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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CALEM A BOCA, NORDESTINOS!



Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no Twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca”
Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Porque não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca
, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!



TH - P-E-R-F-E-I-T-O

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ALI TH ERAÇÕES XXIV



Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.
Afirmar é enganar-se na porta.
Pensar é limitar. Raciocinar é excluir. Há muito que é bom pensar, porque há muito que é bom limitar e excluir.
Substitui-te sempre a ti próprio. Tu não és bastante para ti. Sê sempre imprevenido [?] por ti próprio. Acontece-te perante ti próprio. Que as tuas sensações sejam meros acasos, aventuras que te acontecem. Deves ser um universo sem leis para poderes ser superior.
Faze de tua alma uma metafísica, uma ética e uma estética. Substitui-te a Deus indecorosamente. É a única atitude realmente religiosa (Deus está em toda a parte excepto em si próprio).
Faze do teu ser uma religião ateísta; das tuas sensações um rito e um culto...



FERNANDO PESSOA



TH - Super afim de renovações!

domingo, 24 de outubro de 2010

TH NEWS FLASHES XXX - A super carga positiva!


2010 está chegando ao fim e já chega aquela hora tão melancólica de fazermos o balanço do ano, o inventário das coisas que deram certo ou não; se as espectivas e alta confiança que tínhamos láááá em Janeiro lougraram êxito...
É nesse hora que, comumente, começamos a nos entristecer e ver que foi mais um ano apenas, que não teve tantas surpresas ou até tivemos momentos ruins.
Só que é agora que, ao invés de desperdiçarmos nosso tempo lamuriando ou melindrando, devemos tirar da manga um trunfo que anda em baixa, mas que é extremamente necessário e vital às nossas vidas: a positividade!
Poliana não estava errada. Rhonda Byrne idem. Ambas - cada uma, à sua maneira, nos deram lições tremendas. Acreditar, respectivamente, num mundo bondoso e na força do pensamento positivo jamais deve ser taxado de besteira ou perda de tempo.
A regência do meu "ser" sempre adora se contradizer, de tempos em tempos. Eu, outrora, fui um garoto melancólico, triste, desesperançoso e que adorava levar dias pra me levantar dos baques. Meu ritmo era demorado demais. Mas, antes disso, por mais absurdo que possa parecer, eu quero enxergar algum sentido nas coisas. Algum pra não ter conseguido ainda o que busco, motivo pra ainda permanecer aqui e não ter dado o passo adiante...e consigo as respostas! Demoram, mas chegam!
E ter paciência por elas é o que me deixa vivo. Pois eu descobri, com as maiores alegrias possíveis, que o pensamento positivo realmente opera milagres. Não há vergonha alguma em chorar no meu tempo, xingar, mandar tudo pra puta-que-pariu e ter todo o direito à revolta e desarmonia interna. Mas permanecer "na merda" é uma opção que cada vez menos quero dedicar preciosos dias de minha saga.
O jogo do contente, meus caros, é muito mais saudável e verdadeiro. Nossas energias merecem ser revitalizadas, e por mais que os dias, semanas e até meses digam o contrário, vamos permanecer com a mente aberta pros melhores pensamentos possíveis. Vamos ligar nossos "ímãs do bem" que loguinho eles só atrairão benesses!
Não vamos deixar nunca de acreditar no poder dos sonhos e do amor. Isso não é conselho-chavão-caricato, e sim, um mandamento interno e muito sério! Seguindo com ele, vamos mentalizar, com todo vigor possível: acredito: em mim, no nosso Deus e na lei do retorno!
Infelizmente, nem todos tem a paciência requerida, calma necessária ou a capacidade elementar de domar a ansiedade diante da falta de resultados ou incerteza do tempo de usufruí-los. Eu espero, do fundo do meu coração, que os descrentes consigam, assim como desejo também jamais voltar a ser o garotinho desacreditado de outrora. Não dá tempo pra retroceder. Não mais...
Sigamos, pois!


TH - +++++++++++++++++++++

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ALI TH ERAÇÕES XXIII


"Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira."


PAULO MENDES CAMPOS



TH - Reflections...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

BRIGA INTERNA


- E aí, vai deixar barato? Thomaz pergunta.
Silencia.
Silêncio, contudo, não de falta de respostas. Mas de uma reunião interna de urgência. Nada de retroceder. Apenas um "estudar melhor' os próximos passos/capítulos.


TH - Silent all these years

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ALI TH ERAÇÕES XXII



A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade…
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.


Carlos Drummond de Andrade


TH - Pescado certeiramente do blog "Enfim, é o que tem para hoje" :)

sábado, 14 de agosto de 2010

ALI TH ERAÇÕES XXI



"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."


Fernando Pessoa



TH - Deliciosamente emprestado de um bloguinho especial ;)

domingo, 13 de junho de 2010

VAMOS LÁ...




"Quem viveu pregado a um só chão não sabe sonhar outros lugares."

MIA COUTO...

...mas poderia ter sido TH...
Tranquilamente...


TH - Reaching...seeking...asking...

terça-feira, 8 de junho de 2010

THE GROUND BENEA-TH HIS FEET



Sentindo um vazio.
Não provocado apenas por ter sido gentilmente posto pra fora do emprego.
Não apenas por estar preocupado com a avó que não está bem.
Não apenas por briga de amor.
Vazio inexplicável...
Daquelas coisas que não precisam ter nome, mas a gente sabe que é ruim.
Mau pressentimento?
Ainda não...
Vontade de sumir, de enfiar a cara na areia, de sair nadando pra bem longe? Exato...
Não, não é profetizar nem fingir dor pra soar "poético".
O reescalar se fará presente no instante oportuno, sim.
Sei que a flor também voltará a crescer, que o sol voltará a brilhar, e outras tantas metáforas de otimismo que o povo costuma usar por aí, todas elas acontecerão, mas ainda é preciso permanência naquela fase de chão que tanto se faz lugar-comum.
O chão é o vazio. Como se todos os móveis e mobília não existissem, só aquela imensidão dura e sem perspectivas que, em linha reta, certamente te levará a um tombo numa parede igualmente opaca.
Mas ele é preciso. É o desconectar com o mundo. Os celulares desligados, um stand by da vida real, é como se recolher numa concha e só ficar espiando pela frestinha de vez em quando, pra ver se a área tá livre, se as pessoas estão menos violentas e só então poder sair.
O aprendizado é certo. A maturidade requer que dermos tombos fortes nas paredes pra ver se o maquinário interno processa melhor o funcionamento da cachola pra não incorrer nos mesmos erros. Os do passado devem ser aprendidos, os do presente sanados e os do futuro, totalmente evitados. Mas há quem não acredite. Quem assume a postura negativista e já mate qualquer possibilidade de acerto com ideias pessimistas.
Há, contudo, como culpá-los? Decepções aqui, surpresas desagradáveis ali...desgostos cada vez mais frequentes limam o poder de esperança das pessoas. E cabe a elas se posicionar e escolher onde querem ficar.
Lamento pelos que perderam o rumo. Lamento essa falta de visualização do amanhã. Lamento por quem não tem forças para enfrentar o dia seguinte. Lamento quem fica no chão e não consegue mais se levantar. Quem abraça o tal vazio definitivamente, esvaziando-se da mesma forma.
Só lamento.
Mas é um lamento daqueles que ainda detém uma pequena faísca de brilho nos olhos, que olha pra frente, vê escuridão, mas que, num desvaneio - ou não, percebe que há fiapos de luz sim no imenso salão.
Delírio ou real?


TH - Ócio...ódio...!

sábado, 17 de abril de 2010

TH NEWS FLASHES XXIV [Vida de ponta-cabeça]


Ainda estou longe de estar em paz com tudo na minha vida, mas digo com convicção: até aqui, me deparei com mudanças tão significativas nesse ano que qualquer um que comparasse com o que eu era se admiraria! Quem diria: consegui plantar tão bem a semente de alguns sucessos em determinadas áreas em tão pouco tempo que já ando colhendo seus lucros. A safra veio boa, e tenho certeza de que é só o começo.
É difícil me definir no estado atual. Não estou/sou o melhor, mas tô bem longe de ser o pior. Não sou o mais inteligente, tampouco sou merecedor de orelhas de burro. Não sou extrovertido ou desenrolado socialmente, mas passo longe de ser o mais instrospectivo e 'banana". Não me acho a última bolachinha do pacote, tampouco me desvalorizo. Não sou a pessoa mais atraente desse mundo, mas eu consigo parar diante do espelho e gastar alguns segundo me "namorando". Não tenho a família-modelo, mas eles me dão amor e me respeitam...Passo quilômetros de ser o advogado perfeito, mas milhas de dar vexame. Não sou um escritor que prima pelo rigor formal, mas sou bem auto-crítico no que me proponho a escrever. E é esse jogo de freios e contra-pesos - de "me achar" humildemente - que certamente me fará (ou me faz) ser a pessoa que tanto almejei ser desde sempre! Evoluída. Equilibrada. Preparada. Eu sempre vou me definir colocando uma qualidade negativa ressalvada por uma positiva pois é assim que me vejo. Nunca quis ser o melhor, nunca quis fazer meu máximo - eu reconheço firmemente meus defeitos mas eu não posso deixar de enfocar o meu lado bom, melhor, aceitável e admirável.
Talvez seja exatamente por isso que tô percebendo que minha vida está de cabeça pra baixo. Eu melhorei muito sendo tão rígido em tantos planos da minha vida que, por alguns instantes, eu nem me reconheço. É apenas falta de costume, falta de "tato" pra lidar com o eminente sucesso, uma certa estranheza por estar cheio de aspectos melhores nesse instante. Mas é um erro. Eu não posso viver esperando a queda, e sim me acostumar a ter mais momentos "pra cima" e revigoradores. Meu alter ego Thomaz, tão acostumado a ser imponente, jamais estranharia uma vida cheia de louros colhidos de vitória. TH é que precisa de umas bordoadas na cachola e aprender, nem que seja na marra, que ele tem todo direito de "se sentir super", de estar conciliando bem todos os campos e áreas da sua vida.
De que adianta ser rei se não se tem a classe requerida?
Eu penso muito. Sei que não sou normal diante de outros garotos da minha idade, pois o que tinha de frustrado profissional, descontava sabendo que tenho pensamentos e talentos que poucos tem, dentre eles, o de se auto-analisar constantemente. E nessas "matutadas" cheguei mesmo à conclusão que eu escalei muitos pés na montanha do amadurecimento - profissional, afetivo, trabalhos de mente e corpo. E o que pega é o conflito entre o TH derrotista de outrora e esse, que tem a vitória nas mãos e não sabe o que fazer com ela.
Meta: ser mais confiante pra ratificar toda a confiança praticamente imposta pelos atos rígidos que se propôs a tomar desde o início do ano. Aprender que resultados chegam, e se deve mesmo estar preparado e amadurecido pra abraçá-los. E para de chorar por besteira e pelo leite derramado!


TH - :D

quinta-feira, 25 de março de 2010

ALI TH ERAÇÕES XV


"O sonho encheu a noite, extravasou pro meu dia, encheu minha vida e é dele que vou viver, porque sonho não morre."

"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. (...) O que a memória amou fica eterno".



ADÉLIA PRADO


TH - Palavras do saber

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ALI TH ERAÇÕES XIV



"Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se.
"

Lya Luft



TH - Sabedoria pra quem tá com insônia!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O IMBATÍVEL TEMPO E SEUS CICLOS


Num mês em que um simples evento dá brecha pra que os pensamentos de TH se desdobrem, como não matutar acerca do que o tempo faz conosco?
Observando meus primos na última semana, em partidas de videogame, saídas turísticas ou nas horas e horas de prosa, ambos (Giovanni e Rafael, este último do Espírito Santo, passando férias cá) me mostraram que seus respectivos ciclos foram mais do que coerentes. Eles se aprimoraram, preservaram suas essências e venceram num dos campos mais críticos de nossa vida: o profissional. E o fizeram acertadamente, pois não se “venderam”: havia algo em suas infâncias que determinava o que eles seriam. E caminharam magistralmente nesse sentido.
É só olhar: Rafael sempre teve um comportamento mais calmo, filosófico e profundo quando pequeno. Era uma criança mais séria...nada mais adequado do que se tornar um sociólogo com uma bem estruturada carreira na educação estatal.
Giovanni sempre foi profundo conhecedor de tudo o que era eletrônico: ele sempre demonstrou interesse em máquinas, computadores, carros, aparelhos de última geração. Era batata acertar que ele seria um inovador da informática e consegue se impor num mercado tão competitivo e que requer muito talento e atualização.
Já que estou jogando na minha própria cara trajetórias de pessoas conhecidas, falemos mais da família: A Alê sempre demonstrou, desde pequena, interesse em ajudar as pessoas. Seu gênio forte já dava mostras de que pularia todos os obstáculos para ajudar as pessoas. Essa gentileza era comprada com muita briga e altivez – era a defensora dos fracos e oprimidos da rua. Dotada de uma inteligência quase sobrehumana, eu não enxergava outro caminho seu que não fosse a Medicina, à qual se agarra com unhas e dentes, tornando-se uma profissional hiper realizada e competente. O mesmo falo do meu irmão que tem sua falta de cultura descontada em sua grande inteligência para ciências exatas, facilidades com Matemática e Física, que lhe rendeu um bom tempo como professor particular e uma bem sucedida passagem pela tão complicada faculdade de Engenharia.
E indo mais adiante, meus pais: dois profissionais do campo da Agronomia, bem competentes no que fazem, e meu parâmetro profissional maior sempre será minha própria mãe. Com interesse em Meio Ambiente, ela consegue e muito bem cumular mais e mais trabalhos, compensando sua falta em outros campos (no campo fraterno, por exemplo) sendo uma exímia e talentosa trabalhadora.
Por que todos os exemplos citados? Pois analisei todo o progresso de cada um e percebi que todos têm algo em comum: não se traíram. Perseguiram suas sagas, apenas concretizaram o que lhes era devido ser. Foram sinceros consigo mesmos. E eis a conclusão mais esperada do texto: diferente do que eu fui.
Não sou um advogado. Nunca seria. Sequer deveria ter passado pela ciência jurídica. Não sou bom no que faço, e tive que aprender a gostar do ramo durante a faculdade pra não retroceder ante uma escolha equivocada. Mas ainda assim foi uma escolha, e arcar com ela até o fim seria meu dever. Por isso jamais voltei atrás. Formei-me. Advoguei por um bom tempo, tentei concursos...mas agora eu percebo que é totalmente verdade a máxima de “trabalhar com prazer” tão dita por todo mundo. É só olhar pros exemplos supracitados. Eu fico me perguntando: no cursinho no qual eu trabalho, eu vejo diariamente pessoas se matando de tanto estudar pra passar em cargos de concursos públicos que sequer imaginam se gostarão. Fazem por dinheiro. Busca por estabilidade econômica ou status social...
Eu fui bastante vulnerável ao ser dissuadido pela família sobre minha verdadeira vocação, que era ser jornalista. Pressão, essa é a palavra que mais se adéqua: “ser jornalista em Maceió é morrer de fome” “aqui só há corporativismo” “você tem que fazer Direito pois vai lhe dar mais dinheiro”. Sem dúvidas, pra alguém que, aos 17 anos, fraco de espírito e cursando a faculdade de Jornalismo, tais frases foram bem mais fortes, a ponto de me fazer largar a Universidade e adentra no campo jurídico. Um tiro no escuro. Um salto de paraquedas numa área que não tinha nada a ver comigo. Acredito que não tenho a arrogância, a sabedoria na base da enrolada ou o jogo de cintura de dar o ‘jeitinho brasileiro’ puxando saco de Juiz pra ajudar pessoas que na maior parte das vezes não reconhece ou mede seus esforços e lhe ridicularizam como se tudo fosse sua culpa. Sim, são eles, os insuportáveis clientes.
Certo. Era meu dever arcar com o ônus de uma escolha mal sucedida, no entanto até quando? Já estou há 4 anos formado e a sensação de tudo o que tento no campo profissional dá certo por um curto período, e depois desanda. Seria esse o resultado de não sentir prazer em trabalhar? Está na hora, mais do que na hora, de escolher algo com o qual verdadeiramente me identifique algo que seja meu, que me faça feliz apenas por fazer. Eu sei que vou ter que depender do mundo jurídico pra sobreviver até que eu possa alcançar esse objetivo ainda não definido, mas eu vou seguir as sábias palavras de uma pessoa amiga: se o mundo jurídico usa as pessoas, porque eu não posso usá-lo também? Querendo ou não, é o mais amplo, o que abre o maior procedente de possibilidades e oportunidades, e vou usá-lo completamente ao meu favor de escada pra resistir até chegar lá.
Eu sei o que gosto de fazer, e sei também que é um árduo caminho até chegar lá, mas...quem tem medo? Eu não sou mais o que chora e lamenta uma escolha má feita. Eu sou aquele que arca com sua conseqüência e procura novos caminhos pra navegar. A gente sempre acha o que procurar e lugares de busca, estão mais óbvios do que pensamos...
E a linha do horizonte nunca deve ser um ponto de fuga...


TH - Reflexões de verão

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

RESGATE DA FÉ!


“Deus - não importa quem ele ou ela seja - nos criou pássaros. Perdidas as nossas asas, o desejo do vôo permanece na alma como sentimentos puro, nostalgia, sobre a qual somente os poetas podem falar - porque eles têm a graça de falar sem aprisionar. A essa nostalgia do vôo, a esse espanto perante o mistério da vida, a essa capacidade de se comover diante da beleza dou o nome de "sentimento religioso"

Rubem Alves

Que terreninho cabeludo esse hein?Muitas idéias, muitas visões pré-estabelecidas, conceitos, pré e pós conceitos definidos.Falar de religião e religiosidade se tornou bastante polêmico, nesses dias.

Assunto polêmico é aquele que não é unânime, e é passível de diversas opiniões divergentes, às vezes causando até desentendimentos homéricos entre militantes de ambos os pólos antagônicos da discussão. Religião, por outro lado, não é algo fácil de se conceituar, tampouco de se normatizar. Além de ela não conseguir com precisão, quem mais poderia tecer algumas palavras que fossem suficientes para explicar a força superior que criou todo nosso universo, nosso grande arquiteto? E, afinal de contas, quem seria Deus? Poderia ser ele competente o bastante pra tirar todas essas interrogações recorrentes e resolver de maneira eficaz todos os problemas que existem?

Se me perguntassem o que eu pediria se tivesse oportunidade de falar com Deus, decerto que a primeira coisa que me viria à mente é clamar que ele elucidasse todos os conflitos e atritos entre as religiões - venho chamá-los aqui coloquialmente de fé descentralizada. Quanto mais vejo as pessoas cultuando uma fé intensa, de tal forma que fique inclusive cega, eu me convenço cada vez mais de que minha opção pessoal de não possuir religião foi deveras acertada. Religião, em sua etimologia, significa religar-se, ou seja, uma tentativa humana de se ligar a suas origens, a seus passados. De acordo com sua respectiva, os humanos regressam pra tentar achar elementos que fundamentem ou ratifiquem sua fé, ou ainda aos que queiram encontrar propósitos definidos para suas vidas. Essa busca se dá por doutrinas específicas, sejam evangélicas, sejam católicas, sejam espíritas, sejam budistas. Acho perfeitamente válido “estudar a fé”, buscar explicações e encontrar a harmonia e felicidade absoluta nessa procura. Acho válido, bonito, entretanto utópico.

Ora, se não existe um conceito universal para o termo Religião, por que os “fiéis” de cada uma se preocupam tanto em criticar, atacar e até ridicularizar umas às outras? Coisas esdrúxulas do tipo “aquela crença é do demo”, e demais críticas vazias e nada fundamentadas. O que penso é que, por trás de todo esse fanatismo religioso, há grandes doses de hipocrisia e preconceito, sutilmente mascarados de fé divina. Sim, preconceito, aquela famosa doença que turva nossa visão, emburrece nossa alma e nos faz seres minúsculos. Tipicamente o inverso da teórica função da religião de nos tornar seres maiores e melhores. Diante de tanto preconceito, o que deveria ser fé torna-se algo vago e indefinido. É um adorar a Deus sem saber por que nem pra quê. Pra não ir pro inferno ou então pra jogar nas costas de seu Deus todos os problemas para que ele resolva sozinho. Sim, a fé deles também é comodismo.

Enquanto pássaros, somos aprisionados em gaiolas perante a maior parte dos religiosos. Temos nossa liberdade tomada e comedida, vivendo num verdadeiro cubículo, rodeado de “grades do pecado”, onde nos alimentam com doses diária de boas maneiras e doutrinas poderosas. A metáfora, aqui, nunca soou tão irônica.

Uma grande preocupação minha está em mostrar que não sou contra as religiões, mas contra a prática exagerada e exacerbada da mesma. Tantos exemplos extremos como as fogueiras da Inquisição, no caso do Catolicismo, ou de fiéis fervorosos, com pastores igualmente inflamados, no caso da religião evangélica, ou ainda uma infestada chacina, nas seitas que pregam o sacrifício humano ou animal, ainda não são suficientes pra mostrar que tudo o que é exagerado não é nada benéfico. Partindo dessa minha preocupação, tentarei mostrar por que prefiro a prática da religiosidade à religião. Penso que sobra demagogia e falta união.

Há uma religião que faz uso de adoração de imagens? Há uma religião onde é estabelecido que não se deve andar com saia acima do joelho? Há crenças que exigem sacrifício animal? Há a que confere várias mulheres para um só homem, no ritual de casamento? A prática de todas, independente de seus mandamentos é o que nos referimos aqui como religiosidade – é você que diz como quer se ligar a Deus. Um agnóstico, por si só, também tem sua determinada religiosidade – ele acredita naquilo que puderem lhe provar o que não quer dizer que ele não seja desprovido de sua religiosidade. Vou mais longe ainda: um ateu também tem religiosidade! Se ele não acredita em Deus, no Deus que todos cultuam e veneram, não quer dizer que ele não tenha fé em algo, e que ele não se apegue à mesma. Sim, prefiro ser munido de religiosidade a ter religião.

Todos os exemplos citados acima, se fossem respeitados pelos respectivos representantes de cada religião, teríamos aquilo que é sua premissa-mor: harmonia! Uma igreja católica não tem o direito de atacar a evangélica, que por sua vez não deve questionar a veracidade dos escritos do alcorão. No fundo, acredito em Deus, como um só. Um Deus apenas, que as pessoas utilizam maneiras diferentes de se comunicar com o mesmo. Ratifica esse meu pensamento a própria bíblia, por exemplo, que possui indefinidas interpretações, e cada religião tenta “puxar” pro seu lado o que Deus quis dizer com cada frase. Ninguém está certo ou errado. O tempo que se gasta ofendendo pessoas que crêem de forma diversa poderia ser utilizado para aproveitar os melhores ensinamentos que suas respectivas doutrinas trazem. E, por que não, para parar de se importar com a fé alheia e procurar distribuir mais amor e bem-estar por entre todos os povos do mundo.

...

O melhor caminho para a humanidade é mesmo cada um seguir aquela religião que mais apetece às suas aspirações e crenças. Ou mesmo, seguir àquela na qual se foi educado - mas sempre se lembrando de exercitar seu próprio livre-arbítrio e livre pensamento, pois é impossível concordar com tudo o que uma pessoa diz, imagine com uma IGREJA. Mas, antes de tudo, é preciso RESPEITO. Também é por isso que discordo que existam aulas de religião nas escolas, pois acabam por obrigar todos a serem educados por determinados dogmas, de acordo com a vontade do estabelecimento de ensino.

Esse texto foi escrito pro blog “EnTHulho”, em 2007, e adaptei pro ETHos oportunamente agora pois desde o início deste Novembro de 2009, eu resgatei uma fé que estava esquecida e trancada na gaveta do armário por conta de interpretações equivocadas de certas visões religiosas. Sempre fui bastante radical nas minhas resoluções ou opiniões acerca de alguma coisa em que acredito ou desacredito, mas eu percebo hoje que a riqueza está de fato na nossa flexibilidade. E agora que voltei a acreditar nessa fé linda a objetiva, na força do pensamento positivo e optando sempre por VIVER, eu me considero regenerado e prontamente bem mais evoluído!


TH - A Better and Faithfull Man!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

RISCOS NÃO RISCADOS


Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!" - Seneca.



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Quem mais aí não se arrisca? Em outras palavras, quem não vive?

Eu não, obrigado.
Arrisco, assumo os riscos e é exatamente isso que faz minha vida ter conflito, ser movimentada, nada insossa e com muito mais agilidade e emoção a cada dia.
O risco dá o tempero - o prato principal é o que conseguimos filtrar das emoções, alegrias e medos obtidos com ele.
É bem mais vantagem realizar grandes apostas, com o intuito de obter grandiosas vitorias, triunfos, mesmo expondo-se a fracassos do que ser mais um na fila dos que sequer arriscam, os que sequer nadam pra alcançar a orla, não saem do canto. Esses sim, fracassados por excelência.
Eu já tive espírito derrotista sim.
Ou melhor, eu era por eminência pobre de espírito!
Sempre deixava a força do pensamento negativo imperar e não movia um músculo sequer do meu cantinho.
Já estava na hora de firmar um outro estilo de vida, ou pelo menos uma nova forma de enxergá-la.
De acreditar que quando apostamos alto, podemos colher resultados indesejáveis, mas também podemos obter vitórias - aquelas que tanto nos botam pra cima, que fazem nosso ego inflar e o coração explodir.
Tive grandes resultados de aposta de "tudo ou nada" nessa semana e fiquei muito feliz com isso, pois notei que a força do pensamento positivo se sobressai quando estamos apostando alto com a alma em algo que queremos MUITO.
Essa vitória ajudou-me a dar um Up em muitas coisas de minha vida, e agora, prepare-me que ninguém me segura!
Não mesmo
;)


TH - Novinho em folha!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TH NEWS FLASHES XVIII [Cavernando]


Imagina os homens encerrados em
morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a
infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e
só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos
imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os
tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos
bonecos maravilhosos que lhes exibem. Sócrates

Para uma pessoa tão "aberta" como eu, constato hoje que é preciso dispor muito de nosso tempo na caverna. Estados de introspecção são absolutamente necessários para podermos enxergar melhor as coisas. Sem ninguém por perto, temos capacidade de aprender com o vazio. E acreditem: nossa sombra, por vezes, é a melhor conselheira! E se não estamos falando de conselhos, podemos tê-la como parceira ideal para nossos silêncios, que, como bem sabem, são tão válidos como aquelas palavrinhas básicas que de vez em quando gostamos tanto de ouvir!
Eu comecei a confiar mais nos meus amigos depois dos 22 anos e desde então passei a compartilhar quase tudo com alguém, como se isso fosse uma necessidade básica que me fora privada há anos, desde a infância e adolescência, quando eu fui o garoto mais tímido e reprimido, na minha rua, na sala de aula, na família...
Logo, a ideia de "me fechar' dentro da concha na realidade é uma forma de regresso às origens. É um "reaprendizado", melhor dizendo, uma maneira de resgatar aquilo que fui e que sabia fazer tão bem. É um total desapego às pessoas, pra poder melhor refletir sobre meus próximos passos, sobre tudo o que conquistei, sobre o que ainda tenho a realizar, tendo como único prisma meus próprios limites. Sem acessos alheios, sem opiniões diversas, tentando manifestar unicamente minhas vontades, sem intervenções descabidas e que em muitos casos só atrapalham!
Percebo que, por mais que me abrir pras pessoas tenha me feito tão bem e até me tornado um ser humano melhor, que se aceita e que tem a convicção de não ser uma mera ilha, existe dois pesos e duas medidas. Eu me acomodei a isso, e me encontro apegado demais a quem eu gosto. É preciso se desgarrar pois a vida, em determinado ponto, irá exigir isso de mim. A ironia é que quando pequeno eu sempre quis fazer parte da turma dos descolados, dos desinibidos, extrovertidos, e me projetava no meu alter ego, o já famoso Thomaz, por essas bandas. Hoje, quando consigo ser sociável e fazer um montão de amigos, eu me pego querendo retroceder um pouco ao meu estado de isolamento. Difícil entender? Crescer tem dessas coisas...
Assim, no meu modo - muito particular - de ver, entrar na caverna representa alcançar um estado profundo de consciência sobre mim mesmo e sobre o mundo. Eu preciso muito ter um papo comigo, me dar uns bons safanões, puxões de orelha, lembrar-me de como minha abstenção, em alguns aspectos, era a melhor saída possível...caminhar pelos caminhos que fazia quando mais novo, à tarde, pensando na minha vida, em todos que fazem parte dela e se seus papéis estão sendo bem desempenhados...subjetividade mode on!
Então eu estou sacramentando, aqui, nesse post, meu regresso à caverna. Não será por muito tempo, mas durará o que preciso for pra que eu recoloque muitos pensamentos no lugar e arrume bem a casa. Não implica dizer que vou abandonar o blog, continuarei com ele e com suas músicas, citações, metáforas, mas deixando claro que a situação internamente aqui está em stand by pra auto-análise. Quero resgatar um pouco do TH que desde sempre se virou como pôde no exercício tão duro que é o de viver...


TH - Até já

domingo, 30 de agosto de 2009

O JOGO DO CONTENTE!

Mês de Agosto terminando e eu não escrevi quase nada...
Pelo menos comparado ao que eu sempre escrevi, porque comparando a outros blogues que tem por aí, com atualizações quase anuais, saio no lucro.
Mas nada de comparações bloguísticas...
Vamos à realidade: eu tive uma crise criativa brava aqui, aliada a meu mau humor por problemas pessoais...a mistura foi indigesta...
Deixei as músicas de lado esse mês, escrevi tentativas pseudo-jornalísticas...e não me dei por satisfeito com nada...
Indo mal...vida e blog!
Gosto de pensar que foi esse que é o dito mês do desgosto...
Gosto de procurar desculpas, explicações...ainda sem certeza delas.
Mas também gosto de pensar que mês que vem tudo vai mudar. determinação é meu trunfo! Pensamentos bons também deveriam ser, mas quem sabe eu não o pratique habitualmente?
Que tal uma roupagem nova aqui pra entusiasmar? Já falei com meu querido webdesgner, e recebi uma deixa boa pra me testar: "porque você mesmo não tenta dar um novo design com sua cara ao blog?". Não sei se seria capaz, tudo o que tento criar esteticamente quase nunca se harmoniza, mas não custa nada tentar, e com relação a isso, ninguém pode me crucificar: quando eu me empolgo, eu VOU!
Vamos pra frente que atrás vem gente.
Vamos caminhar.
Vamos seguir a marcha do tempo, deixando ele agir, mas não sozinho: vamos lhe dar um empurrãozinho básico e deixarmos a inércia de lado.
Passei, ou melhor, perdi muito tempo da minha vida pensando, fazendo o jogo do "será que será" e pouco fiz diante de tanto que precisei...
E em tempos pretéritos eu nunca diria a frase que agora estufo o peito e brado: estou comigo e não abro!
É o jogo do contente, do positivo, do entusasta...um auto-desafio que me proponho a partir de...Setembro!


TH - PosiTHividade

segunda-feira, 22 de junho de 2009

TH NEWS FLASHES XV [Pieces Of Pisces]


PISCIANOS!
Os seres mais dependentes do zodíaco. Do amor, da atenção, do zelo, do cuidado, de sua própria carência.
Como mais um representante deste último signo zodiacal, decidi hoje falar sobre o quanto minha natureza pode tanto me ser prejudicial como deliciosa, dependendo do momento.
Desde os primórdios eu travei essa relação de amor e ódio para com meu signo. Havia coisas que eu adorava - e adoro até hoje, como minha capacidade de viajar milênios ou quilômetros com minha super-bem-ativada imaginação. A capacidade de imaginar do pisciano é maravilhosa, mas o problema está nos (ou na falta de) limites. Nós nos perdemos...acabamos sempre escravizados de nossa natureza sonhadora e anti-realista. Buscamos tanto nos sonhos como na nossa imaginação um sentido maior para nossa ordinária vida, querendo sempre mais, mais e mais...e com isso chegamos meio que a perder nossa identidade.
Eu disse identidade? Não é verdade, Thomaz? Você certamente não é um pisciano, mas é criação fantabulosa de um, e sempre está comigo, pra todos os momentos. Você é a idealização da pessoa melhor que um pisciano aparentemente sem graça gostaria de ser.
Minha natureza sonhadora já me fez feliz, não pensem o contrário. Se eu não sonhasse ou idealizasse um futuro feliz no plano afetivo, hoje eu estaria incompleto. Sim, meus caros, existe também, em meio a tanta imobilidade e abstenção sonhadora um lado "perseguidor dos sonhos" que nossos representantes têm mais aflorado do que os demais. E eu, esse TH que vos fala, certamente é um dos que aprendeu a cultivá-lo e aflorá-lo.
Já um dos dissabores com o qual brigo dentre as características piscianas foi sempre colocar o outro na frente de nosso próprio bem estar. Por mais que necessitemos de mais atenção e cuidado do que os demais signos (atitude teoricamente egoista) somos capazes de nos anular incondicionalmente diante de quem amamos. É justamente contra isso que andei lutando ferrenhamente nesses últimos anos, pois percebia o quanto era infeliz por não me impor, não me posicionar diante do que eu quero. Andei tomando algumas atitudes mais egocêntricas achando que o caminho de ser um cidadão notado e digno de atenção fosse esse mas, como de costume, acabei me ferrando feio e quase fatalmente...Aprendizado garantido!
Que mais falar sobre nós? Sensibilidade, sacrifício, imaginação, sonhos, caridade, necessidade de atenção - telefonemas, mensagens de torpedo, depoimentos de Orkut, comentários de fotos no mesmo, percepção sobre um visual novo...Capacidade de engajamento em projetos em prol da comunidade (eu com minhas ONGS). Choros desesperados, lágrimas absortas, melancolia como um lado lindo da vida...É, somos nós. Lidar conosco é quase inconciliável por conta de nossa sensibilidade acentuada, mas quando se consegue, creia: seremos os melhores e maiores amigos e amantes do mundo!
Também temos a capacidade de acreditar que o amor pode operar milagres, sobretudo na maneira em como lidamos com o tema com outros representantes do zodíaco. O amor é o principal combustível dos sensíveis derradeiros zodiacais. Acreditem, pois essas são palavras certeiras e seguras de um duplamente pisciano (Signo e ascendente). Com tudo de bom e ruim, é meu signo de paixão e sim, tenho orgulho de ser PISCIANÍSSIMO!


TH - Estava devendo um texto sobre meu signo mesmo!

sábado, 30 de maio de 2009

TH NEWS FLASHES XIV [Das coisas que só ele lembra!]






Lembranças!

Posso ser distraído, posso não ser tão inteligente como gostaria. Posso ainda ter dificuldades de guardar detalhes, rostos, mas algo muito esquisito acontece com minha cabeça: eu lembro de coisas inimagináveis!

Guardo telefones com facilidade, aniversários, datas de compromisso, nomes de músicas...o engraçado é que são coisas minhas, segredos meus, que tinha vergonha de dizer, e hoje, estou blogando a respeito. Quer loucura maior do que você estar deitado na sua cama relembrando que nunca teve, no colégio, uma aula de Biologia às sextas-feiras? E desdobrando esse pensamento, notei que lembrava até do horário da grade semanal inteira, do terceiro ano do colégio, junto com a grade também do cursinho pré-vestibular no mesmo período. E também do período! Lembrei que meu cursinho pra prestar o primeiro vestibular aconteceu de Setembro a Dezembro de 1999 - especificadamente no dia 8, e a prova do mesmo foi no fim de semana seguinte! Ou então aque aprendia depressa os nomes e sobrenomes dos meus coleguinhas, da filha da minha madrinha com a qual só tive contato uma vez na vida. Mas eu aprendo e nunca esqueço! Até hoje fico ordenando e reordenando a lista das faixas de todos os discos da Alanis Morissette, imaginando como seria se o disco abrisse com tal música, qual seria a sensação de ver outra logo em seguida, e na fileira todas eleger qual seria a ideal pra fechar com chave de ouro aquele disco! Há dez anos, eu lembro que no dia 13 de Julho eu estava indo pra Porto Seguro com a turma de colégio, voltando no dia 21 do mesmo mês. Mais do que memórias, eu percebi que para guardar tantas coisas também é necessário grande dose de imaginação!

Quando estudei pra ser aprovado no concurso, no início dos 4 anos que me dediquei, no entanto, eu tinha muita dificuldade de memorizar e "decorar" artigos da Constituição quando me preparava pra estudar Direito Constitucional mas logo logo minha imaginação dava um jeito de pescar alguns pontos pra conseguir enfim decorar alguns assuntos como Competência dos Poderes (e não me venham dizer que essa parte do Direito é pra ser aprendida porque não é...pura e amarga decoreba mesmo). Da mesma forma que desde pequeno eu nunca estudei Gramática - não conseguia decorar as regras de acentuação ou de verbos, mas ironicamente sempre foi a disciplina - junto a Literatura e Redação, em que minhas notas eram maiores, acredito que por sempre ler bastante e não ter dificuldades na hora de assinalar as questões das avaliações. Logo concluo que não que eu não seja inteligente, mas minhas lembranças se sobressaem à minha capacidade de raciocínio e entendimento. Sempre fui assim e fiz as pazes como esse meu peculiar método de compreender as coisas e os assuntos.

Mais que isso, minha memória não é nem um pouco seletiva. Eu lembro e relembro tanto de coisas boas como das apagáveis. Guardo datas de acontecimentos bons e ruins com a mesma facilidade, fazer o que se é assim que processo? Há um ano eu estava num momento muito depressivo, e quando falo um ano, não é a data provável, e sim a data real, 30 de Maio de 2008. Essa precisão memorial sempre foi um dado a meu favor. Nunca eu diria "isso foi há uns 4 ou 5 anos", eu sempre precisei corretamente quando as coisas aconteceram. Sempre afirmei com a maior das convicções de que ano era qual filme, ou música. Eu sempre joguei assim com minha capacidade de memorização, e sempre ganhei as apostas que requeriam determinada lembrança.

Ela é um dos meus ouros. Nunca fiz cursos de memorização, acho-os desnecessários. Minha dificuldade de reter assuntos escolares mais rápido do que os outros alunos (o que já me fez um dia pensar que tinha um QI inferior) nunca teve nada a ver com minhas lembranças bastante afloradas! Acredito que Alzeimer teria grande dificuldade de me atingir com seu mal, por que é das poucas coisas que TH realmente tem do que se orgulhar em sua lendária vidinha!





TH - Cada louco com sua mania!