A parceira da vez é a cuja atividade é a mais antiga dentre as minhas!
Kate Bush veio da Inglaterra e começou sua carreira na década de 70 com muita dificuldade, só explodindo em 1978 com a clássica "Wuthering Heighs" (Morro dos ventos uivantes, inspirada no livro da escritora Emily Bronte). Foi justamente com essa canção que a conheci - e por ironia da vida de TH, sua música mais famosa é a minha preferida (logo eu que sou eternamente fã de sucessos menos estrondantes...).
Não, ela não é uma "one hit wonder". Ela teve alguns clássicos lançados na década de 80, dentre eles o megahit Babhooshka, cujo clipe me remete a uma "She-Ra morena"!
Porém, nunca fui profundo conhecedor da carreira de Kate. Para mim ela era uma cantora bacana, totalmente performática e olhuda (a maneira com a qual arregala os olhos nos videoclipes é hilária). Faltava o empurrãozinho final pra que a moça se tornasse uma "parceira com louvor" de TH e este veio, quando comprei um show dela em DVD no ano passado.
Pronto: tacou logo em seguida querer conhecer seus discos, sua biografia e houve uma sintonia instantânea!
O bacana é perceber que a moça, apesar de estar no ostracismo, lança discos contemporâneos até agora (quer dizer, o último foi na década de 2000. Mas só em saber que não teve destino trágico ou carreira abreviada por morte já fico satisfeito!:)
And if I only could, I'd make a deal with God, And I'd get him to swap our places, Be running up that road, Be running up that hill, Be running up that building. If I only could, oh...
You don't want to hurt me, But see how deep the bullet lies. Unaware I'm tearing you asunder. Ooh, there is thunder in our hearts.
Os suecos, a despeito do clima da terra natal, são músicos quentes! Abba, Ace Of Base, Roxette...e elenco ainda essa garota que não tinha nada a ver com o mundo musical, mas foi chamada pela banda "Cardigans" para fazer um teste e simplesmente ficou! Adoro esses talentos vindos do nada... Nina Persson é uma "roqueira carinhosa". Ela não nega desferir palavrões durante seus shows, mas sua voz meiguinha faz com que sua feminilidade e doçura permaneçam intactas. Seria uma Fernanda Takai das terras gélidas! Conheci a moça com o mega hit Lovefool e literalmente enlouqueci de amores. Mas os dois primeiros e ofuscados álbuns da banda também são muito bons! O meu predileto, contudo, é o Gran Turismo, lançado no fim de 1998. Após um hiato de vários anos, vim "reouvir' novos trabalhos dos Cardigans apenas ano passado, graças à trilha de Grey's Anatomy e, pesquisando vídeos da banda, notei uma Nina mais mulher, visceral e amadurecida. Acho que bons músicos podem mudar sim - sendo sinceros aos sentimentos contidos em cada fase de suas vida. Um detalhe adicional: ela moreninha fica linda, mas não tem jeito: Nina pra mim tem que ser loira!! rsss Abaixo, um vídeo da moça ao lado do vovô do pop, Tom Jones!
2000 - TOM JONES feat. NINA PERSSON - Burning Down The House
Agora sim, um trabalho dela na banda que a consagrou!
Eu fui sua mãe, eu fui seu pai Quem pode querer mais? Eu fui sua irmã, eu fui sua companhia Talvez eu tenha sido sua vagabunda Quem pode querer mais?
Alanis está grávida. "Que besteira...tantas cantoras engravidam", podem pensar, mas receber essa notícia, pra mim é como saber que vem um sobrinho chegando, pois Ms. Morissette sempre me foi uma irmã mais velha e aconselhadora.
A julgar tantas outras parceiras minhas que enriqueceram seus trabalhos como compositoras após a maternidade, acredito que dona Alanis nos trará obras mais magníficas após o nascimento de seu rebento. Eu nem me importo com seus grandes hiatos - ela nunca foi artista linear mesmo e sempre demorou horrores pra lançar novos trabalhos, mas essa potencialidade concentrada tende a trazer gratas surpresas quando "explodir", em seu momento.
No mais, muita luz à minha mana canadense. Os últimos anos foram bem difíceis - testemunhou fracassos em discos, rescindiu seu contrato com a gravadora de Madonna, Maverick, que a lançou ao mundo; viu seu relacionamento com o então homem de sua vida - Ryan Reynolds, ruir por ele trocá-la por Scarlet Johanson em 2007 (a cantora era noiva dele desde 2002), teve seu momento de "distúrbio alimentar", fazendo-a engordar bastante, mas sinto que bons ventos à roqueira de outrora estão por vir, com seu atual marido Mario Treadway e seu filhinho que já chega.
Torço com a mesma fervoridade com que faço pra minha irmã real!;)
TH - Todas as minhas parceiras tem minha benção ;)
Uma vez, um sábio-não-sei-quem determinou: "e pra que mesmo homens deveriam se arriscar nos vocais? As mulheres são perfeitas". Sem desmerecer ou descreditar grandes vocalistas masculinos, são elas mesmas que dominam. Desde pequeno, vocais femininos me impressionavam. Até hoje, se tiver que optar entre uma música cantada por homem e uma por mulher, fico com a segunda. Na trajetória de um ser tão musical como eu, selecionar parceiras foi um parto BASTANTE doloroso. Mas resolvi fazer. Ruivas, negras, loiras, morenas, compositoras, intérpretes, melancólicas, alegrinhas, roqueiras, divas pop, conhecidas, desconhecidas, bonitas, feias...Minha vida não teria sido a mesma sem a presença dessas moças aí destacadas. Não me atrevo a fazer uma seleção nacional pois nem o blogue bastaria (risos) e tenho consciência de que deixei inúmeras de fora (Janis Joplin, Sinead O Connor) - sobretudo paixões mais recentes como Arisa, Butterfly Bourcher, Ingrid Michaelson, Regina Spektor, Amy Winehouse...Mas quem sabe não renda um futuro "Top Novas Paixões"? Muitas delas já apareceram em matérias aqui no ETHos (clique na Tag "Parceiras") e as que não foram contempladas logo serão...Por ora, uma breve apresentação das moças! ;) P.s.: Sem ordem de classificação. Eu não conseguiria!
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PARCEIRA I - Aimee Mann Loirinha, musa do folk e desconhecida do grande público, a americana se destacou por integrar 90% da trilha do filme Magnolia
PARCEIRA II - Alanis Morissette Dispensa apresentações. A canadense foi detentora de uma marca estupenda de vendagens e compõe de maneira bastante pessoal e confessional. Seu disco JAGGED LITTLE PILL (95) a fez se tornar a maior artista feminina de sua geração, com direito a inúmeras "cópias" .
PARCEIRA III - Jewel
Jewel é cantora e poetisa do Alasca e projetou-se primeiro com uma música suave e firme, pra depois se lançar no mundo do Pop. Destaque para a quase bíblica "Hands", que integrou o seriado "Dawson's Creek"
PARCEIRA IV - Sarah MclachLan Mais uma canadense, Sarah tem voz de anjo e arranjos bem harmônicos, combinando letras lindas com piano e violino. Destaque para "Angel", seu maior hit e trilha sonora do filme "Cidade dos Anjos"
PARCEIRA V - Fiona Apple Fiona é a típica representante do estilo "bonita, talentosa e infeliz" de ser. A melancólica garota ganhou notoriedade com o álbum Tidal, de 1996
PARCEIRA VI - Sade Adu Talvez, junto a Alanis e Cyndi, a mais famosa da minha seleta lista. Sade criou algo raro no mundo pop mundial: um novo estilo de música, mais sensual, combinado com letras romanticas/tristes que lhe garantiram o titulo de "Motel-Sade-Music". Destaque para No Ordinary Love, Smooth operator, Your Love Is King...
PARCEIRA VII - Natalie Merchant Seria uma perfeita versão feminina-queer do grande Michel Stipe, do R.E.M. Capaz de letras fortes e das mais românticas possíveis, Natalie, ex vocalista do 10000 Maniacs, é bastante versátil e genial. Destaque pra baladona "Kind And Generous" e pro hit "Because The Night".
PARCEIRA VIII - Tori Amos Tal qual Bjork, a esquisitice de Tori sempre foi combustível para lhe taxarem de "doida", "maluca', quando na verdade, a moça é expansiva pra expor tudo o que sente mediante a música. A ruiva, no passado, fora vítima de abuso sexual, de aborto espontâneo e abandono de namorado. E reflete tudo na música, de maneira incrível e ímpar! Destaque para Crucify, de 1991.
PARCEIRA IX - Chrissie Hynde Líder dos Pretenders, Chrissie sempre transpareceu seu engajamento político e luta em prol das causas ecológicas em suas letras, oriundas da grande banda de rock da qual é vocalista. Destaque para hits da década de 80 como "Don't Get Me Wrong" e para a super balada I'll Stand By You, de 1994
PARCEIRA X - Tracy Chapman Grande sucesso no final dos anos 80, os anos seguintes a colocaram no ostracismo. Mas apenas pro grande público, não pra mim. :) Destaque para "Baby Can I Hold You" e "Fast Car" de 1988.
PARCEIRA XI - Annie Lennox Annie é a mais DIVA das minhas escolhidas. Ótima carreira na banda Eurythmics, e mais brilho ainda em sua trajetória solo. Voz inconfundível, hits certeiros e canta muito bem de acordo com o humor do dia. Destaques: "Sweet Dreams" (Eurythmics), "Why" e No More "I Love Yous"
PARCEIRA XII - Dolores O' Riordan Vocalista da irlandesa Cranberries, cresci com a pequenina magrinha roqueira cantando músicas ao meu coração. Quem não se lembra de Linger, Ode To My Family, Salvation, The Animal Instinct? Perfeitas!
PARCEIRA XIII - Shirley Manson A mais piranha e bitch das minhas parceiras, Shirley, vocalista da genial banda Garbage, consegue mostrar genialidade até na escória! rs. Destaque para "I Think I'm Paranoid" e "The World Is Not Enough"
PARCEIRA XIV - Marie Fredrkson A sueca vocalista do Roxette talvez seja a mais Pop das minhas parceiras. E não tem vergonha disto. Canta as músicas mais açucaradas possíveis e se destaca por fazer bem e ajudar o grupo a ser mesmo "os reis do Pop". Destaques: INÚMEROS. Não caberiam aqui!
PARCEIRA XV - Paula Cole A "menos parceira" da lista, por não ser tão aprofundado em seu trabalho, mas o pouco que conheço já lhe credita com o selo de qualidade de TH. Destaque para, qual mais seria? "I Don't Want To Wait"
PARCEIRA XVI - Tracey Thorn Vocal do "temperamental" grupo "Everything But The Girl", acredito ser a mais feia da trupe, o que compensa com o grande talento musical que possui. Sua voz calma, suave e sussurrada lhe rendem todos os reconhecimentos possíveis.Oitentistas, grupo se consagrou na cena eletrônica a partir da década de 90. Destaque para "Missing"
PARCEIRA XVII - Nina Persson Mais uma roqueira. A loirinha que ficou conhecida com o hit "LoveFool" é, na verdade, dona de uma das bandas suecas mais lendárias do mundo do rock (Cardigans). É curioso ver que o shape da loirinha é todo frágil, mas ela vive desfiando palavrões e atitudes rock. YEAH!
PARCEIRA XVIII - Cyndi Lauper A nossa querida divindade Pop. Cyndi causou demais na década de 80 trazendo, pro mundo da musica, a "simplicidade especial", que fazia toda diferença. Ela não era uma femme fatale nem pretensiosa cantora descartável. Ela era uma molecona com uma voz inconfundível e simpatia brejeira que conquistou inúmeros fãs. E conquista até hoje :). Destaques para Girl Just Wanna Have Fun, True Colors e Time After Time.
PARCEIRA XIX - Kate Bush Talvez a mais antiga das minhas parceiras. Kate tinha muito da Cyndi: exagerada, descompromissada com estéticas ou super vendagens, só não era tão Pop. A inglesa se destaca pelo hino dos anos 70 "Wuthering Heighs" e o dos 80, "Babhooska" .
PARCEIRA XX - Macy Gray Pra fechar, a voz de uma que arrasa. Negra de voz grave e rouca ao mesmo tempo, além de uma facilidade de se situar no R&B e Pop, Macy é uma das mais conceituadas artistas americanas surgidas no final da década de 90. Destaque para "I Try" e "Sexual Revolutions"
Ela é uma das mais injustiçadas cantoras que eu admiro, justamente por só ser lembrada como a "dona da música de abertura do Dawson's Creek".
Não que "I Don't Wanna Wait" seja ruim, muito pelo contrário, tem uma letra e melodia perfeitas, no entanto Paula tem muuuuito mais a oferecer, sobretudo o disco que ela lançou em 1999, Amen!
Meu caso com Paulinha começou na MTV, como tantas outras cantoras que eu admiro. E todas as que aparecem nessa seção "Parceiras" eu me predisponho a seguir lealmente e fidelissimamente até onde puder, pois elas valem a pena! Sobretudo essa estadunidense com talento pra piano e voz impecável, além de se traduzir bem nas letras auto-confessionais, como se vê na minha eleita, "Me".
Recentemente ouvi um lamento da moça por não querer ser uma "one-hit-singer". Podem se assegurar que é meu lamento também.
I am not the person who is singing, I am the silent one inside. I am not the one who laughs at people's jokes, I just pacify their egos. I am not my house, my car or my songs, They are only stops along my way. I am like the winter, I'm a dark cold female, With a golden ring of wisdom in my cave.
And it's me who is my enemy Me who beats me up Me who makes the monsters Me who strips my confidence
I am carrying my voice I am carrying my heart. I am carrying my rhythm I am carrying my prayers, tha you can kill my spirit, it's old and it is strong, And like a mountain I'll go on and on. But when my wings are folded, The brightly colored moth blends into the dirt into the ground
And it's me who is my enemy. Me who beats me up. Me who makes the monsters. Me who strips my confidence. And it's me who's too weak, And it's me who's too shy to ask for the thing I love. But I love 1997 - PAULA COLE - Me Ok...só pra não dizerem que eu sou chato, no link abaixo, o hit campeão radiofônico da moça!
Depois de tantas outras parceiras, finalmente uma representante da música Pop. Ironia dizer que é justamente uma integrante do grupo que por muitos anos ficou conhecido como 'os reis do Pop": Roxette!
A sueca Marie Fredriksson empresta sua doce voz às interpretações das letras (maioria) de seu parceiro Per Gessle. Fora a banda, ela ainda tem uma consolidada carreira solo, com composições próprias e músicas muito melódicas, a maioria sublinhada por piano (um de seus instrumentos favoritos, que ela própria toca com perfeição).
Algo a se destacar na loira é a ótima combinação na hora de suas interpretações: ela sente o que a música pede - se for um pop bem poperô, ou algo retrô tipo anos 70, ou então as tão famosas baladas mamão com açucar - que tanto marcaram o Roxette, ela se infiltra no clima da musicalidade como pouco se viu, delira, chora, grita, cantarola, sorri...e o melhor de tudo: ainda nas baladas mais sensuais, ela não utiliza de vulgaridade pra se expressar - sua sensualidade é tão bem trabalhada que faz até a não tão atraente Marie se tornar interessante e sexualmente crível nos videoclipes. Numa época em que Beyoncés, Britneys e afins apelam pra posições onde se vê até seus úteros nas danças das músicas, o Roxette nunca precisou de nada disso pra reafirmar seu firme nome na música Pop.
Falando especificadamente da Marie, é bacana colocá-la como parceira pois minha identificação com sua voz desde o final da década de 80 existiu. Acho que Dressed For Success foi a primeira música do grupo que ouvi, e era uma voz de menininha bem firme. Conexão imediata...lembro que na época do tema de "Uma Linda Mulher", "It Must Have Been Love", muitos acharam que Roxette era o nome da Marie!! Daí então foram anos e mais anos de minha adolescência acompanhando com pontualidade o lançamento de cada álbum, até chegar no hit da minha vida, que foi o Wish I Could Fly, do famigerado disco Have a Nice Day de 1999. Nunca uma música combinou tão bem melodia, arranjos, voz e letra como essa, e já foi integrante daqui do blog em Fevereiro do ano passado.
É uma pena que a banda dá mostras de esgotamento e término, mas vou perseguir minha curiosidade de conhecer mais a fundo a carreira solo da Marie. Recordo-me que sofri demais quando soube que ela tinha um câncer na cabeça nessa década de 2000, mas com louvor venceu e está bem, firme e forte. Vitória das forças do bem! ;)
In a time Where the sun descends alone I ran a long, long way from home To find a heart, that's made of stone I will try, I just need a little time To get your face right out of my mind To see the world through different eyes...
1991 - ROXETTE - Fading Like a Flower TH - Essa seria muito bem um tema de novela, não??
A parceira desse mês, diferente dos últimos, é conhecida mais pelo seu teor sexual esfuziante do que por qualquer outro atributo, digamos, musical. O que é uma pena, pois ela é muito inteligente, sensata (err,,,,em termos musicais!) e tem conteúdo e talento pra escrever e uma postura super segura no palco. Ela também é narcisista! Ela se ama e não faz a menor questão de dirimir isso, o que é nitidamente claro em clipes como Push It, I Think I'm Paranoid, (meu predileto) e The World Is Not Enough, tema do filme 007 de 1999. Boatos dizem que Shirley Manson, líder absoluta da grande banda de rock progressivo Garbage, antes de ser modelo da Calvin Klein e atriz de carreira minguante, era uma, digamos, exímia representante da profissão mais antiga do mundo. E eu não duvido, pois seu comportamento e suas letras várias vezes descrevem atitudes que possam ser interpretadas como as de uma garota de aluguel... Como preconceito cerrado é algo que nunca teve a ver com TH, comecei a prestar atenção nessa moça com cara de prostituta no longínquo vídeo de Stupid Girl, na MTV, nos idos de 1995. Nunca vi tamanha determinação, deboche e uma voz tão suave no mundo do rock – sobretudo por estar eu na época conhecendo extasiado minha parceira mais antiga, Alanis Morissette. Diferente de Alanis, Shirley não atua fervorosamente no mundo feminista, mas tem em comum com a canadense o fato de também estraçalhar os homens que a fizeram mal um dia, só que de uma forma menos vocifera e mais irônica, tal qual se vê no ótimo videoclipe de YOU LOOK SO FINE, onde a ruiva olha pra o cadáver de seu namorado e repete o título da música...legal, não?rs Falemos em discos...Garbage nem de longe é uma banda de lançar tantos álbuns, tanto que hoje, com 15 anos de carreira, só lançaram 4! O primeiro disco é sensacional, um belo exemplo de como uma banda deve estrear, e o segundo melhor ainda! Version 2.0 está na galeria de álbuns da vida de TH, com todas as músicas excelentes e reflexos eletrônicos que poderiam muito bem dar errado nessa coisa experimental que foi a década de 90 no mundo de rock, mas afirmo de olhos fechados: deu super certo! O disco é PERFEITO! Os dois últimos álbuns não me chamaram muita atenção, no entanto são suficientes pra afirmar que até o “lixo do Garbage” é o melhor de muita banda que tem por aí. E Shirley Manson, descontada as drogas e birutices típicas de diva do rock, é como vinho: fica mais gostosa a cada dia que passa!
People like us Know how to survive There's no point in living If you can't feel alive
We know when to kiss And we know when to kill If we can't have it all Then nobody will
The world is not enough But it is such a perfect place to start, my love And if you're strong enough Together we can take the world apart, my love
1999 - GARBAGE - The World Is Not Enough (007 Soundtrack)
Virginiana, baixinha, brigona, invocada, com uma voz de gralha afinada e estridente ao cubo, mas com uma alma super feminina, fofa e inteligente, para poder escrever longas doses de melancolia, protestos eficientes e até romantismo – este mascarado na forma de gritos raivosos ou delicadeza fina no trato. É... Dolores O' Riordan tem o dom de ser várias e ser uma só ao mesmo tempo. Sua atitude e postura intempestiva nunca lhe trai: em todos os momentos, bons ou ruins, ela não muda. Ela tem formas interessantes de manifestar aquilo o que é e que não muda, só modifica a forma de se apresentar. Ela sempre vai ter um discurso pronto e eficaz a favor de causas que julga importante, e toda vez irá falar do amor e de seus relacionamentos de forma discursiva em suas letras, mas tudo isso pode aparecer como balada romântica ou como rock puro, da melhor qualidade. Ela é a alma do grupo The Cranberries desde 1990, e pelo que ouvi falar, sempre atuou como a cabeça do grupo – o que lhe gerou grandes desentendimentos e até boatos de que seria expulsa. Na parada da banda, após o álbum Wake Up And Smell The Coffee, em 2001, eu imaginei que a mesma tinha se desfeito por conta de atritos ocasionados por Dolores, mas para minha surpresa, aparece nesse 2009 a banda reunida novamente, e, pasmem, com shows acontecendo nesse exato momento aqui no Brasil! Uma notícia musical que muito me agradou. Dodô (apelido íntimo dado por mim) me conquistou pela MTV mesmo, nos Cranberries, com a música Linger (do primeiro disco da banda), um dos melhores singles lançados na década de 90. Prossegue a banda com “No Need To Argue” que figura sem dúvidas dentre os álbuns da minha vida, muito triste, melancólico e super melódico Os acordes eram perfeitos e Dolores estava no auge, com sua amargura sendo perfeitamente traduzida naquelas músicas. Passaram pelo quase despercebido “To The Faithful Departed’, que eu adoro, mas reconheço que é mais fraco em comparação aos demais até chegarem no Pop “Bury The Hatched”, outro excelente álbum na minha opinião. Após a pausa, Dolores lançou seu disco solo em 2007, o que comprovou minha teoria de sempre: ela sempre foi a alma dos Cranberries. Quem ouviu seu disco percebe que ele poderia muito bem passar por um novo álbum da banda. Mas eu acho que eles juntos dão a sensação de artistas completos e to ansiosíssimo e ávido por novos álbuns. Voltando a falar da mesma: eu achei uma puta injustiça o que fizeram com ela, colocando-a em 4º lugar no TOP TOP MTV de piores vocalistas. É coisa de gente que não entende a potência vocal ensurdecedora e aguda da minha gralha favorita. Como não destacar as dancinhas nas músicas? Outra marca registrada de Dodô. O mundo Pop está repleto hoje de artistas com o corpo em evidência em detrimento de qualidade musical ou talento na composição e interpretação. Dolores sempre foi uma das minhas ídolas de adolescência, teve uma participação muito efetiva na minha formação por conta da minha identificação absoluta com seu modo de se traduzir ou expressar. Musa, absoluta!
Eu estou tentando me controlar Então por favor, não fique no meu caminho Eu esperei por um longo tempo Isso é o que eu quiz no meu caminho
Afaste-se! Afaste-se! Tem um clímax vindo em meu caminho Afaste-se! Afaste-se! Tem um clímax vindo em meu caminho
Eu não gosto de você, não se comprometa Despedaçada pela sua fraqueza Despadaçada pelo seu sorriso Eu não gosto muito de você, e de suas mentiras Despedaçada pela sua fraqueza Despedaçada pelo seu sorriso
Todas as crianças estão indo para a escola. O verão acabou, é a regra de ouro E agora estou saindo para jogar Então, por favor, não fique no meu caminho E tudo o que pareceu uma vez ser Tão importante pra mim Parece tão insignificante agora que eu posso ver.
1999 - THE CRANBERRIES - Shattered
E você está sempre certo e é meu, você é tão perfeito Aceito você como você é, ter você como você é, aceito você como você é
Eu amo você simplesmente do jeito que você é Eu terei você simplesmente do jeito que você é Eu possuirei você simplesmente do jeito que você é
2003 - THE CRANBERRIES - Stars
Infelicidade havia quando eu era jovem e nós não dávamos importância Porque nós fomos educados para ver a vida como diversão e levá-la se pudermos Minha mãe, minha mãe, ela me abraça, ela me abraçou quando eu estava lá fora? Meu pai, meu pai, ele gostava de mim, oh, ele gostava de mim, alguém se importa?
Entenda no que eu me tornei, esse não era meu projeto E pessoas de todo lugar pensam alguma coisa melhor do que eu sou Mas eu sinto sua falta, eu sinto falta Porque eu gostava disso, porque eu gostava disso quando eu estava lá fora Você percebe? Você sabe? Você não me encontrou, você não encontrou Alguém se importa? Alguém se importa? Alguém se importa? Alguém se importa?
Annie em campanha: a luta contra a AIDS e a favor de sua prevenção defendida por gente competente e admirável!
Procurando inspiração para escrever sobre o Natal (sim, esse ano, devido a minha viagem Sábado para passar Natal e ano novo in love, as coisas aqui no ETHos e no EnTHulho terão que ser antecipadas), notei que a data, 25 de Natal, não apenas marcou o nascimento do menino Jesus, mas também da minha "Personal Jesus" Annie Lennox. Logo, como não poderia deixar de ser: é ela a eleita "Parceira de Dezembro"! Meu contato inicial com Annie foi mesmo com o Eurythmics, duo na qual foi vocalista e (praticamente) alma, ainda na década de 80. Inspirada e conhecida por unir uma voz angelical inconfundível e uma personalidade em palco (e fora deles) forte e cheia de feminilidade, sua união com o multi-funcional Dave Steward originou o duo responsável por grandes momentos na música pop mundial, iniciado com a esquisita canção "Sweet Dreams", que alcançou o estrelato numa época onde Michael Jackson, David Bowie e The Police imperavam nas paradas. O projeto Eurythmics tem momentos memoráveis, mas era notável que o destaque de Annie se sobressaía - percebia-se que seu talento transcendia, e tanta genialidade merecia uma carreira solo, que acabou por se tornar tão excepcional quanto o projeto anterior. Sozinha, Annie se rendeu e foi fidelíssima ao que tinha vontade de fazer, criando um estilo próprio, dosado de melancolia, letras firmes e uma elegância quase surreal nas interpretações. E continua sendo uma carreira bem linear, e pelo visto, duradoura! Muitos a taxam de "weird", "queer", "andrógina"...são apenas rótulos, e esses não me importam nem um pouco. Ela não faz o tipo "gostosona" pra vender, nem 'intelectual" pra impressionar - apenas é uma cantora e intérpete fiel a seus princípios e memorável por saber muito bem mesclar simplicidade e genialidade. Sua voz, pra mim é inconfundível. Angelical e firme. Sua postura, idem. Se necessário ela grita, ela brinca, dança, chora, dá risada...faz o que a música e seu coração pedem! Letras, nem se fala. Ela foi responsável pela primeira tradução que me fez chorar, aos 11 anos de idade (depois foi Nothing Compares 2 U, da carequinha Sinead O' Connor), e a partir daí se iniciou uma saga de um "sad way of life" que vigora até hoje na vida de TH, sempre prediletando as composições mais tristes, independente de meu estado de espírito. Não que faça necessariamente diferença, no entanto destaco seu grande carisma e gentileza! Sobretudo com outros artistas. Numa carreira tão sólida, apontar um disco apenas é tenebroso, por isso, por infinitos motivos, aponto Diva (92), Medusa (95) e principalmente Bare (2003) como seus melhores trabalhos - os que mais me emocionaram! Já em relação a suas músicas...é um trabalho impossível eleger uma! Ou umas...Vamos com essa que é uma verdadeira declaração de amor. Então fica como minha devoção a essa excepcional artista! ;)
Darling don't you understand, I feel so ill at ease The room is full of silence and it's getting hard to breathe Take this gilded cage of pain and set me free Take this overcoat of shame, it never did belong to me
It never did belong to me...
I need to go outside, I need to leave the smoke 'Cause I can't go on living in this same sick joke It seems our lives have taken on a different kind of twist Now that you have given me the perfect gift
You have given me the gift...
And we have fallen from our shelves To face the truth about ourselves And we have tumbled from our trees Tumbled from our trees...
And I can almost... I can almost hear the rain falling Don't you know it feels so good It feels so good... So let's go out into the rain again Just like we said we always would
1992 - ANNIE LENNOX - The Gift
TH - Existe, Deus, no mundo alguém capaz de não admirar essa mulher?
O padrão TH de qualidade sem dúvidas é dos mais ortodoxos. Meu perfil de preferência sempre não é nada convencional - o que implica dizer que nenhuma "beleza fácil" me atrai de imediato. Sou mais profundo. Busco, sem falsa modestia, algo mais intrínseco que pessoas e coisas possam me oferecer. E pra que eu considere alguma coisa realmente atraente, é por já ter percorrido todo processo árduo de seleção e logrado êxito ao final!
Vejam o caso de Tracy Chapman - exímia representante do gosto pessoal de TH. Ela não é bonita fisicamente (apesar de eu não a achar necessariamente feia), mas ela tem conteúdo. É engajada em causas sociais, ótima letrista, instrumentista e sobretudo vocalista! Daquelas que tem voz grave inconfundível e incomparável, além do melhor de tudo: canta o que sente - sente o que canta. Demonstra com clareza e profundidade toda dor, melancolia, ironia, felicidade, amor e paixões que contém em suas músicas. Ela é clara. Simples e direta. E competente ao extremo!
Lembro quando a conheci, como milhares de pessoas, me assustei com aquela mulher que parece um homem e tem voz de homem. Mas por trás dessa crista dura, havia a dona de um sentimento rico e sincero externado por meio de suas composições, melodias e apresentações. Aparência simples - mas aquela simplicidade toda especial! A julgar pelo aspecto, o que poderiam dizer? Uma negra que canta coisas bem populares ou de rappers. Nada disso. Ela é o que há de sofisticação, embasada por discos bem trabalhados e músicas poéticas e lindas!
Pena que, hoje em dia, sucesso e carreira bem sucedida estão restritos à quantidade de músicas nas paradas ou vendagem dos discos. Antigamente não era assim...o primeiro disco da Tracy, lançado em 1988, foi recordista absoluto de vendagens e é extremamente bem trabalhado e lírico. E pop, acreditem...Lamento nunca a cantora, que é dos Estados Unidos e especialista em músicas pop, Folk, Jazz e R&B nunca mais ter tido o sucesso merecido, apesar dos belíssimos trabalhos posteriores. Não faz mal...ela canta e encanta poucos, como eu, dotados de um gosto bem mais apurado e exigente.
Conosco, ela só faz corresponder todas as expectativas. Além do que, é uma bela profissional que fica e marca. PRA SEMPRE!
...
Difícil mesmo foi eleger uma música pra colocar aqui. Como não poderia deixar de ser, sua mais famosa, Baby Can I Hold You não é mesmo minha preferida. Sua carreira tem bem mais momentos emocionantes e sensíveis...e, apesar do pouco sucesso, há ao menos reconhecimento. Volta e meia ela firma parcerias bacanas (uma delas, com minha queridíssima Natalie Merchant, outra parceira de TH), e recebe prêmios por trabalhos engajados. Tracy é pra poucos (mas bem selecionados!)
If you wait for me Then I'll come for you Although I've travelled far I always hold a place for you in my heart If you think of me If you miss me once in a while Then I'll return to you I'll return and fill that space in your heart
Remembering Your touch Your kiss Your warm embrace I'll find my way back to you If you'll be waiting If you dream of me Like I dream of you In a place that's warm and dark In a place where I can feel the beating of your heart
Sim, a sessão de minhas maiores inspirações femininas retornou... E COM TODO GÁS! Trazendo uma das mais queridas musas roqueiras da adolescência... Sim, ela mesma! A Rita Lee gringa...a Malu Mader por trás da guitarra...a Heloísa Helena do rock...! Defensora dos animais e dos corações partidos, mas que também tem recaídas essencialmente femininas e é capaz de cantar musiquinhas sobre o amor bem fofinhas e despretensiosas, como também altos gritos melancólicos, reacionários e de alerta para seu próprio filho que estava no fundo do poço por eventualidades com as drogas. Uma imagem de mulher madura, temperada com uma carreira bem linear e bem pouco popular (raros momentos, como as musiquinhas de dueto com a banda reggae-sarará UB40,Don't Get Me Wrong, I'll Stand By You e um clipe deboche de suas colegas, digamos, mais Popstars da música). Minha paixão pela Chryss (sentiram a intimidade?)transcende a postura engajada...ela é cool! Passa uma impressão gostosa de irmã mais velha, daquelas que amam dar conselhos mas que não se portam tão exemplarmente para isso. As que tem um discurso na ponta da língua, mas que nem por isso deixam de virar alvo de condenações familiares... Musicalmente, a conheci com a MTV, que pagava um pau danado pra ela no começo da década de 90, mas a carreira de sua banda, The Pretenders, teve início nos anos 70! A cantora teve início, pasmem, como repórter! E hoje encontra-se meio que aposentada, decidindo ajudar ONGS com o dinheiro adquirido por sua forte contribuição de postura feminina no mundo da música. Até um apê em Sampa ela tem! Seu DVD de clipes é um dos meus top em termos de reassistidos, e é bacana constatar que a psotura da banda e da vocalista/guitarrista se manteve intacta com o passar dos anos. Meu disco preferido, no entanto, por eu ter vivido muito aquela fase, foi um dos recentes - quer dizer, completou dez anos esse ano, no entanto, pra quem tem mais de 30 anos de carreira...Viva El Amor (1999) tem uma das músicas que mais dilaceram meu coração: Human... Fiquem então com uma pequena amostra do que essa poderosa é capaz de fazer...lamento não ter seus clipes originais no Youtube, mas ao vivo ela tem o mesmo vigor do que demonstra em estúdio. Palavras de quem tem conhecimento de causa! ;)
It's just the night in my veins Making me crawl in the dust again It's just the night Under my skin Slipping it in
Hes got his hands in my hair And his lips everywhere Oh yeah It feels good Its alright Even if its just The night in my veins
A parceira desse mês de longe é a que aparenta ser a mais louquinha... Acredito que a única que chega próxima a Björk, e aplicando o pensamento que sempre defendo sobre a cantoria islandesa, repito sobre esta: Tori Amos não é doida! A primeira identificação com a ruivinha é o fato de ela ter sido violentada quando criança (ou quase, nunca sei ao certo), o que contribui pra que entendamos algumas de suas metáforas nas letras (como, o "assassino do sorvete" - que poderia imaginar de cara que se trataria de um estuprador?). A partir de então, sua carreira é recheada de discos pesados, melancólicos, mas com uma honestidade absurda e uma voz que vem da alma. Tem músicas com sonoridade mais densa, mas possui também grandes melodias, como a que elegi para colocar aqui (Winter). Fica difícil apontar um álbum predileto, ela tem muitas músicas que eu amo, tais como A Sort Of Fairytale (que já coloquei aqui no ETHos), 1000 Oceans, Hey Jupiter (seu melhor videoclipe), Preety Good Year, Spark (vídeo mais agoniante), Crucify (a primeirona, que conheci em 1992 pois foi tema da novela De Corpo e Alma), Strange Little Girls, dentre muitas outras. O disco preferido, pra mim, foi o de estréia, Little Earthquakes, de 1991. Uma curiosidade adicional é quão bela pianista a cantora também é. Pudera, profissional de primeira. E sua carreira é marcada por reflexos musicais ás suas mazelas, vide abortos e viuvez. Reza lenda que Tori é uma das divas mais atuantes de pessoas cult. Eu nunca me entitulei como tal, até porque detesto rótulos, mas sei sim que não é qualquer um que possui a identificação e discernimento necessário pra poder ouvi-la. Só sei que ela é minha parceira também e que será por muito, e muito tempo... A menos que ela fique tão infeliz que...esquece!
A neve pode esperar, eu esqueci minhas luvas. Limpo meu nariz, ponho minhas botas novas. Meu coração se aquece quando penso no inverno. Eu ponho minhas mãos nas luvas de meu pai.
Eu fujo de onde a neve fica profunda. Bela adormecida me engana com um olhar. Eu ouço uma voz "Você deve aprender a se levantar sozinha porque eu não posso estar sempre por perto."
Ele diz: "Quando você vai se decidir? Quando você vai se amar mais do que eu amo? Quando você vai se decidir? Porque as coisas vão mudar muito rápido.
Junto a Annie Lennox, que foi integrante do Duo Eurythmics, Natalie Merchant é um dos casos bacanas de cantoras que, na minha opinião, mostraram-se maior desempenho e talento quando partiram pra carreira solo. Oriunda da banda folk 10.000 Manicas (que adoro, mas prefiro sua carreira como artista-solo), com sua meiguice, engajamento em causas importantes e sociais, essa irlando-italiana sempre me cativou. A conheci em 1993, quando vi sua apresentação ao vivo no 10.000 Maniacs com o hit "Because The Night". Com uma cara amarrada, eu jurava que essa mulher era uma fera! Anos depois, me emocionei ao escutar a canção "The Letter", pra mim uma das letras mais melancólicas e surpreendentes...e era a Natalie! Meu caso de amor com ela dura até hoje, principalmente quando recentemente eu assisti o DVD Storytelles, com explicações sobre suas músicas, e melodias fieis ao vivo para suas gravações de estúdios. De toda sua carreira, no entanto, a crítica e meu gosto pessoal apontam o disco Ophelia, de 1998, como seu auge. De fato, o álbum é rico e prazeroso, além de conter maravilhas como a faixa-título, "King And Generous" (a música da minha vida, como já me atribuíram pessoas especiais), "Break Your Heart", dentre outras. Piano, violinos, trompetes, saxes...e sensibilidade sublinhando belíssimas melodias, alinhavadas com os melhores instrumentos e músicos! Dado curioso: Natalie namorou um outro ídolo meu, Michel Stipe, líder do R.E.M. É perfeito escutar ambos cantando juntos "To Sir, With Love", por exemplo. Ok, o namoro pode ter sido de fachada, visto que Michael declaradamente já confessou suas preferências sexuais e Natalie, er....tem um lado másculo que não torna injusto o apelido de "Natalie Machão". Como se isso quebrasse minha admiração e carinho por essa nobre e lírica poetisa! ;) P.s.:~Não consegui, contudo, na net, nenhum video da minha música preferida dela, "How You've Grown", que é um b-side....as maravilhas são ultradifíceis de se conseguir....:(
Pessoas abatidas em desespero Vêem a desilusão em todos os lugares Esperando que seu azar irá mudar É um pouquinho mais difícil a cada dia
Pessoas lutam, pessoas brigam Pelos simples prazeres em suas vidas Os problemas vêm de todos os lugares É um pouquinho mais difícil a cada dia
Eu sei que doerá Eu sei que quebrará seu coração O modo como as coisas são O modo que elas têm sido E o modo que elas sempre têm sido
Pessoas superficiais, absorvidas em si mesmas Veja elas empurrarem e atropelarem pelas recompensas Com nada mais em suas mentes Você pode ler sobre isto em seus olhos Pessoas cruéis, pessoas atrozes O dano que algumas pessoas fazem Cheias de ódio, cheias de orgulho, É o bastante para fazer você perder a cabeça
Não espalhe o descontentamento Não espalhe as mentiras Não cometa os mesmos erros Com sua própria vida Você sabe que todos nós somos um pouco pequenos às vezes
1998 - NATALIE MERCHANT - Break Your Heart [traduzida] TH - Kind And Generous, cada vez mais! =]
E não é que as últimas representantes da seção "PARCEIRAS", além do talento à prova, estão vindo com beleza exterior muito chamativa?..depois da bela Fiona Apple, chegou a vez de constatarmos a "lindeza exótica" Sade Adu (leia-se "Xadê") essa nigeriana criada na Inglaterra, dona de uma voz suave e caliente, que dá o tom certo ás músicas sentimentais e sensuais. Aliás, ela já foi considerada expoente-mor da chamada 'motelmusic" - suas músicas, ainda que exponham a tristeza que tanto ela declama, vem com um instrumental propício para embalar momentos a dois, se é que me entendem... Seu melhor disco, na minha opinião, é o Lovers Rock, lançado em 2000, mas desde a década de 80 ela vem emabalando corações apaixonados, tristes e com tesão. Só resgatar seus hits certeiros como No Ordinary Love (93),Your Love Is King e Smooth Operator, o primeiro hit, hiper conhecido mundialmente. Destaco também seus clipes, perfeitos, e seu show, que é uma verdadeira obra de arte para amantes da boa música, casada com efeitos visuais magníficos.
Você pensou que eu fosse abandoná-lo Mas você devia me conhecer melhor Pensou que eu o deixaria nos seus momentos difíceis Eu não faria isso Você age certo quando quer Quisera que você conhecesse o meu interior Quando sentir frio Estarei com você abraçando-o bem forte Quando estiver numa situação complicada Vou lhe mostrar que você é melhor do que pensa Quando se sentir perdido, sozinho e não se levantar Vou encontrá-lo e levá-lo para casa Se você quiser chorar Vou secar suas lágrimas E em pouco tempo estará se sentindo melhor. 2000 - SADE - By Your Side [traduzida] TH - Feelin' So Much Better!
Uma queridíssima, sumida, mas totalmente minha parceira, sobretudo em momentos de muita dor e angústia, assim como esse no qual eu me encontro.
Cantora, compositora e pianista talentosa, Fiona nasceu nos EUA em 1977 (13/9, virginianíssima), com composições repletas de metáforas, aliadas à uma voz doce, rouquinha, e um olhar penetrante (com seus belíssimos olhos azuis esverdeados, tão incomuns). O primeiro disco, Tidal [1996] é dilacerador, e suficiente para que eu seja fã pela vida inteira. Sobretudo na sua versão de "Across The Universe", dos Beatles, e nessa do vídeo, "Never Is A Promise", minha preferida. Além de ser linda, Fiona é exímia representante do estilo "eu só quero é ser infeliz" que tanto me identifico. Não que eu queira ser triste a vida inteira, mas cantar a dor é das coisas mais lindas do mundo.
Você dirá que entende, você nunca entenderá Eu direi que nunca acordarei sabendo como ou porque Eu não sei em que acreditar, você não sabe quem eu sou Você dirá que eu precisarei segurar quando eu começar a chorar Mas nunca é uma promessa e eu não precisarei de uma mentira
1997 - FIONA APPLE - Never Is A Promise
TH - Com uma caixa de bombom e uma lágrima nos olhos
Existem as melancolias densas e as suaves... Sarah é a expoente-mor do que há em temros de melancolia suavizada - seja pelas melodias lindas - com direito a violões e violinos bastante inspirados, sejam pelas dilaceradoras - porém ternas palavras ou pela própria voz, "de um anjo". Contato inicial foi mesmo com "Adia", tema da novela "Torre de Babel", em 1998. No mesmo ano eu assisti ao filme "Cidade Dos Anjos" e na cena mais marcante da película, estava lá, sublinhada pela leveza e harmonia musical de "Angel", seu maior sucesso. Elementos já bastantes para eu cair de amores, mas ainda assim eu corri atrás: me aprofundei na sua trajetória musical e adquiri preciosidades em todos os seus discos, sobretudo no meu preferido: "Afterglow", de 2004. Fica a dica de mais uma parceira da minha vida, com o clipe simples e significativo de "World On Fire", logo abaixo.
TH - Recomendo de olhos fechados e ouvidos atentos!! =]
Parceira tão fiel, tão humana, com uma simpatia e inteligência tão irresistível.
A conheci com "CATEDRAL" em 1995 e desde então não a larguei mais.
Das cantoras brasileiras, é a MAIS COMPLETA. Compositora e intérprete de mão cheia e, certamente, de mente mais aberta!
Breves "flashes" de nossa cumplicidade:
“Toda manhã nasci devagar só pra sentir você por aqui” Por Hoje É Só
“Perfeição demais me agita os instintos” Carne e Osso
“O coração na boca, antes da palavra louca que eu não digo, adoro te imaginar mesmo sem ter te visto” Coração na Boca
“E nada mais te prende aqui: dinheiro, grades ou palavras” Partir, Andar
“ Partir, andar, eis que chega. Não há como deter a alvorada. Pra dizer um bilhete sobre a mesa. Pra se mandar, o pé na estrada.” Partir, Andar
“Sexo é integração /Não é abuso /Não é serviço / Seu corpo forte e bonito / Não é só por isso /Pré-requisito /Pra minha satisfação” Sexo
“Um dia você me conta. Um dia você me apronta: um resumo do supra-sumo do seu prazer” Bom Pra Você
“Chega de “será que será”” Chega Disso
“Chega, se aconchega desse nada, chega desse cobre horário-nobre” Chega Disso
“ Os imorais sorriram pra nós. Fingiram trégua, fizeram média, venderam paz” Imorais
“Que o mundo gosta da beleza fácil / Do que é superprático / Banalidade rara / Superfície clara /Do que se vê logo de cara / E nunca se enxerga “ Beleza Fácil
“Eu sobrevivo e atinjo algum ponto. Eu me apronto pro dia seguinte, escovo os dentes, abro a porta da frente. Evito a foto sobre a mesa. E ninguem aqui vai notar, que eu jamais serei a mesma” Eu Me Acerto
“Pensei seduzir você, mostrando-me confiante” Por Que Eu Não Pensei Nisso Antes?
“Não, não me acalme. Com sílabas doces. Hoje eu quero o açoite das palavras rudes, pra que eu possa me defender, em atitudes” Depois do Perigo
“É meu código de acesso, é intensoreflexo é som é corÉ múltiplo, é convexo,é manso é sutil,sonho é sexoÉ uma linda canção de amor” Código de Acesso
“Me recolho e volto ao meu mundo. O que é só meu, tem que voltar pra mim” Inclemência
“Hoje eu vou brincar de ser criança e nessa dança, quero encontrar você, distraído, querido, perdido em muitos sorrisos, sem nenhuma razão de ser” Distração
“Sou sua ilusão de ótica palpável” Eu Não Sou Eu
“A cada milágrimas sai um milagre” Milágrimas
“Transfere pro meu corpo, teus sentidos, pra eu sentir. Entender por que, quero você” Sentidos
“Se volto pra mim, pouso na terra, e é macio saber, que já não me assusta, e “me gusta” voltar” Me Gusta
“Não me salvo por que não me acho, não me acalmo, por que não me vejo, percebo até mas desaconselho” Enquanto Durmo
“Silêncio pra te comover, música pra te alcançar, refrão pra te enternecer, e agora só falta você” Verbos Sujeitos
“Mas isso não é nem um desastre, pois nunca é tarde pra saber, que não há nada errado, só somos diferentes” Sortimento
“Te vejo e pareço louca. Sem memória. Sem historia. Até que alguma canção, algum cheiro ou expressão. Me faça te ver de novo. Mas é rápido, é quase pouco, nem dói nada. Nossa paixão congelada” Às Vezes Nunca
“Nem que eu contasse as ondas do ar, dia após dia. Descansaria as horas em mim” Por Hoje É Só
“Se você vai por muito tempo. Você nunca volta. Você retorna, você contorna, mas não tem volta” Não Tem Volta
“Você tirar você de letra nem que tenha que inventar, outra gramática” Vou Tirar Você Do Meu Dicionário
“O que eu procuro, o que eu rejeito, o que eu nunca vou recusar, tudo em mim quer me revelar” Me Revelar
“Me diga como você pode viver indo embora sem se despedaçar. Ou será, que você nem quer perceber, talvez você, seja feliz sem saber” Não Vá Ainda
“O que me separa de você agora, um avião um oceano, outros planos, e muitos enganos” O Meu Lugar
“Minha força não é bruta. Não sou freira nem sou puta” Pagu
“Tá cego mas tá guiando alguém” Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band
“Desesperado pra ter paciência” Tô
“Você é virtualmente amada amante. Você real é ainda mais tocante. Não há quem não se encante” Capitu
“A vida não tá certa nem errada. Aguarda apenas a nossa decisão” Tudo Ou Nada
‘Quem perdeé quem prega /Quem precisaé quem nega” A Diferença
“Desintegrados Éramos Nada Em Conjunto” A Companheira
“Certo É Errar” Por Hoje É Só
TH - Overdose de Zelião nesses momentos decisivos!