor qualidade. Ela é a alma do grupo The Cranberries desde 1990, e pelo que ouvi falar, sempre atuou como a cabeça do grupo – o que lhe gerou grandes desentendimentos e até boatos de que seria expulsa. Na parada da banda, após o álbum Wake Up And Smell The Coffee, em 2001, eu imaginei que a mesma tinha se desfeito por conta de atritos ocasionados por Dolores, mas para minha surpresa, aparece nesse 2009 a banda reunida novamente, e, pasmem, com shows acontecendo nesse exato momento aqui no Brasil! Uma notícia musical que muito me agradou. Dodô (apelido íntimo dado por mim) me conquistou pela MTV mesmo, nos Cranberries, com a música Linger (do primeiro disco da banda), um dos melhores singles lançados na década de 90. Prossegue a banda com “No Need To Argue” que figura sem dúvidas dentre os álbuns da minha vida, muito triste, melancólico e super melódico Os acordes eram perfeitos e Dolores estava no auge, com sua amargura sendo perfeitamente traduzida naquelas músicas. Passaram pelo quase despercebido “To The Faithful Departed’, que eu adoro, mas reconheço que é mais fraco em comparação aos demais até chegarem no Pop “Bury The Hatched”, outro excelente álbum na minha opinião. Após a pausa, Dolores lançou seu disco solo em 2007, o que comprovou minha teoria de sempre: ela sempre foi a alma dos Cranberries. Quem ouviu seu disco percebe que ele poderia muito bem passar por um novo álbum da banda. Mas eu acho que eles juntos dão a sensação de artistas completos e to ansiosíssimo e ávido por novos álbuns. Voltando a falar da mesma: eu achei uma puta injustiça o que fizeram com ela, colocando-a em 4º lugar no TOP TOP MTV de piores vocalistas. É coisa de gente que não entende a potência vocal ensurdecedora e aguda da minha gralha favorita. Como não destacar as dancinhas nas músicas? Outra marca registrada de Dodô. O mundo Pop está repleto hoje de artistas com o corpo em evidência em detrimento de qualidade musical ou talento na composição e interpretação. Dolores sempre foi uma das minhas ídolas de adolescência, teve uma participação muito efetiva na minha formação por conta da minha identificação absoluta com seu modo de se traduzir ou expressar. Musa, absoluta!
Eu estou tentando me controlar Então por favor, não fique no meu caminho Eu esperei por um longo tempo Isso é o que eu quiz no meu caminho
Afaste-se! Afaste-se! Tem um clímax vindo em meu caminho Afaste-se! Afaste-se! Tem um clímax vindo em meu caminho
Eu não gosto de você, não se comprometa Despedaçada pela sua fraqueza Despadaçada pelo seu sorriso Eu não gosto muito de você, e de suas mentiras Despedaçada pela sua fraqueza Despedaçada pelo seu sorriso
Todas as crianças estão indo para a escola. O verão acabou, é a regra de ouro E agora estou saindo para jogar Então, por favor, não fique no meu caminho E tudo o que pareceu uma vez ser Tão importante pra mim Parece tão insignificante agora que eu posso ver.
1999 - THE CRANBERRIES - Shattered
E você está sempre certo e é meu, você é tão perfeito Aceito você como você é, ter você como você é, aceito você como você é
Eu amo você simplesmente do jeito que você é Eu terei você simplesmente do jeito que você é Eu possuirei você simplesmente do jeito que você é
2003 - THE CRANBERRIES - Stars
Infelicidade havia quando eu era jovem e nós não dávamos importância Porque nós fomos educados para ver a vida como diversão e levá-la se pudermos Minha mãe, minha mãe, ela me abraça, ela me abraçou quando eu estava lá fora? Meu pai, meu pai, ele gostava de mim, oh, ele gostava de mim, alguém se importa?
Entenda no que eu me tornei, esse não era meu projeto E pessoas de todo lugar pensam alguma coisa melhor do que eu sou Mas eu sinto sua falta, eu sinto falta Porque eu gostava disso, porque eu gostava disso quando eu estava lá fora Você percebe? Você sabe? Você não me encontrou, você não encontrou Alguém se importa? Alguém se importa? Alguém se importa? Alguém se importa?
Annie em campanha: a luta contra a AIDS e a favor de sua prevenção defendida por gente competente e admirável!
Procurando inspiração para escrever sobre o Natal (sim, esse ano, devido a minha viagem Sábado para passar Natal e ano novo in love, as coisas aqui no ETHos e no EnTHulho terão que ser antecipadas), notei que a data, 25 de Natal, não apenas marcou o nascimento do menino Jesus, mas também da minha "Personal Jesus" Annie Lennox. Logo, como não poderia deixar de ser: é ela a eleita "Parceira de Dezembro"! Meu contato inicial com Annie foi mesmo com o Eurythmics, duo na qual foi vocalista e (praticamente) alma, ainda na década de 80. Inspirada e conhecida por unir uma voz angelical inconfundível e uma personalidade em palco (e fora deles) forte e cheia de feminilidade, sua união com o multi-funcional Dave Steward originou o duo responsável por grandes momentos na música pop mundial, iniciado com a esquisita canção "Sweet Dreams", que alcançou o estrelato numa época onde Michael Jackson, David Bowie e The Police imperavam nas paradas. O projeto Eurythmics tem momentos memoráveis, mas era notável que o destaque de Annie se sobressaía - percebia-se que seu talento transcendia, e tanta genialidade merecia uma carreira solo, que acabou por se tornar tão excepcional quanto o projeto anterior. Sozinha, Annie se rendeu e foi fidelíssima ao que tinha vontade de fazer, criando um estilo próprio, dosado de melancolia, letras firmes e uma elegância quase surreal nas interpretações. E continua sendo uma carreira bem linear, e pelo visto, duradoura! Muitos a taxam de "weird", "queer", "andrógina"...são apenas rótulos, e esses não me importam nem um pouco. Ela não faz o tipo "gostosona" pra vender, nem 'intelectual" pra impressionar - apenas é uma cantora e intérpete fiel a seus princípios e memorável por saber muito bem mesclar simplicidade e genialidade. Sua voz, pra mim é inconfundível. Angelical e firme. Sua postura, idem. Se necessário ela grita, ela brinca, dança, chora, dá risada...faz o que a música e seu coração pedem! Letras, nem se fala. Ela foi responsável pela primeira tradução que me fez chorar, aos 11 anos de idade (depois foi Nothing Compares 2 U, da carequinha Sinead O' Connor), e a partir daí se iniciou uma saga de um "sad way of life" que vigora até hoje na vida de TH, sempre prediletando as composições mais tristes, independente de meu estado de espírito. Não que faça necessariamente diferença, no entanto destaco seu grande carisma e gentileza! Sobretudo com outros artistas. Numa carreira tão sólida, apontar um disco apenas é tenebroso, por isso, por infinitos motivos, aponto Diva (92), Medusa (95) e principalmente Bare (2003) como seus melhores trabalhos - os que mais me emocionaram! Já em relação a suas músicas...é um trabalho impossível eleger uma! Ou umas...Vamos com essa que é uma verdadeira declaração de amor. Então fica como minha devoção a essa excepcional artista! ;)
Darling don't you understand, I feel so ill at ease The room is full of silence and it's getting hard to breathe Take this gilded cage of pain and set me free Take this overcoat of shame, it never did belong to me
It never did belong to me...
I need to go outside, I need to leave the smoke 'Cause I can't go on living in this same sick joke It seems our lives have taken on a different kind of twist Now that you have given me the perfect gift
You have given me the gift...
And we have fallen from our shelves To face the truth about ourselves And we have tumbled from our trees Tumbled from our trees...
And I can almost... I can almost hear the rain falling Don't you know it feels so good It feels so good... So let's go out into the rain again Just like we said we always would
1992 - ANNIE LENNOX - The Gift
TH - Existe, Deus, no mundo alguém capaz de não admirar essa mulher?
'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:
Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Observação: O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calypso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta 'sou sua cachorrinha'. Aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem.
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Já fiz posts e mais posts defendendo a cultura nordestina, (que de longe é a mais rica do Brasil) neste e no meu outro blog, EnTHulho. Tenho muito orgulho da minha região e de grandes ícones saídos dela (Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Zé e Elba Ramalho, Alceu, Lenine, Maria Bethânia, Tom Zé, Alceu, Gil, Caetano, Djavan...) mas não tenho como discordar da coerente crítica de Suassuna, visto que o cenário musical do Nordeste atualmente se tornou isso mesmo. Sinto vergonha pelo que faz sucesso por essas bandas, lamento muito que o espaço para a boa música tenha se tornado TÃO escasso em detrimento dessas porcarias que poluem nossos ouvidos diariamente nas rádios. Não sei o que fazer...não é problema deles, o problema está, infelizmente, no povo, que adora essas letrinhas de conteúdo erótico e a pobreza musical alastrada com elas...
O padrão TH de qualidade sem dúvidas é dos mais ortodoxos. Meu perfil de preferência sempre não é nada convencional - o que implica dizer que nenhuma "beleza fácil" me atrai de imediato. Sou mais profundo. Busco, sem falsa modestia, algo mais intrínseco que pessoas e coisas possam me oferecer. E pra que eu considere alguma coisa realmente atraente, é por já ter percorrido todo processo árduo de seleção e logrado êxito ao final!
Vejam o caso de Tracy Chapman - exímia representante do gosto pessoal de TH. Ela não é bonita fisicamente (apesar de eu não a achar necessariamente feia), mas ela tem conteúdo. É engajada em causas sociais, ótima letrista, instrumentista e sobretudo vocalista! Daquelas que tem voz grave inconfundível e incomparável, além do melhor de tudo: canta o que sente - sente o que canta. Demonstra com clareza e profundidade toda dor, melancolia, ironia, felicidade, amor e paixões que contém em suas músicas. Ela é clara. Simples e direta. E competente ao extremo!
Lembro quando a conheci, como milhares de pessoas, me assustei com aquela mulher que parece um homem e tem voz de homem. Mas por trás dessa crista dura, havia a dona de um sentimento rico e sincero externado por meio de suas composições, melodias e apresentações. Aparência simples - mas aquela simplicidade toda especial! A julgar pelo aspecto, o que poderiam dizer? Uma negra que canta coisas bem populares ou de rappers. Nada disso. Ela é o que há de sofisticação, embasada por discos bem trabalhados e músicas poéticas e lindas!
Pena que, hoje em dia, sucesso e carreira bem sucedida estão restritos à quantidade de músicas nas paradas ou vendagem dos discos. Antigamente não era assim...o primeiro disco da Tracy, lançado em 1988, foi recordista absoluto de vendagens e é extremamente bem trabalhado e lírico. E pop, acreditem...Lamento nunca a cantora, que é dos Estados Unidos e especialista em músicas pop, Folk, Jazz e R&B nunca mais ter tido o sucesso merecido, apesar dos belíssimos trabalhos posteriores. Não faz mal...ela canta e encanta poucos, como eu, dotados de um gosto bem mais apurado e exigente.
Conosco, ela só faz corresponder todas as expectativas. Além do que, é uma bela profissional que fica e marca. PRA SEMPRE!
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Difícil mesmo foi eleger uma música pra colocar aqui. Como não poderia deixar de ser, sua mais famosa, Baby Can I Hold You não é mesmo minha preferida. Sua carreira tem bem mais momentos emocionantes e sensíveis...e, apesar do pouco sucesso, há ao menos reconhecimento. Volta e meia ela firma parcerias bacanas (uma delas, com minha queridíssima Natalie Merchant, outra parceira de TH), e recebe prêmios por trabalhos engajados. Tracy é pra poucos (mas bem selecionados!)
If you wait for me Then I'll come for you Although I've travelled far I always hold a place for you in my heart If you think of me If you miss me once in a while Then I'll return to you I'll return and fill that space in your heart
Remembering Your touch Your kiss Your warm embrace I'll find my way back to you If you'll be waiting If you dream of me Like I dream of you In a place that's warm and dark In a place where I can feel the beating of your heart
Dessa vez essa sessão vem pra homenagear mais a música, que eu já amava, mas que só vi seu clipe hoje, e, nossa, casou perfeitamente! Tema do seriado Queer As Folk (não poderia ser letra mais oportuna), percebo com o clipe que esse "orgulho" pode ser passado adiante sob diversos ângulos, por exemplo, contra o preconceito racial... A cantora, de voz excepcional, era vocalista da banda pop-dance-charm M. People. Boa pedida!
...
What have you done today to make you feel proud? It's never too late to try What have you done today to make you feel proud? You could be so many people If you make that break for freedom What have you done today to make you feel proud?
Sim, a sessão de minhas maiores inspirações femininas retornou... E COM TODO GÁS! Trazendo uma das mais queridas musas roqueiras da adolescência... Sim, ela mesma! A Rita Lee gringa...a Malu Mader por trás da guitarra...a Heloísa Helena do rock...! Defensora dos animais e dos corações partidos, mas que também tem recaídas essencialmente femininas e é capaz de cantar musiquinhas sobre o amor bem fofinhas e despretensiosas, como também altos gritos melancólicos, reacionários e de alerta para seu próprio filho que estava no fundo do poço por eventualidades com as drogas. Uma imagem de mulher madura, temperada com uma carreira bem linear e bem pouco popular (raros momentos, como as musiquinhas de dueto com a banda reggae-sarará UB40,Don't Get Me Wrong, I'll Stand By You e um clipe deboche de suas colegas, digamos, mais Popstars da música). Minha paixão pela Chryss (sentiram a intimidade?)transcende a postura engajada...ela é cool! Passa uma impressão gostosa de irmã mais velha, daquelas que amam dar conselhos mas que não se portam tão exemplarmente para isso. As que tem um discurso na ponta da língua, mas que nem por isso deixam de virar alvo de condenações familiares... Musicalmente, a conheci com a MTV, que pagava um pau danado pra ela no começo da década de 90, mas a carreira de sua banda, The Pretenders, teve início nos anos 70! A cantora teve início, pasmem, como repórter! E hoje encontra-se meio que aposentada, decidindo ajudar ONGS com o dinheiro adquirido por sua forte contribuição de postura feminina no mundo da música. Até um apê em Sampa ela tem! Seu DVD de clipes é um dos meus top em termos de reassistidos, e é bacana constatar que a psotura da banda e da vocalista/guitarrista se manteve intacta com o passar dos anos. Meu disco preferido, no entanto, por eu ter vivido muito aquela fase, foi um dos recentes - quer dizer, completou dez anos esse ano, no entanto, pra quem tem mais de 30 anos de carreira...Viva El Amor (1999) tem uma das músicas que mais dilaceram meu coração: Human... Fiquem então com uma pequena amostra do que essa poderosa é capaz de fazer...lamento não ter seus clipes originais no Youtube, mas ao vivo ela tem o mesmo vigor do que demonstra em estúdio. Palavras de quem tem conhecimento de causa! ;)
It's just the night in my veins Making me crawl in the dust again It's just the night Under my skin Slipping it in
Hes got his hands in my hair And his lips everywhere Oh yeah It feels good Its alright Even if its just The night in my veins