Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

LADIES AND GENTLEMEN, MS. JANE LYNCH!

A série da FOX, "Glee" (que estreou em 2009) não teria me chamado tanta atenção senão por três itens: música, Ryan Murphy e Jane Lynch.
Primeiro as críticas: a história é simples - e às vezes beira ao ridículo. O cotidiano de um coral que batalha pra ter espaço na escola, liderado por um ex-quase-integrante de boy band (Will Schuester), e constituído de representantes das minorias. Gay, negra, gorda, "emo", cadeirante, feia talentosa, burro talentoso, latina, loira burra, grávida e por aí vai. Nada tão novo ou impactante. Acredito que o sucesso do seriado se dá ao talento de seu realizador, Ryan Murphy, de criar vida roteirizada na porra-louquice. O ambiente é super leve, quase um desenho animado. E a música segura onda. Digo isso pois a seleção de repertório é bem equilibrada, com momentos de auge e de flopagem. Mas eu me identifico muito com o talento de Ryan com essa de "dizer' pela música. Ela tem essa capacidade e extorna bem todos os nossos sentimentos, quando bem conduzida às situações.
E Jane Lynch, claro. Inicialmente escalada pra coadjuvar - ela não seria mais do que uma simples treinadora de torcida organizada que detestava o coral, a moça roubou a cena de cara com sua Sue Sylvester, e garantiu os melhores momentos do seriado. De antipática, passou a vilã de desenho animado, que fazia de tudo pra acabar com o coral. E seu espaço foi gradativamente crescendo, a ponto de protagonizar dois momentos lendários: primeiro bancou a Madonna numa retomada do clip de Vogue, com letra da música devidamente mudada pra expressar seu ódio a Will; e também, noutro episódio, firmou uma parceria bem sintonizada com Olivia Newton John (a própria, convidada especial) onde estrelaram o videoclipe de "Physical", num versão beeeeem 2010!
Seja no timbre de voz, no jeitão masculinizado, nas máximas proferidas ("agora cheirem seus sovacos. Sintam o odor da derrota"), no seu diário (ela escreve as maiores blasfêmias "desabafando" no papel), ou no seu programa de tv ("é assim que Sue enxerga"), ela consegue dar uma leveza sem tamanho pra uma personagem que poderia se tornar o requinte mor de cureldade. Mas Sue é humana. E prova disso é a bela maneira com a qual cuida de sua irmã deficiente, com direito até a contar historinhas pra dormir. Personagem MUITO bem escrita, pruma atriz que conseguiu ler nas entrelinhas e só ganhou espaço.
Na vida real, Jane Lynch é atriz, escritora, cantora e comediante. É também homossexual assumida e casada com a psicóloga Lara Embry, cujo matrimônio se deu esse ano. Recentemente, tivemos a honra de prestigiá-la vencendo o Emmy de melhor atriz coadjuvante, por Glee. Muito merecidamente, aliás.
Vida longa pra Sue Sylvester, que ajuda e muito Glee a não se tornar um High School Music da vida.
E aguardemos a segunda temporada!


Grande vencedora do Emmy 2010. Abaixo, o vídeo de uma apresentação lendária na série





TH - Palmas para a "coadjuvante"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

IT'S COMING!

6 anos acompanhando.
Várias noites não dormidas.
Mil unhas roídas.
Inúmeras reprises, episódios reassistidos...
Personagens com trajetórias muito boas, outros nem tanto.
Lágrimas com perda de queridos...
Vontade de esfolar os roteiristas por algumas passagens ruins...
Enfim...
Domingo isso acaba..e nasce um marco da teledramaturgia mundial e um ícone de cultura pop. A série que desafiou todos com uma narrativa complexa e nunca vista, reunindo elementos esotéricos e de ficção científica, num bojo cuja mistura poderia ser indigesta e um "balaio de gato", no entanto, os produtores executivos foram bem felizes ao não perder ao menos o foco maior da série: perguntas que levam a outras perguntas. Uma série baseada nas dúvidas, que quando são sanadas, levam a milhares de outras e prende a atenção tao forte não pode nunca deixar de ser um marco. E a premissa maior, pra mim, está focada nas vidas daqueles personagens, seus dramas, conflitos, redenção, defeitos, virtudes...e nessa sexta temporada, com a criação da realidade paralela isso se tornou mais evidente, pois o paralelismo de seus comportamentos com ambas as realidades justifica ser o elemento humano o principal componente de LOST.
Depois do capítulo final, prometo fazer uma matéria completa sobre tudo o que LOST representou pra mim ao longo de toda sua trajetória...
Por hora olhem a imagem e vejam: John Locke no lugar de Jesus...bancos de avião usados pelos personagens e a própria mesa da última ceia é uma asa de avião! AMEI!
E a demora me agonia...


TH - Chega Junho mas não chega Domingo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ANATOMIA DE UMA SUPER SÉRIE!


Sim, mais um seriado que me conquistou despretensiosamente (e deliciosamente) neste ano!
Criado por Shonda Rhimes (já virei fã de carteirinha), Grey's Anatomy teve início em 2005 e hoje se encontra em sua 6ª temporada. Repleto de altos e baixos como todo seriado que se preze - é impossível o fôlego manter-se elevado ao máximo por tantos anos e episódios, mas ainda assim vou sempre brigar com quem vem dizer que nada acontece nele. Inclusive discuti (amigavelmente, claro) com um colega da academia que o apelidou (muito injustamente) de "Grey's Monotony", alegando que nos episódios que acompanhou, nada aconteceu!
O enredo é batido: dia a dia de interinos num hospital fictício (Seattle Grace), vigiados por uma residente carrasca, um cirurgião chefe também durão e médicos bastante arrogantes. O que diferencia de outros seriados médicos (como House), sobretudo, são os nuances que adquire com o passar das temporadas. As transformações que os personagens ganham de acordo com o tempo e situações vividas; o amadurecimento, tudo bem embasado em situações bem sacadas e conflitantes, que exigem demais de seus intérpretes (uma bela equipe, por sinal). Dramas bem intercalados com comédias de muito bom gosto. Belíssimo argumento, um texto excepcional - os episódios abrem e fecham com algum personagem dizendo palavras pertinentes - aquelas palavras chaves que todos nós devemos ouvir, acatar e admirar. Enfim, sobram elogios.
Admito que, ao assistir a primeira temporada, o que mais me chamou atenção de cara foi a trilha sonora. Espetacular! E logo depois, quando vi extras e comentários em áudio sobre os episódios, eu descobri que a própria autora seleciona as músicas que quer que apareçam em cenas específicas. Cá pensando comigo: "putz, é o que sempre quis fazer! "Pena que aqui no Brasil as coisas não funcionam desse jeito, e o trabalho é repartido para vários - autores, roteiristas colaboradores, diretor, produtor musical, etc. Eu acho impossível, por exemplo, um diretor captar 100% o espírito que o autor quer empregar no empreendimento. Ele é um executor, mas não pode realizar milagres...
A situação clímax do fim da primeira temporada foi fraca, mas logo descobri que a mesma terminou antes do previsto - e o que é hoje a segunda contém quase 1/3 do que seria inserido na 1ª. E recomendo com força que assistam as temporadas 2 e 3 seguidamente, quase sem pause. É uma experiência fascinante, você não tem vontade de parar! Ok, é papo de viciado e empolgado, mas esse blog serve, dentre outras coisas, pra mostrar os desvaneios de alguém que, tal como criança, quando está excitado demais com alguma coisa, só quer falar. Falar muito bem, sem parar!
Mais um ganho proporcionado pela série pra mim foi ser a primeira que apresenta a protagonista como minha personagem favorita! Aos que bem me conhecem, sabem que minhas prediletas são as coadjuvantes com momentos de protagonismo. No caso de Grey's, Meredith Grey - a principal e personagem título da série, vivida pela linda Ellen Pompeo me ganha por ser extremamente bem construída. Sua vida é repleta de dramas mexicanos - a mãe sofre de Alzheimer e o pai não quer saber dela, mas nem por isso ela se torna deprimida e sofredora. Ela é, diria, o contraponto de duas outras personalidades distintas no próprio seriado: Cristina Yang - ácida e ávida pelo trabalho, a "desumana" mais adorável, responsável por grandes cenas de humor (palmas pra oriental Sandra Oh, sua intérprete) e Izzie Stevens - a humanitária do grupo. Izzie tinha tudo pra ser a protagonista, mas deixaria a série chata pois se tornaria mestra em se envolver com os problemas dos doentes, clichê super batido e que não seguraria nem a primeira temporada. Pois bem..Meredith Gray tem um pouco da humanidade de Izzie, mas é centrada no trabalho como Cristina. É o equilíbrio - é a palavra ideal pra defini-la. Ela se envolve com problemas das pessoas que entram no hospital, mas no limite que lhe é permitido. E produz um belíssimo trabalho, esforçada e dedicada, mas não tão voraz a ponto de perder sua vida social. O seu relacionamento com Dr. Shephard é bacana pois destoa muito das formalidades exigidas no ambiente de trabalho. E é puramente simples - ela se apaixona por um cara que acabou de se separar da ex, e ainda se sente mexido com ela. Tudo em Grey's é simples. Se notarmos, todos os enredos são super claros e leves, o diferencial é a maneira com a qual a autora os conta.
Impossível não se apaixonar pelos mais diversos tipos de personagens. Sobre a "nazista" Bailey (outro porto seguro do humor na série, uma carrasca bem "humana"), O' Mailey e suas transformações (de iniciante inseguro, se torna um excelente profissional, sem medo de perguntar ou aprender), a charmosíssima Addison (que mulher elegante!), o irresponsável Karev (toda série tem que ter um que fuja aos padrões lineares), o arrogante e centrado Burke, que tem uma química incrível e irresistível com Cristina, dentre outros. E também os dramas que eles se deparam. O relacionamento de Izzie com o paciente Denny foi um dos melhores, e liderou o interesse do público por um bom tempo! Ainda a trama do casal que sofre uma cidente de trem e seus corpos ficam presos nas ferragens e, para salvar um, o outro tem que morrer; Os episódios do míssel dentro de um paciente, perigando explodir a qualquer tempo (meus favoritos), e muito mais!
Lendas falam de uma briga feia entre dois atores do seriado, o Isaiah Washington (Burke) e T.R.Knight (O' Mailey), devido ao último assumir sua homossexualidade e o primeiro sua homofobia. Lamento demais, pois ambos encontraram o tom ideal para seus papéis, e tiveram que ser retirados - cada um em seu tempo, do casting. Nem tudo é perfeito...
Ainda tenho muito o que falar do seriado, Mas encerro aqui, pro texto não ficar longo...fica, então a recomendação de um ótimo entretenimento. E com qualidade


TH - Sem sono!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

BAILARINA DE PEDRA!


Quem me conhece, sabe que sou muito fã de LOST, a série. Uma narrativa completamente diferente de tudo o que já se viu fazer por aí, com uma maneira muito peculiar de se contar a estória. Traçando o paralelo presente intercalado com flashbacks e flashforwads, o seriado foi um marco, tornando-se intrigante por plantar inúmeras dúvidas na cabeça do telespectador, e a cada resposta encontrada, mais três perguntas eram lançadas, causando aquele nó na cabeça de seus fãs, que aliás, ADORAM isso!
Palmas para os produtores executivos Damon Lindolf e Carlton Cuse. Fãs confessos de Jornada nas Estrelas e outras histórias clássicas como Alice no país das maravilhas e O Pequeno Príncipe, nota-se clara referência a tais obras nos capítulos.
Sobre os mistérios, nada mais instigante do que perguntas do tipo: "o que é a ilha?' "o que são os números malditos?" "e o monstro da fumaça?", dentre muitas outras, que deverão ser elucidadas (espero) nesta sexta e derradeira temporada, prevista para estrear nos EUA em Fevereiro de 2010. Será que conseguirão dar cabo a tudo em 16 episódios apenas? Acredito que muita coisa vá ficar sem explicação, mas pra mim, a série é deveras satisfatória e me faz um bem tremendo acompanhar, pesquisar, rever, analisar e pescar todos os detalhes - alguns bem escondidos, inclusive, em seus episódios.
Lost não é só uma série de mistérios...o elemento humano está presente desde a primeira temporada, que se valeu primordialmente em apresentar seus personagens e expor seus motivos. Logo, uma infinidade de identificações era minada com a morte de vários deles ao longo das demais temporadas. Corria-se um tremendo risco gostar de determinado ator e vê-lo ser catapultado da série em algum momento. Elemento que, aliás, era um aditivo pra tornar a trama mais interessante ainda: quem vai morrer??
Eu gosto de vários personagens, mas quem me conhece sabe da minha tendência por gostar daqueles que não tem necessariamente grande destaque. Até dos secundários eu sou bem afeito, às vezes mais do que os próprios protagonistas. Pois bem, não me perguntem exatamente como, mas desde a primeira temporada minha personagem favorita é a Sun. Ela não é das mais queridas, tampouco tem o destaque que, ao meu ver, deveria ter, mas tentarei versar algumas linhas delineando seu perfil.
Coreana, mulher e filha de um magnata. Pra piorar, esposa de um marido que num determinado momento torna-se agressivo e machista ao extremo. Reunindo todas essas mazelas (aqui, o "coreana" só se torna mazela pois sabemos que a Coréia é um dos países mais machistas que existem), esperava-se uma personagem de postura submissa que inclusive vemos Sun assumir durante um bom tempo na ilha. Mas os nuances que os roteiristas souberam percorrer durante seus flashbacks mostraram que a garota tinha uma personalidade forte, escondida sob seu manto casto e tímido. Além do que, a série é enfática ao mostrar que Sun consegue, num piscar de olhos, transmutar sua conduta boa em má, de maneira bem rápida, comparada a outros personagens. Ela é a falsa retraída. E a culpa disso é a atitude transgressora que suas relações - sobretudo com seu pai, Mr. Paik, a obrigaram ter.
Os fins justificam os meios? Pois Sun sabe muito bem disso. Em The Glass Ballerina, episódio da terceira temporada, foi mostrado seu caráter quando desde pequena acusou a empregada de ter quebrado a Bailarina de Vidro - o caráter dúbio faz os fãs tentarem entender se fez isso por maldade ou foi a forma encontrada pra se safar do castigo de seu pai. Suas mentiras - sobretudo sobre a suposta paternidade de seu filho, seriam justificadas também? Como a série não tem nada de maniqueísta, fica a deixa pra seus seguidores tentarem decifrar suas razões. Já foi mostrada uma Sun abnegada (quando ela conclui com Juliet que seria melhor ela morrer do que seu filho não ser de Jin) e rude (querendo meter um balaço em Ben a qualquer custo); Ingênua (defendendo Sawyer, que foi quem a sacaneou) e desconfiada, postura mais constante ao longo de toda a série. Uma atitude sua bem perceptível e recorrente é a de se redimir sempre por seus erros. Alcançar perdão por intermédio de alguma forma de auto-punição por algo que ela fez...reflexo de sua criação?
Seu relacionamento com Jin teve muitas coisas a serem resolvidas - o casal na verdade já chegou na ilha com um monte de coisas para discutir, a relação estava num estágio muito difícil, e o caminho percorrido por ambos foi árduo, mas bem sucedido. O ciclo de ambos se fechou em Ji Yeon, episódio da quarta temporada onde eles, depois de colocarem tudo em cheque, finalmente alcançam a tão sonhada redenção mútua e se acertam, numa das mais belas cenas de Lost.
Os roteiristas, no entanto, estão devendo inúmeras cenas para Sun, sobretudo nessa quinta temporada, na qual a personagem fez mera figuração, com poucos momentos de destaque. Mas não foi apenas ela. Desmond teve sua participação na série bastante reduzida - e olha que ele foi bem destacado em temporadas anteriores! Refiro-me à Sun, além de ser fã, porque no fim da quarta temporada, quando ela saiu na ilha, abriu-se um precedente muito bacana pra que ela se tornasse outra personagem, mais linha dura, vingativa e nada frágil...isso de certa forma aconteceu, mas ficou mais na promessa e na sensação de "quero mais" por falta de cenas!
Vale destacar, ainda, o carisma e talento da atriz Yunjin Kim, e sua química com seu marido na ficção, vivido por Daniel Dae Kim (não, eles não são parentes na vida real!). A cena que Sun perde seu marido, em "There's No Place Like Home" foi de um realismo incrível, e impressionou a maneira como Yunjim interpretou, e logo a seguir se viu um Flash-Forward de seu encontro com o sempre perigoso Charles Widmore, batendo de frente com ele. Além do que, em entrevistas, nota-se que a atriz é super simples, alegando inclusive ganhar exageradamente por cada episódio que faz na série. Além de sorriso franco e um belo olhar que passa muito mais realidade,a lgo do tipo "sabedoria oriental". Já se tornou minha ídola!!
Pois bem...atualmente, na série, Sun está do lado do falso Locke, Ben, Richard Alpert e Lapidus, no Presente, enquanto os outros personagens estão no futuro. Sua obstinação a faz fazer tudo pra reencontrar seu marido, se isso for possível, inclusive deixando sua filhinha Ji Yeon na Coréia com sua avó, pra isso. O que o futuro da personagem nos trará? Cenas impactantes, com certeza, virão aí. Espero muito que os produtores nos brindem com ótimas cenas para Sun. Eu, Yunjin e demais fãs da coreana agradecem!


TH - Roendo as unhas de ansiedade!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

FALANDO DIRETAMENTE DA ALMA E DO CORAÇÃO ADOLESCENTE

Dawson's Creek era o típico seriado que eu já conhecia sem nunca ter visto!
Grandes amigos o recomendavam. Outras pessoas achavam açucarado demais. A mídia se dividia: uns amavam, outros odiavam. E na minha vida, unanimidade nunca foi um ponto favorável - eu diria que a divisão de opiniões foi o principal motivo pra haver sempre um interesse latente pela série - louco pra se externar.
Só havia visto uma cena - e já foi suficiente pra respeitar: ao som de "I'll Stand By You", dos Pretenders, a situação mostrava dois jovens: estavam aparentemente brigados, mas no íntimo de ambos, havia um desejo intenso de um sempre contar com o outro, algo sem frases pra descrever, mas apenas olhares ternos. Interpretações muito fortes, a ponto de "falar com o silêncio" e com a música. Isso me ganhou. E eis que finalmente (e tardiamente) ,apenas nesse ano de 2009, eu me predispus a assistir completamente a saga do loirinho Dawson e seus amigos. Claro que a influência do amor só impusionou meu interesse. ;)
A sinopse é a mais simples possível: a vida de um adolescente repleto de sonhos e introspectivo, que tem uma melhor amiga de infância que acaba misturando sentimentos de amizade com o início de algo a mais. Paralelamente, as desventuras de sua turma no colégio perspectivas do futuro, amizades postas em cheque, problemas de separação dos pais, debates ferrenhos sobre temas variados (a avó de Jennifer é certamente uma das personagens com traços mais interessantes), o básico envolvimento de um aluno com sua professora - aqui, nem um pouco descontextualizado ou narrado da forma rasa e simplória como seria em "Malhação", onde o foco seria mostrado apenas como um deslumbre do personagem, quando há mais nuances a serem abordados e analisados. E mais uma infinidade de temas, sempre pontuando com propriedade os sentimentos humanos, suas reações e consequências. E o melhor de tudo: os personagens FALAM o que pensam, não ficam morrendo à míngua, remoendo suas dores de cotovelo com o intuito de conquistar ganchos e mais ganchos folhetinescos. Além do mais, não existem vilões - não aqueles maniqueístas e manjados de outras produções - todos os personagens adquirem comportamentos heróicos, derrotistas ou vilanescos, de acordo com situações específicas - tal qual na vida real.
Não que eles sejam exatamente reais, mas algo bem próximo disso. São extremamente verossímeis. O único senão é o fato de eles terem tão pouca idade pra tanta maturidade, mas ainda assim, eu insisto: há realmente pessoas que desde cedo sabem enxergar o futuro e comentam entre si sobre seus sentimentos, e não existem apenas jovens bobinhos tal como em Malhação. Aliás, a novelinha da Globo busca apenas entreter, e Dawson's tem uma premissa bem mais aprofundada. Você se identifica fácil com vários personagens. Espera reações deles. Torce. Se surpreende. Eu já me enxerguei em vários!
Um outro ponto alto da série é sua trilha sonora. Para um fanático por trilhas como eu, assistir cenas com altas dosagens dramáticas e pontuadas por belas melodias - sejam incidentais, instrumentais ou mesmo as cantadas - desconhecidas ou não, é um extase! E decerto que minha discografia multiplicará a cada episódio, com músicas de qualidade cada vez mais descobertas!
O engraçado é perceber que seu criador, Kevin Williams, é baluarte do "terrir" americano com filmes de terror baba como "Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado" e "Panico", dentre outros. Em entrevistas, ele afirma ter construído a série baseado em suas memórias de adolescência. Eu acredito e percebo que quando fazemos algo brotado do fundo do coração como ele fez, não importa suas obras pífias ou encomendadas já realizadas - um trabalho feito com identificação e com bases já vivenciadas pode abonar e garantir credibilidade a qualquer artista. E depois de saber quem produziu, pude também notar suas correlações.: nomes de personagens repetidos (Gale, a mãe de Dawson, era também o nome da repórter gananciosa de "Panico", e o mesmo pra diretora Ms. Tingle - tanto da série quanto do filme "Tentação Fatal", como a professora malvada).
Um dos meus maiores ganhos em termos de teledramaturgia esse ano foi ter me permitido acompanhar Dawson's Creek. Só escrevi isso tendo visto suas duas primeiras temporadas, mas a sede de vir até aqui e compartilhar, registrando esses comentários singelos da série foi muito forte, e ao assistir suas próximas temporadas (são 5, no total) espero conseguir mais elementos pra comentar. Na sequência, mais diversão, alegria, lágrimas, torcidas, identificações e, principalmente: emoções garantidas!


TH - Indo ver outro episódio antes de trabalhar!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SACRILÉGIO DIVINO E GUERRA BESTA


Quem acompanhou os noticiários, jornais e publicações da semana passada notou o que se pode chamar de jornalismo barato. E a principal protagonista desses lamentáveis "furos" foi a própria Rede Record.
Um breve retrospecto: explodiram uma infinidade de denúncias cheias contra a Igreja Universal, o bispo Edir Macedo e seus inúmeros fiéis. Eu confesso que fiquei chocado: gente que vendeu sua própria casa ou que arrecadou todas as economias, até o que não podia, porque eram orientadas por seus pastores de que "quanto maior seu dinheiro, maior sua fé". Uma fé cega, um sacrilégio divino e um aproveitamento safado do sentimento das pessoas, que colocam o sentimento que depositam em Deus à frente da própria sanidade e bom senso. E junto a pessoas que se aproveitam disso!
Então as emissoras têm trocado ataques desde quarta-feira, quando a Record resolveu responder às acusações do dia anterior, por ter considerado que a concorrente deu destaque excessivo ao fato da Justiça paulista ter acatado a denúncia por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Os acusados usariam as doações dos fiéis para benefício próprio.
Ou seja, com a explosão das denúncias, ao invés da emissora Record procurar se defender, desmentir, preferiu contra-atacar sua principal rival, Rede Globo, que, segundo notícias de seu jornalismo de quinta, todos os fatos argumentados partiram de um promotor que estava sendo investigado por supostamente favorecer a Globo. E taca agora se voltar contra os defeitos dos globais, que nunca foram santos, mas não deveriam vir à tona num momento como esse, por não ter a ver com a questão.
Bom. Não sou evangélico e se disser que não tenho nada contra, estaria mentindo. Todos são livres pra eleger suas religiões, construir suas crenças, no entando o que me obsta perante os evangélicos é o fato deles quererem "puxar" a pulso todos para debaixo de suas asas (ou pomba branca, símbolo da Universal). Sei que estou generalizando, nem todos agem dessa maneira, logo minha crítica é direcionada apenas ao que conheço e vivenciei, por ter tido muito contato com protestantes. E confesso que a explosão de denúncias contra Edir Macedo - do qual nunca fui afeito, veio ratificar tudo o que sentia pela Igreja Universal. Lamento que o Jornalismo - a profissão que sempre quis exercer tenha chegado a níveis tão rasos por conta dessa guerra besta de emissoras. E cabe ao telespectador agora escolher em quem crer...

P.s.: Em grupos de discussões no qual participo, uma grande questão veio à tona: seria o momento ideal para que a Globo reprisasse a GRANDE minissérie DecadÊncia, de Dias Gomes, exibida em 1995, com Edson Celulari encabeçando o elenco com seu Mariel, pastor evangélico que ludibriava os fiéis. Além da temática religiosa, oportunamente estamos vivendo um período de derrocata política em nosso país que também era mostrado na série. Dupla oportunidade de reexibição (ou pelo menos, de lançamento da minissérie em DVD).


TH - Botando lenha na fogueira!